Mato Grosso
Forças de Segurança intensificam ações de combate a crimes contra idosos em Mato Grosso
Em Mato Grosso, mais de 100 agentes da Polícia Militar, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros estão empenhados desde o dia 2 de outubro em atividades educativas, preventivas e de fiscalização de denúncias contra idosos. As equipes também inspecionam prédios onde funcionam lares de idosos para averiguar as condições dos imóveis.
O coordenador de Planejamento e Monitoramento das Regiões Integradas (Coplam), da Sesp, tenente-coronel PM Marcus Vinicius Akira Sakata, destaca que neste Dia D, as forças de segurança intensificam as ações que já vem sendo realizadas desde o começo do mês.
“As forças de segurança atuam no combate a todos tipos de violência contra o idoso no dia a dia, como por exemplo física e psicológica. Neste mês e principalmente no Dia D, com apoio do Ministério da Justiça, ampliamos as ações e a integração para termos um alcance maior do pré ao pós-atendimento à pessoa idosa”, pontua.![]()
Somente no mês de outubro, foram realizadas mais de 440 ações educativas e averiguadas aproximadamente 50 denúncias. Em uma delas, na cidade de General Carneiro (450 km de Cuiabá), um idoso de 91 anos, que estava vivendo em condições de vulnerabilidade física e patrimonial foi resgatado em ação da PM, PJC, Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Conselho do Idoso.
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As equipes foram acionadas após uma denúncia anônima relatando que um idoso estaria vivendo em condições precárias. No local, a vítima contou que a filha de 55 anos e o genro de 39 estavam retendo seu cartão de benefício social e desviando os recursos para fins diferentes, deixando-o em estado de abandono e vulnerabilidade.
Enquanto a filha e o genro se aproveitavam do benefício do idoso, ele vivia desnutrido em um ambiente insalubre. A filha estava em viagem para Primavera do Leste e chegou na residência do pai no momento da ocorrência. Já o marido dela estava trabalhando em uma fazenda e as equipes detiveram o suspeito no local. Ambos foram presos e encaminhados para a Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.
Denúncias
As denúncias de violações de direitos humanos podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100), por meio do 190, ou disque denúncia da Polícia Militar 0800.065.3939 e disque denúncia da PJC, 197.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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