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Mato Grosso

Festival Educarte 2025 chega ao fim com destaque para talentos e premiação de R$ 75 mil

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O Festival Educarte 2025 chegou ao fim nesta quarta-feira (26.11), reafirmando sua força como uma das maiores vitrines de talentos da educação pública de Mato Grosso. Realizado desde o dia 24 no Allure Music Hall, em Cuiabá, o evento reuniu apresentações de dança, teatro, música, artes visuais e fanfarra, que emocionaram o público e evidenciaram a potência criativa dos estudantes da rede estadual.

Promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o Festival Educarte teve entrada gratuita e contou com 56 projetos selecionados em cinco eixos artísticos. Todas as produções foram avaliadas por um corpo de jurados formado por artistas, professores universitários, produtores culturais, diretores, músicos e pesquisadores, que analisaram critérios como originalidade, domínio técnico, relevância social e criatividade.

Durante a cerimônia de encerramento, os estudantes premiados celebraram conquistas que refletem dedicação, identidade cultural e forte expressão artística. Entre os destaques, está Ketlen Lara Zuza Dos Santos, de 17 anos, estudante da EE Militar Tiradentes Dr. Manoel José Murtinho, em Diamantino, que garantiu o 3º lugar no eixo Artes Visuais com o projeto “Alma pantaneira em pele castanha”, orientado pela professora Lahoa Matos Terra.

“Colocar minha visão sobre o Pantanal em uma obra foi transformar sentimentos em arte. Ver esse trabalho reconhecido me dá ainda mais vontade de seguir criando e representando minhas raízes”, disse Ketlen.

Na categoria Dança, o segundo lugar ficou com Adriele da Silva Vieira, de 16 anos, estudante da Escola Estadual Renê Menezes, em Sinop. Ao lado dos colegas Izadora Nezzi, Marcos Silva Moura e José Eduardo Dias dos Santos, Adriele apresentou o projeto “Arte, Dança e Resistência”, orientado pela professora Ivanilce Totti Ferreira.

“Estar no Educarte foi sentir a força da nossa história no palco. Nosso grupo ensaiou muito, e conquistar esse prêmio mostra que a dança também é um jeito de resistir e expressar quem somos”, afirmou a estudante.

Ao longo de três dias de apresentações intensas, o público acompanhou números autorais, performances coreográficas, interpretações teatrais e exposições visuais que representaram a diversidade cultural das escolas de Mato Grosso.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o Educarte cumpre um papel estratégico na formação dos estudantes.

“O Educarte já nasceu como uma vitrine de talentos e como uma política que integra arte, cultura e formação humana. É um espaço onde nossos estudantes descobrem a força da expressão e ampliam suas oportunidades”, destacou.

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Ele reforçou que a iniciativa consolida o impacto das linguagens artísticas na autoestima e no desenvolvimento integral dos jovens.

“Temos trabalhado para que nossos estudantes descubram e usem o poder da voz, da expressão e da criatividade como caminho para o futuro. O Educarte mostra a força da educação pública quando valoriza arte, cultura e o protagonismo juvenil”, afirmou Alan Porto.

Além das premiações individuais, o eixo Fanfarra recebeu um investimento adicional de R$ 45 mil, distribuídos entre as escolas classificadas em 1º, 2º e 3º lugares para aquisição de instrumentos, uniformes e materiais, reforçando o caráter formativo e coletivo da modalidade. Somando todas as categorias, o festival concedeu R$ 75 mil em premiação.

Para o secretário, o Festival Educarte se consolida como uma política pública essencial para o fortalecimento do vínculo dos estudantes com a cultura, permitindo que a arte seja vivenciada como expressão, identidade e desenvolvimento pessoal.

“A edição 2025 reafirma o compromisso de Mato Grosso com uma educação que reconhece talentos, amplia horizontes e forma cidadãos mais críticos, sensíveis e criativos”, concluiu.

