Policial
Foragido e acusado de executar empresário em Rondonópolis é preso em SC

Maruan Haidar
Maruan Fernandes Haidar Ahmed, de 22 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (9) durante uma operação da Polícia Civil de Santa Catarina contra o tráfico internacional de drogas.
Ele estava foragido da Justiça de Mato Grosso desde julho de 2021 por descumprir medidas cautelares no processo que responde pelo assassinato do empresário Fábio Batista da Silva.
O crime ocorreu em dezembro de 2018, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá), após a vítima reclamar do farol alto do carro de Maruan em uma distribuidora.
Além do rapaz, a Polícia Civil de Santa Catarina prendeu outras seis pessoas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e uso de documento falso.
Segundo a Polícia Civil catarinense, o objetivo da operação foi capturar integrantes de uma organização criminosa suspeita de atuar na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Maruan faria parte do grupo.
A ação foi deflagrada pela a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DRACO/DEIC/PCSC) e contou o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil de Santa Catarina.
Foragido
Maruan foi preso em fevereiro de 2020 por determinação do juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rondonópolis.
Um mês depois, no entanto, os desembargadores da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso acolheram habeas corpus da defesa e reverteram a prisão por medidas cautelares .
Em julho do ano passado, o juiz Wagner Plaza determinou que Maruan seja levado a júri popular pelo crime e expediu um novo mandato de prisão contra ele.
Consta no processo, que “o réu se recusou cumprir as condições anteriormente impostas por força da liberdade concedida no habeas corpus, uma vez que descumpriu várias das medidas impostas no alvará”.
Desde então, ele era considerado foragido.
O crime
Câmeras de monitoramento do estabelecimento flagrou o crime e chocaram a população na época.
Nas imagens, é possível ver Marruan chegando no estabelecimento com uma caminhonete e parando o veículo perto das mesas usadas pelos clientes.
Em seguida, um funcionário da conveniência vai até a caminhonete e atende o motorista, que não desliga o carro e permanece no veículo com ele ligado.
Enquanto isso, alguns clientes reclamam da luz e fazem sinais para o motorista.
Logo depois, a vítima se levanta, vai até a caminhonete e bate no capô pedindo que o motorista desligue a luz. Ele faz sinais e, em seguida, quando caminha de volta para a mesa é atingido por um disparo e cai no chão.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito.
Policial
Gaeco cumpre mandado na PCE contra facção criminosa
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.
O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.
A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.
A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.
O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
Policial
Operação contra facção termina com dois mortos em confronto em Rondonópolis

GARRAS o braço operacional da Polícia Civil do MS
Dois suspeitos apontados como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho morreram durante um confronto com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), na manhã desta quinta-feira (11), em Rondonópolis.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para combater integrantes de organizações criminosas envolvidos em crimes graves.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
De acordo com a polícia, ao cumprir um dos mandados em um imóvel utilizado como esconderijo da facção, os agentes teriam sido recebidos a tiros por dois investigados. Houve troca de tiros e ambos foram baleados.
Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram aos ferimentos.
No local, os policiais apreenderam armas de fogo e porções de entorpecentes com características semelhantes à maconha.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e desarticular sua estrutura de atuação na região.
Policial
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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