Política MT
Governador anuncia mais de 9 mil vagas gratuitas para cursos de qualificação profissional

Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT
O governador Mauro Mendes anunciou, na tarde desta terça-feira (23.11), a contratação de 9.825 mil vagas para cursos de qualificação profissional, que serão disponibilizadas à população de todas as regiões do estado.
Os cursos serão inteiramente custeados pelo Governo de Mato Grosso e os inscritos não precisarão pagar nada para fazer a qualificação, que será ministrada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Serão ofertados inicialmente 31 cursos, como de informática básica, designer de sobrancelhas, zelador, assistente de logística, agente comunitário de saúde, entre outros.
“São cursos em diversas áreas, focados nas demandas de mercado de diversas cidades do Estado de Mato Grosso. O Governo de Mato Grosso vai pagar esses cursos para que você, jovem, ou você que esteja desempregado, possa se qualificar e através da qualificação conseguir um emprego e até mesmo se aprimorar no emprego que possui”, afirmou o governador.
Mauro Mendes lembrou que Mato Grosso é um dos estados com as menores taxas de desemprego do país e também um dos que mais geraram emprego nos últimos anos. Porém, as empresas ainda têm dificuldades em contratar pela falta de mão de obra qualificada.
“Esses cursos são voltados às demandas de mercado, porque não adianta o cidadão fazer um curso que não vai ajudá-lo a conseguir emprego. Então quem tiver interesse, procure a sua prefeitura, o Senac e o Senai que você vai ter um curso 100% custeado pelo Governo de Mato Grosso”, orientou.
Para a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania, Rosamaria Carvalho, essa ação do Governo visa auxiliar o cidadão a conseguir colocação profissional.
“Queremos que o cidadão faça um curso que dê possibilidade de ingressar no mercado de trabalho. O Estado de Mato Grosso possui muitas vagas de trabalho, mas não temos pessoas capacitadas o suficiente para suprir essas vagas e permanecer no trabalho. É comum a pessoa ir no Sine [Sistema Nacional de Emprego], conseguir o trabalho, mas voltar no mês seguinte, porque não atendeu as exigências do empregador”, relatou.
Confira os cursos que serão ofertados nesta primeira etapa:
1 – Agente comunitário de Saúde
2 – Agente de combate a endemias
3 – Agente de Higiene e Beleza Animal
4 – Assistente Administrativo
5 – Assistente de Logística
6 – Atendente de Farmácia
7 – Auxiliar de Nutrição e Dietética
8 – Auxiliar em Saúde Bucal
9 – Básico de Corte e Costura
10 – Confeiteiro
11 – Costureiro
12 – Cozinheiro
13 – Cuidador de Idoso
14 – Cuidador Infantil
15 – Designer de Sobrancelhas
16 – Embelezamento das mãos e dos pés
17 – Estoquista
18 – Informática Básica
19 – Jardineiro
20 – Libras
21 – Maqueiro
22 – Operador de computador
23 – Padeiro
24 – Porteiro e vigia
25 – Preparo de bolos e tortas
26 – Produção de pães, doces e salgados
27 – Qualidade no atendimento ao cliente
28 – Recepcionista em serviços de saúde
29 – Salgados para festas
30 – Técnicas de depilação
31 – Zelador
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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