Vencedores do Eixo Artes Visuais

1º lugar: Rafael Wilker Duarte Xavier

DRE Metropolitana – Cuiabá | EE Dr. Mario de Castro

Projeto: Natureza Pura

Professor orientador: Everton Nascimento de Arruda

2º lugar: Dhyogenes Raffael Nunes Silva Azambuja

DRE Confresa – Porto Alegre do Norte | EE Antônia Leão dos Santos

Projeto: O preço do fogo

Professora orientadora: Ana Paula Azevedo Meurer

3º lugar: Ketlen Lara Zuza Dos Santos

DRE Diamantino – Diamantino | EE Militar Tiradentes Dr. Manoel José Murtinho

Projeto: Alma pantaneira em pele castanha

Professora orientadora: Lahoa Matos Terra

Vencedores – Eixo Fanfarra

1º lugar DRE Sinop – Sorriso

EE Militar Tiradentes Cabo Antonio Dilceu da Silva Amaral

Projeto: Sinfonia Cívica

Professor orientador: Rondineli de Souza Chaves

Estudantes: Kennedy Máximo Garcia, Júlio Anderson Góis Dutra, Gustavo Henrique de Souza Ortiz, Teylon Leonardo Gomes Barroso, Matheus Felipe de Souza Ortiz, Allefy Santos Souza, João Ariel Rodrigues da Silva, Henry Gabriel Calgaro Fredrich Grave, Davi Detz, Nathanael Pereira da Silva, Kayke Marcondes Loyola do Amaral, João Vitor Santos Gomes, Vitor Gabriel Jung, Valentina Piccini Porfirio, Pedro Henrique da Silva, Álvaro Miguel Araújo da Silva, Cecília Jagnow de Lima, Davi Lucas de Souza Santos, Pedro Henrique da Silva e Abraão Cardoso De Sousa.

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2º lugar DRE Metropolitana – Cuiabá

EE Padre Ernesto Camilo Barreto

Projeto: Banda Banpper – Banda de percussão Padre Ernesto

Professor orientador: Fábio Albertino da Silva

Estudantes: Miguel Oliveira de Mesquita, Sofya Hellen Lima de Arruda, Welinton Batista de Campos Junior, Vitória Karoliny Lima de Oliveira, Rayssa Moreira Duarte, Miguel Eduardo Ribeiro Almeida, Manuela Souza Borges, João Vitor Jara Lopes, Raul Monteiro Costa, Mateus Valério Martins Silva, André Alexandre Ribeiro, Rebeca Valério Martins Silva, Alice Sophia Pereira de Oliveira, Lorran Martins Oliveira Ribeiro, Alonzo Gregorio Lopes Sifontes, Lismary de Los Angeles Lopes Sifontes, Emanuel Venicius de Oliveira Martins, Gabriel da Silva Passos, Anthony Miguel Miranda Corrêa, Tany Maria Olimpia Ganda, Lorenna Vycthoria Gasparelo Gomes e Luiza Eduarda Collareda De Lamônica.

3º lugar DRE Tangará da Serra – Tangará da Serra

EE Pedro Alberto Tayano

Projeto: Releitura da música Asa Branca (Luiz Gonzaga)

Professor orientador: Luís Pereira dos Santos

Estudantes: Bianca Lopes Padilha, Kerolainy Vitoria Ribeiro de Souza, Agata Marielle Silva dos Santos, Maria Eduarda Vieira Leão, Adrielly Bianca Moreira Vitor, Nathielly Camilly Moreira Vitor, Emmily Silva Pancieri, Mirian Nascimento Santos, Emanuelly Teodoro da Silva, Gabrieli Soares Lima, Juliane Regina Laureano Lima, Emilly Vitoria Pedroso da Silva, Marielly de Souza Teodoro, Heloysa Steinbach Rodrigues da Silva, Nicoly Crisirine Rodrigues de Santana, Amanda Florentino Krinski, Anny Gabrielly Oliveira do Nascimento, Isabelly Sofia da Silva Dos Santos Alves, Isadora Roberta Fernandes Correia, Maria Izabel Miguel Santos, Mariana Batista da Silva, Tayla Cristina Cardoso Santana, Yasmim Fernandes da Silva, Maria Clara Alves Caravieri, Lana Priscilla da Silva Moreira, Ana Beatriz Lima de Souza, Soffia Fernandes da Silva, Dafne Vitoria Pimentel dos Santos, Amanda Vitoria Silva Pessoa.

