Política MT
Frentes parlamentares são requeridas na primeira semana de trabalhos
A primeira semana de trabalhos legislativos em plenário foi marcada por movimento intenso de documentos parlamentares, como requerimentos para instalação de frente parlamentar. Em cinco sessões ordinárias, seis solicitações foram protocoladas para abertura de três frentes parlamentares, sendo três para discutir a Defesa dos Direitos dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), uma para debater os temas pertinentes à saúde e outras duas sobre agronegócio.
A “corrida” para garantir a instalação de uma frente parlamentar tem dois motivos, o primeiro é o limite de oito frentes parlamentares em andamento simultaneamente e o segundo é o cargo de coordenador-geral, destinado ao autor do requerimento. Como o mesmo tema foi requerido por mais de um parlamentar, o documento mais antigo terá precedência.
A defesa dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias foi objeto de requerimentos dos deputados Dr. Gimenez (PV), Guilherme Maluf (PSDB) e Lúdio Cabral (PT), sendo os requerimentos 12/2019, 13/2019 e 14/2019, respectivamente. Neste caso, o coordenador-geral, se aprovado, deverá ser o deputado Dr. Gimenez. A Frente Parlamentar do Agronegócio deverá ser coordenada pelo deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), visto que seu documento foi apresentado antes do requerimento do deputado Xuxu Dal Molin (PSC). O Dr. João (MDB) propôs a instalação da Frente Parlamentar da Saúde.
Uma das frentes de maior destaque na legislatura passada foi justamente a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE), coordenada pelo então deputado estadual Dr. Leonardo (SD). Com dois anos e meio de duração, a Frente foi responsável por realizar reuniões em aproximadamente 50 municípios e garantiu o cumprimento de alguns direitos trabalhistas da categoria em cerca de 70 municípios do estado.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Combate a Endemias de Mato Grosso (Sintrace-MT), Wilson Cutas, explica que os trabalhos realizados pela Frente fizeram com que a categoria pleiteasse a continuidade na atual legislatura. “Os agentes de Mato Grosso foram os primeiros a contar com uma frente parlamentar para discutir as reivindicações e queremos manter os trabalhos e ampliar as conquistas”, afirma Wilson Cutas.
Estão entre os trabalhos da Frente, a assistência financeira aos agentes paga com recursos repassados pela União e o reconhecimento da insalubridade. O servidor Carlos Eduardo Souza dos Santos, coordenador técnico da Frente Parlamentar em Defesa dos ACSs e ACEs, conta que ela serviu de exemplo para outras assembleias legislativas que também instalaram frentes, como no Maranhão e em São Paulo.
No Regimento – As frentes parlamentares são associações suprapartidárias instaladas para discutir o aprimoramento da legislação e políticas públicas referentes ao tema objeto da iniciativa. Cada frente parlamentar deverá ser composta por pelo menos cinco deputados e terá dois anos de duração, sendo prorrogável por igual período e não pode ultrapassar o prazo da legislatura.
Após a aprovação da criação da frente, o coordenador tem um prazo de cinco sessões ordinárias para apresentar a lista de membros ao presidente da ALMT, responsável pela nomeação do coordenador e dos membros das frentes parlamentares.
Ao final dos trabalhos, as frentes devem apresentar um relatório final ao presidente da Assembleia, que fará encaminhar à comissão permanente a que se relacione o tema.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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