Mato Grosso
Governador vai à COP-27 reforçar MT como a região do mundo que mais produz e preserva
O governador Mauro Mendes vai participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), que ocorrerá em Sharm El-Sheikh, no Egito.
Mauro Mendes estará do país de 9 a 20 de novembro. Ele irá reforçar no evento a posição de Mato Grosso como a região do planeta que mais produz alimentos com respeito ao meio ambiente, e que põe em prática ações concretas e metas ousadas de redução de carbono.
“Temos o maior projeto de descarbonização em andamento no Brasil. Nosso plano de ação é reduzir as emissões de carbono em 80% até 2030 e neutralizar essas emissões até 2035, ou seja, 15 anos antes das metas adotadas na maior parte do mundo. E isso é possível porque estamos trabalhando em 12 eixos desde o início da gestão. Não é um mero projeto, mas um plano de ação que já está sendo colocado em prática”, explicou.
Na COP-27, a delegação mato-grossense terá um stand junto aos demais estados que compõem o Consórcio da Amazônia Legal.
Durante a semana, o governador e os demais representantes participarão de coletivas de imprensa, mesas temáticas, reuniões com investidores e apresentações de metas e resultados de iniciativas já em campo, como a Estratégia PCI (Produzir, Conservar e Incluir) e programas REM (REDD Early Movers) e Page (Parceria para Ação em Economia Verde).
“Temos muitos ativos ambientais e precisamos mostrar isso ao mundo. Mato Grosso tem 62% do território inteiramente preservado, mesmo sendo o estado brasileiro líder em produção, que alimenta mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum estado dos grandes países produtores preserva tanto”, pontuou.
Prova disso, segundo o governador, são os dados positivos na redução do desmatamento ilegal e a forte atuação para a proteção das nossas florestas. As ações contra os crimes ambientais receberam mais de R$ 165 milhões em investimentos do Governo do Estado desde 2019.
“Reduzimos o desmatamento ilegal na Amazônia em 85% nos últimos 20 anos. Somente neste ano, o desmatamento ilegal em Mato Grosso reduziu 47%, segundo os dados do INPE. E isso é fruto de uma política de tolerância zero ao crime, que conta com monitoramento por satélite praticamente em tempo real, que verifica a infração e possibilita responsabilizar quem atua na ilegalidade. Só esse ano, emitimos mais de R$ 1,2 bilhão em multas, que geram consequências concretas aos responsáveis ”, pontuou.
Além dos resultados positivos, o governador vai mostrar ao mundo as potencialidades de Mato Grosso como um modelo de bioeconomia, já reconhecido inclusive por especialistas climáticos globais.
Um exemplo dessa potencialidade é que, mesmo sendo o maior produtor de soja, milho e algodão do país, Mato Grosso pode expandir e muito sua produção sem precisar derrubar novas áreas, por meio da conversão da área de pastagens e agricultura regenerativa.
Outro carro-chefe é mostrar o avanço da produção de biodiesel, outro produto liderado por Mato Grosso, com estimativa de produção de 3,6 bilhões de litros neste ano.
“O biodiesel é o combustível mais limpo e sustentável. Nós somos recordistas de produção e criamos políticas públicas, como redução de impostos e isonomia em incentivos, que tem atraído mais indústrias. Nossa energia elétrica é gerada por fontes hídricas, renováveis. Ou seja, temos diversos ativos ambientais para mostrar ao planeta e nos consolidarmos como uma grande potência que une a produção com a preservação do meio ambiente”, relatou.
Também acompanharão o governador no evento: a primeira-dama Virginia Mendes; os secretários de Estado Rogério Gallo (Casa Civil), Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente) e Maurício Munhoz (Ciência Tecnologia e Inovação); além de representantes da Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Ministério Público e outras instituições.
As despesas de todos os membros da delegação que não atuam como servidores do Governo de Mato Grosso serão custeadas de forma particular pelos mesmos.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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