Política MT
Frente Parlamentar da Agropecuária faz balanço das principais ações do ano
Lei 11.861/2023 propôs mudanças para viabilizar a pecuária no Pantanal Mato-Grossense
Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) realizou a última reunião ordinária do ano na terça-feira (12) e recebeu o comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Alessandro Borges Ferreira, para falar sobre os trabalhos da corporação na prevenção e combate a incêndios no Pantanal. Este ano, 600 mil hectares foram queimados do bioma pantaneiro no estado em decorrência da seca e temperaturas elevadas. Também foram abordados temas relativos à cadeia produtiva de suínos e de minérios.
Com a estiagem e as altas temperaturas, focos de incêndio provocados por descargas elétricas saíram do controle. De acordo com o comandante-geral BM/MT, a instalação de uma base de combate a incêndio no Pantanal foi crucial para evitar prejuízos ainda maiores. “Nos últimos dois anos não foram registrados grandes incidentes, mas neste ano, devido a fenômenos naturais, precisamos atuar para conter o fog. Nesse contexto, a participação da população que vive no Pantanal foi muito importante. Incêndios florestais acontecem em todo o mundo, mas aqui no Pantanal eles têm muito mais visibilidade”, destacou o coronel.
A coordenadora de Queima e Reflorestamento da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Sidneia Juliani, também participou da reunião para falar sobre os processos de liberação para queima controlada. Segundo a coordenadora, este ano o prazo proibitivo foi prorrogado devido às altas temperaturas e estiagem. Ela também afirmou que as autorizações são concedidas após encaminhamento do setor de biodiversidade e que este ano as demandas ainda não foram protocoladas.
Uma das sugestões apresentada durante a reunião foi aumentar a área dos aceiros (faixa em que a vegetação é retirada para evitar a propagação do fogo). Atualmente, estas faixas podem ter de 6 a 30 metros, mas de acordo com Sidneia Juliani, a maioria das demandas requer a limpeza mínima de seis metros.
Suinocultura – Os produtores de suínos de Mato Grosso poderão ter crédito outorgado para desconto na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre animais enviados vivos para abate em outros estados. O Conselho Nacional das Secretarias de Fazenda (Confaz) autorizou a concessão de desconto na alíquota e agora a proposta deverá ser apreciada em Plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A demanda é baseada em um conjunto de fatores que causou impacto na renda dos produtores mato-grossenses. Entre eles, o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tanore Filho, citou o aumento dos custos devido à valorização dos insumos, a queda significativa no preço do suíno influenciada pela recuperação do plantel suíno na Ásia e consequente aumento na oferta, e pela menor poder aquisitivo da população brasileira. “A medida vai ajudar muito os produtores que precisam vender para outros estados e, consequentemente, ajuda a regular o preço interno. Então beneficia toda a cadeia produtiva”.
O coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Dilmar Dal´Bosco (União), explicou que um projeto de lei deverá entrar na pauta da ALMT ainda nesta semana para que o convênio vire lei e possa dar melhores condições para o setor da suinocultura.
Participaram da reunião os deputados Dilmar Dal´Bosco, Nininho (PSD), Júlio Campo (União), Diego Guimarães (Republicanos), Carlos Avallone (PSDB), o presidente do Fórum Agro MT, Itamar Canossa, o presidente da Federação Mato-Grossense de Agricultura e Pecuária (Famato), Vilmonde Tomain, o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira), o presidente da Acrismat, Frederico Tanore, além das equipes técnicas da FPA e das entidades que compõem o Fórum Agro MT.
Balanço – As principais pautas que tratam de questões ambientais, agrárias e também econômicas que tramitam na ALMT são discutidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que conta com 17 deputados e é uma das principais bancadas no Parlamento estadual. Entre os destaques de 2023, tiveram discussão o uso de gramínea no Pantanal, a questão da compensação de área de reserva legal para o setor de exploração mineral, o aumento da oferta de assistência técnica por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), entre outras.
O coordenador da FPA, deputado Dilmar Dal´Bosco avaliou positivamente os trabalhos em 2023, sobretudo em defesa dos produtores rurais, sejam grandes, médios ou da agricultura familiar. “Muitas demandas apresentadas pelo Fórum Agro foram transformadas em políticas públicas, como a lei que viabilizou e facilitou a comercialização dos produtos artesanais e o trabalho junto ao governo para regionalização dos escritórios da Empaer para ampliar o atendimento aos pequenos”.
O deputado Diego Guimarães, que compõe a Frente, destacou os projetos que foram apresentados e aprovados no parlamento, como a Lei 12.295/2023, que proíbe a queima de maquinários apreendidos por prática da infração ambiental. Como também o PLC 64/2023, que permite a realocação de área de reserva legal para exploração de minérios. “Além dos projetos, também estamos avançando em discussões importantes, como é o caso da moratória da soja e da carne que será amplamente debatida na ALMT. Teve também a missão do governo estadual para a China e Índia, a qual pudemos participar, conhecer potenciais parceiros econômicos do estado. Nossa função é trabalhar para consolidar Mato Grosso como terreno fértil para quem quer produzir e empreender no estado”.
O deputado Carlos Avallone (PSDB) falou sobre os trabalhos em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais, que ele preside, em busca da regulamentação da Lei 11.861/2022, que alterou a Lei 8.830/2008, a chamada Lei do Pantanal. A alteração aprovada no final de 2022 propõe a gestão de algumas de atividades e a remoção de matéria orgânica para prevenir a propagação de fogo.
“Este ano, três incêndios começaram a partir de raios e é preciso estar pronto para agir em casos assim. Já estamos acompanhando os planos de prevenção para 2024, além disso, avançando nas discussões com o Ministério Público e com a Sema para que a Lei 11.861 seja regulamentada nos próximos meses”.
Fonte: ALMT – MT
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
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