Policial
Fortalecimento do Sistema de Justiça Criminal é destacado em encontro estadual
Com o objetivo de aperfeiçoar a aplicação da lei penal e intensificar a cooperação entre os órgãos, representantes dos Poderes Judiciário e Executivo participam do 1º Encontro do Sistema de Justiça Criminal de Mato Grosso. O evento é realizado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) e a Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça (TJMT), nesta quinta e sexta-feira (30.08 e 31.08), na Escola Superior da Magistratura (Esmagis), em Cuiabá.
O presidente do TJMT, desembargador Rui Ramos, afirmou que o sistema de justiça criminal precisa focar a atuação na garantia da segurança, resguardando os direitos humanos e considerando a realidade local. “Temos que conhecer as especificidades policiais, bem como das varas do interior do estado, e atuar de forma conjunta”.
Um dos painéis, com o tema “A Segurança Pública em Mato Grosso – Realidade e Perspectivas”, contou com a explanação do secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, e do secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Fausto da Silva. A mediação foi feita pelo desembargador Paulo da Cunha e o desembargador Marcos Machado foi o responsável por levantar algumas questões relacionadas ao assunto.
Gustavo Garcia pontuou os objetivos estratégicos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), que norteiam a atuação integrada das Polícias Militar (PM-MT) e Civil (PJC-MT), Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT). Também citou a importância do trabalho qualificado da inteligência policial, assim como a capacidade de execução orçamentária na área de segurança, que teve incremento de R$ 1 bilhão para R$ 2 bilhões em três anos.
O secretário também ressaltou a redução dos casos de mortes violentas intencionais, cuja taxa em 2016 era de 35,5 por 100 mil habitantes e em 2017, reduziu para 31,5. O primeiro semestre de 2018 aponta a continuidade desta redução, com a taxa mantida em 14,3 por 100 mil habitantes. O viés preventivo, aliado ao enfrentamento operacional e ao trabalho da inteligência, de acordo com ele, são fundamentais nesse processo.
“O combate ao crime organizado reflete sensivelmente em menos crimes de roubos, tráfico de drogas e também de homicídios. Por isso, montamos uma força-tarefa que, além das forças de segurança estaduais, atua em conjunto com órgãos federais, como Polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), e também do sistema prisional, com foco na descapitalização destas organizações”, explicou o titular da Sesp.
O delegado geral da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, também abordou, durante o evento, os desafios enfrentados para atuar de forma célere e eficiente em todo o território mato-grossense. Apenas no mês de agosto foram deflagradas operações de grande expressão, como a Red Money, que resultou na prisão de 101 pessoas, 59 veículos apreendidos – avaliados em quase R$ 2 milhões, e bloqueio de R$ 550 mil, além da Operação Etanol, que desarticulou uma quadrilha que desviou R$ 28 milhões de uma cooperativa de produtores de álcool e cana-de-açúcar em Mato Grosso. “Este combate eficiente e técnico ao crime organizado ocorre de forma integrada com outras instituições, como a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh)”.
Policial
Gaeco cumpre mandado na PCE contra facção criminosa
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cáceres deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.
O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.
A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.
A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.
O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.
Policial
Operação contra facção termina com dois mortos em confronto em Rondonópolis

GARRAS o braço operacional da Polícia Civil do MS
Dois suspeitos apontados como integrantes da facção criminosa Comando Vermelho morreram durante um confronto com equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), na manhã desta quinta-feira (11), em Rondonópolis.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para combater integrantes de organizações criminosas envolvidos em crimes graves.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
De acordo com a polícia, ao cumprir um dos mandados em um imóvel utilizado como esconderijo da facção, os agentes teriam sido recebidos a tiros por dois investigados. Houve troca de tiros e ambos foram baleados.
Os suspeitos chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico, porém não resistiram aos ferimentos.
No local, os policiais apreenderam armas de fogo e porções de entorpecentes com características semelhantes à maconha.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e desarticular sua estrutura de atuação na região.
Policial
Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas
A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.
Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.
As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.
As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.
Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.
Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.
As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.
Valquíria
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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