Vencedores do Eixo Música

1º lugar DRE Rondonópolis – Pedra Preta

EE Dez de Dezembro

Projeto: Inconstância

Professora orientadora: Aparecida Donizete de Oliveira

Estudante: Yngrid Vitória Silva Santos

2º lugar DRE SINOP – Sorriso

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EE Militar Tiradentes Cabo Antonio Dilceu da Silva Amaral

Projeto: Desejo (autoral)

Professor orientador: Rondineli de Souza Chaves

Estudante: Ana Luiza Batista Quintero

3º lugar DRE Diamantino – Rosário Oeste

EE Marechal Rondon

Projeto: Tarde demais

Professor orientador: Frank Manoel Alves da Silva

Estudante: Brenda Carolina De Jesus

Vencedores do Eixo Teatro

1º lugar DRE Pontes e Lacerda – Pontes e Lacerda

EE São José

Projeto: O circo do Tio Clodo

Professor orientador: Clodoaldo dos Santos Ramalho

Estudantes: Higor Silva Fernandes, Ana Caroline Cuiabano Souza, Sarah Dos Santos Silva, Adrieli Mendes Ferreira e Júlia Lima Macedo.

2º lugar DRE Metropolitana – Várzea Grande

EE Prof. Fernando Leite Campos

Projeto: monólogo: “as palavras que ficam”

Professora orientadora: Vânia Regina de Almeida

Estudantes: Paula Costa Fernandes, Maria Eduarda Oliveira da Cruz, Jean dos Santos, Alexandre Junior, Lorenzo Vicente Dionezio, Nadya Correa Campos, Ricardo Cruz Nascimento, Nayara Martins Trindade Floriano.

3º lugar DRE Sinop – Lucas do Rio Verde

EE Márcio Schabatt Souza

Projeto: Amanhã não haverá hoje

Professora orientadora: Gisláide Aparecida Ferreira de Sena

Estudantes: Adrian Gabriel Dos Santos, Livia Giaretta Ventura, Ailton Gomes Candido da Silva, Marielly Bergamini da Silva, Anthony Mendes Barbosa e Carolina Emanuela Lang da Silva Cinti.

Vencedores do Eixo Dança

1º lugar DRE Metropolitana – Várzea Grande

EE Governador Dante Martins de Oliveira

Projeto: A beleza do nosso siriri

Professor orientador: Evanderson dos Santos Antunes

Estudantes: Lorena Guimarães Capricio, Rayssa Vitoria Silva Campos, Ana Luiza Dias Juraski, Erike Bruno Ferreira de Barros, Oracio Da Silva Junior e Mayron Guilherme Campos.

2º lugar DRE Sinop – Sinop

EE Renee Menezes

Projeto: Arte, Dança e Resistência

Professora orientadora: Ivanilce Totti Ferreira

Estudantes: Adriele Da Silva Vieira, Izadora Nezzi, Marcos Silva Moura e Jose Eduardo Dias dos Santos

3º lugar DRE Cáceres – Cáceres

EE Ana Maria das Graças de Souza Noronha

Projeto: Raízes

Professora orientadora: Amanda Barbosa de Arruda

Estudantes: Kelvin Felipe Cabral Batista dos Santos, Felipe Arruda França, Marcos Vinicius Arruda França, Manuelle Ferreira de Oliveira, Ana Julia da Silva Arruda e Andreza Ortiz Silva.

Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

No Mato Grosso, três em cada dez mulheres viveram situações de violência doméstica em 12 meses sem declará-las como violência

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Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta que Mato Grosso registra 29% de mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.

A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.

A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.

“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.

Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação

O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 33% das mato-grossenses já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre o total de mulheres entrevistadas em Mato Grosso, 14% relataram ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 88% relataram violência psicológica, 84% violência física e 70% violência moral. Em 59% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 10% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 79% moram com o agressor.

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Nas situações de violência mais grave, 59% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava com ciúmes, 52% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento e 43% relataram que ele estava bêbado. Já para 82% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 72% das vítimas, enquanto 68% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 45% disseram que seus estudos foram impactados e 43% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado.

“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.

A pesquisa aponta que em Mato Grosso o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 97% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Defensoria Pública e 93% da Delegacia da Mulher, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 8% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 15% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso (somando 84% com conhecimento superficial ou inexistente).

