Mato Grosso
Governador: “O Imuniza Mais MT acelerou a vacinação e salvou muitas vidas”
O governador Mauro Mendes afirmou que o programa Imuniza Mais MT ajudou a acelerar a vacinação em todo o estado e, com isso, “salvou muitas vidas”.
O programa prevê prêmios em dinheiro aos municípios com a melhor performance de vacinação para doenças como Covid-19, Influenza e outras (total de 18 imunizantes), por meio de melhorias estruturais e premiações, que totalizam R$ 65 milhões.
A segunda etapa da premiação ocorreu nesta quinta-feira (24.03), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, e contemplou 13 municípios, com total de R$ 1,9 milhão. Os valores recebidos deverão ser aplicados diretamente na atenção básica de saúde das prefeituras vencedoras.
“Esse programa tem o objetivo de estimular a melhora da performance da vacinação, que é uma responsabilidade objetiva das prefeituras. E fico muito feliz em ver que houve êxito. Essa melhoria trouxe a oportunidade da vacinação mais rápida e, por isso, muitas vidas foram salvas”, pontuou o governador.
De acordo com Mauro Mendes, as premiações e investimentos do programa ajudaram as prefeituras a se estruturarem e conseguirem condições para ampliar a cobertura vacinal.
Além disso, o governador registrou que por conta da repercussão do Imuniza Mais MT, os gestores municipais reforçaram os trabalhos para conseguirem alcançar as metas estabelecidas e assim obterem boas colocações no ranking.
“O Governo está reconhecendo o trabalho e o esforço de todos que se empenharam. Vou sempre estimular esse tipo de programa de incentivo à produtividade e eficiência, porque é uma forma de trazer mais resultados à população”, declarou.
Foram premiados os seguintes municípios: Itanhangá (selo Diamante); Campo Verde, Ipiranga do Norte e Nova Mutum (selo Ouro); Paranaíta e Planalto da serra (Selo Prata); Jaciara, Lucas do Rio Verde, Nova Brasilândia, Nova Ubiratã, Paranatinga, Porto dos Gaúchos e Santa Rita do Trivelato (selo Bronze)
O programa
As prefeituras receberam o título compatível com a performance apresentada – que pode variar entre selo bronze, prata, ouro e diamante – e os valores relativos a cada categoria.
Outros 13 municípios também foram classificados e receberam um selo do Imuniza Mais MT, contudo, de acordo com os critérios de desempate, somente os 13 primeiros colocados receberam os valores em dinheiro.
Os municípios são divididos em três categorias: com até 10 mil habitantes, de 10.001 a 30 mil habitantes e a partir de 30.001 habitantes. Todas as categorias podem ter até 3 vencedores por selo, desde que seja atingida a meta.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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