Mato Grosso
Governador anuncia nomes para o comando da Segurança Pública em MT
O governador Mauro Mendes concluiu, na tarde desta sexta-feira (04), a escolha dos nomes que irão compor a cúpula da Segurança Pública do Estado, junto ao secretário de Segurança, Justiça e Direitos Humanos, Alexandre Bustamante.
Assume o comando geral da Polícia Militar de Mato Grosso o coronel PM Jonildo José de Assis; o delegado Mario Dermeval assume a Polícia Judiciária Civil (PJC); o perito Rubens Okada, a Perícia Oficial e Identificação Técnica; e o coronel Alessandro Borges Ferreira, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso.
Conforme o governador, o compromisso das equipes é fortalecer a integração entre as forças de segurança para otimizar o trabalho, controlar os índices de criminalidade e combater o crime organizado. “Este é o início de um árduo trabalho em conjunto, para que o governo consiga alcançar o grande desafio de oferecer segurança de qualidade ao cidadão”, explica Mendes.
Polícia Militar

O coronel PM Jonildo José de Assis ingressou na carreira militar em 1995. Desde então, ocupou diversas posições de destaque. Já foi comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais da PM, Comandante e Coordenador do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), e secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp desde setembro de 2017 até o momento.
Polícia Civil

À frente da Polícia Judiciária Civil (PJC) estará o delegado Mario Dermeval Aravechia de Resende, o mais votado para o cargo de diretor geral da Polícia Civil de Mato Grosso. Delegado de polícia há 16 anos, já atuou em Alta Floresta e na região de fronteira do estado. Na capital, já esteve como titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), e desde 2016 atua como Diretor de Execuções Estratégicas da PJC.
Politec

Assume a Perícia Oficial e Identificação Técnica o perito Rubens Okada, que entrou na carreira pública como Perito Criminal em 2001, e é engenheiro civil especialista em Segurança de Trabalho, Criminologia e Gestão Pública. Entre 2011 e 2016, atuou como diretor geral da Diretoria Metropolitana de Criminalística.
Corpo de Bombeiros

O Coronel Alessandro Borges Ferreira comandará o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso. Bacharel em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso, é especialista em Administração com Ênfase em Inteligência de Segurança Pública. Já ocupou os cargos de chefe da BM-2 (setor de inteligência), Comandante do 1º Batalhão – “Batalhão Cacique”, Comandante do 1º Comando Regional (CR1), entre outros. Recebeu as medalhas Militar de Bronze; Dom Pedro Segundo; de Honra ao Mérito da Defesa Civil de Mato Grosso e Guardião do Paiaguás.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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