Mato Grosso
Governador Otaviano Pivetta dobrou número de mulheres em cargos de comando no Governo: “Todas foram escolhidas pela competência”

Em entrevista ao programa Jornal da Verde FM, nesta quinta-feira (9.4), o governador Otaviano Pivetta destacou o protagonismo feminino no serviço público e anunciou que dobrou o número de mulheres em cargos de comando no Governo de Mato Grosso.
Três mulheres já ocupavam cargos de liderança: Laice Souza (Comunicação), Mauren Lazzaretti (Sema) e Andréia Fujioka (Seaf). Agora, à frente de pastas estratégicas, estão Flávia Emanuelle na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Mayran Beckman na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a coronel Suzane Tamanho na Secretaria de Segurança Pública (Sesp).
“Precisamos tornar isso prático e costumeiro e dar poder a quem é extremamente competente”, afirmou o governador.
Otaviano Pivetta reforçou que todas as nomeações seguem critérios técnicos e de mérito. “Todas que foram escolhidas foram pela competência, pelo currículo, pelo que já fizeram. Foram nomeadas por merecimento. Meu objetivo é sempre escolher os melhores para fazer parte da nossa equipe e tocar o Estado para frente”, concluiu.
O governador relembrou sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos. Ele destacou que, já naquela gestão, havia uma presença significativa de mulheres em cargos estratégicos, que somando os três mandatos representava em média cerca de 20% dos cargos de comando, mostrando a tendência de crescimento feminino.
“Durante meus mandatos em Lucas do Rio Verde, sempre tivemos cerca de 75% dos servidores mulheres. Eram aproximadamente duas mil mulheres e 700 homens. Essa experiência mostrou que as mulheres têm competência, preparo e responsabilidade para cargos de liderança”, disse Otaviano Pivetta.
Segundo ele, essa realidade se repete em Mato Grosso, onde as mulheres representam a maior parte do funcionalismo público. “Hoje temos 76 mil servidores, sendo 46 mil mulheres e 30 mil homens. Na saúde e na educação, áreas sensíveis, por exemplo, a grande maioria é mulher pelas suas vocações”, declarou.
Vale lembrar que, entre as novas nomeações, o governador também incluiu a sargento Adriana Rodrigues, que passa a comandar o Gabinete Militar do Governo do Estado de Mato Grosso, marcando a primeira vez que uma mulher ocupa essa função. Ainda faltam ser definidas as Secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Sermat), cujos nomes serão anunciados ainda nesta semana.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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