Mato Grosso
Gestores municipais podem entregar documentos até 28 de junho
A Secretaria Adjunta de Turismo prorrogou o prazo para os municípios entregarem os documentos necessários para atualização deles no Mapa do Turismo. Agora, os gestores têm até o dia 28 de junho para sanar as pendências e atender as exigências estabelecidas pelo governo Federal. Integrar o mapa significa estar no radar das políticas públicas voltadas ao setor, uma vez que o Ministério do Turismo baseia todas estratégias nas informações vindas desta ferramenta.
Com esta decisão, tomada na quinta-feira (30) durante o Oficina de Atualização do Mapa do Turismo, que reuniu representantes de cerca de 100 cidades de Mato Grosso, a expectativa é conseguir incluir todos os que têm condições de integrá-lo. Na atual formatação do mapa, existem 94 municípios.
Não ter a comprovação de atividade do Conselho Municipal de Turismo é um dos principais problemas dos gestores. Conforme as regras, é preciso apresentar a ata da posse da diretoria, bem como as duas últimas reuniões.
Para ajudar quem está com dificuldades, o interlocutor estadual do Programa de Regionalização do Turimos, Diego Beserra, explica que a secretaria adjunta está focada no processo e pronta para tirar dúvidas. Ele lembra que desde que a atualização começou, no começo do ano, o contato com as prefeituras é constante, seja por meios oficiais, como ofícios e e-mail, a telefonemas e demais canais de comunicação disponível. E, na reta final, será ainda mais intenso.
Segundo o secretário adjunto Jefferson Moreno, a presença maciça dos gestores e integrantes do trade na oficina, mostram que eles entenderam a importância e querem participar desta ação, que acontece de forma alinhada entre os governos estadual e União.
De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Nova Mutum, Jimmy Anderson Huppes, estar no mapa já trouxe benefícios para o município. No ano passado, a gestão conseguiu investimentos para fazer o Plano de Desenvolvimento Territorial do Turismo.
Orçado em R$ 141 mil, dos quais 96% foi financiado pela União, o plano não estava dentro das prioridades orçamentárias da prefeitura. “Nós até faríamos, mas iria demorar muito. Então, apareceu a oportunidade de acessar o recurso, sendo que o pré-requisito era estar no mapa”, esclarece o secretário.
Neste trabalho foram definidas ações e áreas onde as políticas municipais devem estar focadas, além da identificação de nichos a serem explorados, tendo em vista que atualmente, o turismo de negócios e o tecnológico são o forte da região.
Huppes alerta ainda que os municípios precisam estar no mapa para os empresários conseguirem alguns recursos específicos para o setor. “Muitos deles não sabem disto, mas nem precisam saber porque é nossa função fazer tudo para facilitar”.
Informações
Quem quiser informações sobre o Mapa do Turismo deve procurar a Secretaria Adjunta de Turismo, na rua Voluntários da Pátria, Centro de Cuiabá, ou pode entrar em contato pelo telefone (65)3613-9325/ (65)3613-9300 ou pelo e-mail: [email protected]
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Turismo de Mato Grosso ganha protagonismo com ações em prol do setor
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