A Defensoria Pública é o serviço de proteção mais conhecido pelas mato-grossenses, citado por 97% das entrevistadas, seguida pela Delegacia da Mulher, com 93%, pelo CRAS ou CREAS, com 85%, e pelo Ligue 180, com 79%. Ao mesmo tempo, 73% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 82% das mato-grossenses perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 69% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.

No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial

Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.

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Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.

“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.

De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.

“Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.

Acesse o Mapa e a Pesquisa.

SOBRE O DATASENADO

O Instituto de Pesquisa DataSenado tem mais de 20 anos de história e foi criado pelo Senado Federal para reforçar a representação parlamentar federativa do Senado Federal. Este levantamento tem o método, a responsabilidade técnica estatística e a produção de resultados realizada pelo instituto e integra série histórica iniciada em 2005 e tem por objetivo ouvir cidadãs brasileiras acerca de aspectos relacionados à desigualdade de gênero e a agressões contra mulheres no país. (senado.leg.br/datasenado)

SOBRE O OBSERVATÓRIO DA MULHER CONTRA A VIOLÊNCIA

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Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres. (senado.leg.br/omv)

SOBRE O MAPA NACIONAL DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO

O recorte estadual da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estará disponível, a partir de 25/8*, na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero. O Mapa é resultado da união de esforços de muitas mãos e corações. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil. (senado.leg.br/mapadaviolencia)

SOBRE O INSTITUTO NATURA

Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino ‘Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.

SOBRE A GÊNERO E NÚMERO

A Gênero e Número é uma associação sem fins lucrativos dedicada à produção, análise e comunicação de dados especializados sobre gênero, raça e sexualidade. Seu propósito é promover transformações sociais em prol da equidade e da justiça social, apoiando a tomada de decisões e a participação cidadã por meio de linguagem gráfica, conteúdo audiovisual, pesquisas, relatórios e reportagens multimídia.

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Mato Grosso

Retorno da BR-364 é interditado durante recuperação de ponte sobre o Rio São Lourenço

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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT

A Nova Rota do Oeste informa que fará, a partir desta quinta-feira (27.08), o fechamento de um retorno localizado no km 265,4 da BR-364, em São Pedro da Cipa. O dispositivo está situado antes do desvio de tráfego implantado para a continuidade das obras de recuperação estrutural da ponte sobre o Rio São Lourenço, localizada no km 266,7 da rodovia.

A medida é necessária para garantir a segurança viária na região, uma vez que motoristas estão realizando conversões irregulares no dispositivo, o que pode ocasionar sinistros.

Com o fechamento do retorno, as manobras poderão ser realizadas nos seguintes pontos:

  • Km 266 da BR-364: para quem viaja no sentido Cuiabá/Rondonópolis e precisa retornar;
  • Km 264 da BR-364: para quem viaja no sentido Rondonópolis/Cuiabá e precisa acessar a pista no sentido oposto.

Outras alterações no local

Conforme a programação da Nova Rota do Oeste, a pista Norte (sentido Cuiabá) será totalmente interditada em um trecho de 500 metros, entre os km 266,8 e 267,4, e o fluxo de veículos será desviado para a pista Sul (sentido Rondonópolis), que passará a funcionar em mão dupla pelo período estimado de 30 dias.

Durante esse período, o acesso da estrada vicinal à BR-364 no sentido Cuiabá, localizado no km 266,3, permanecerá fechado por questões de segurança. Os usuários e moradores das imediações deverão utilizar a estrada vicinal e acessar a rodovia pelo km 264,2, também no sentido Cuiabá. A sinalização foi implantada para orientar sobre o fechamento do acesso e o direcionamento do tráfego.

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A alteração é necessária para garantir a segurança dos motoristas e trabalhadores da obra, além de permitir o avanço da recuperação da ponte, que entra na etapa de concretagem dos reforços das vigas longarinas no sentido Norte. O serviço exige um período adequado para a cura do concreto.

A Nova Rota do Oeste orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho, respeitando a sinalização e os limites de velocidade estabelecidos.

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

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Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)

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No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.

A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.

O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.

Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.

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A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.

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