Mato Grosso
Gallo destaca compromisso de Mato Grosso com investimento mínimo de 15% da receita

O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, reforçou que o Governo de Mato Grosso mantém desde 2020 o compromisso de investir, no mínimo, 15% de toda a receita arrecadada. A declaração foi feita durante entrevista à rádio Jovem Pan Cuiabá, nesta terça-feira (5.8), ao comentar a importância de âncoras fiscais como ferramenta de responsabilidade na gestão pública.
“A Lei de Diretrizes Orçamentárias desde 2020 tem uma âncora fiscal em Mato Grosso, que é investir no mínimo 15% do que é arrecadado. E nós atingimos essa meta todos os anos. Precisamos disso no país”, afirmou o secretário.
O equilíbrio fiscal alcançado pelo Governo de Mato Grosso nos últimos seis anos permitiu que o Estado fosse além da meta mínima. Em determinados exercícios, o índice de investimento chegou a 20% da receita líquida, colocando Mato Grosso entre os estados que mais investem proporcionalmente no Brasil. Ao mesmo tempo, foi possível reduzir a carga tributária em setores essenciais para a população e o setor produtivo, como energia elétrica, gás de cozinha, telecomunicações e combustíveis.
Segundo dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), foram aplicados R$ 22,9 bilhões em obras de infraestrutura, saúde, educação e outras áreas entre 2019 e 2024, com ações em todas as regiões do estado.
“Estamos duplicando a BR-163, estamos fazendo o Hospital Central, que o Einstein vai administrar. Estamos construindo quatro hospitais no interior, reformando escolas, são pelo menos 30 novas, temos obras espalhadas pelos quatro cantos do Mato Grosso e fazendo milhares de quilômetros de novas pavimentações”, enumerou Gallo.
Entre os destaques dos investimentos também estão o novo Hospital Julio Müller e a construção do maior parque público da América Latina, o Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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