Mato Grosso
Governador vistoria, inaugura e lança novas obras para seis cidades da Região Oeste
O governador Mauro Mendes percorre seis municípios da região Oeste, de quinta-feira (26.05) a sábado (28.05), para vistoriar, inaugurar e lançar novas obras e convênios.
A comitiva vai passar pelos municípios de Pontes e Lacerda, Conquista D’Oeste, Nova Lacerda, Comodoro, Campos de Júlio e Brasnorte. Ao todo, o Governo de Mato Grosso investe mais de R$ 477 milhões nestas cidades.
A agenda inicia na quinta em Pontes e Lacerda, às 16h, com vistoria às obras de asfalto novo na MT-473, a Estrada do Matão. Às 18h, o governador participa da 2ª edição da Oeste Rural Show, no Parque de Exposições. No município, o Estado já investiu R$ 76 milhões.
Na sexta-feira, às 8h30, Mauro Mendes chega em Conquista D’Oeste para assinar convênios na Prefeitura. Será autorizada a construção da nova sede da prefeitura, e também 64 casas populares, via MT Par, por meio de convênios no valor de R$ 3,5 milhões. O município já recebeu R$ 7,6 milhões em investimentos do Estado.
Às 9h45, será vistoriada em Nova Lacerda as obras da Escola Estadual Hermes José da Silva. Em seguida, o governador autoriza convênios para asfaltar quatro ruas do bairro Sol Nascente, no valor de R$ 1,9 milhão.
Em Nova Lacerda, Mauro Mendes inaugura 1,6 km de asfalto novo na MT-473, na travessia urbana da Avenida Antônio Carlos do Amaral. O Estado investiu R$ 2,4 milhões na obra.
Também haverá inspeção nas obras de pavimentação em 5,4 km da MT-473. No total, o Governo de Mato Grosso investe R$ 19 milhões no município.
No final da manhã, às 11h45, o governador chega em Comodoro, no Pesqueiro do Tomé, para autorizar as seguintes obras na cidade, no valor de R$ 19,5 milhões: construção de asfalto novo em 26,2 km no perímetro urbano da MT-235; convênio para asfaltar 10 ruas e avenidas; e parceria para manutenção de estradas de chão nas MTs 199/235/440.
O Governo de Mato Grosso investe mais de R$ 58 milhões em Comodoro.
Já no período da tarde, às 14h45, serão assinados convênios em Campos de Júlio, na Prefeitura. O governador vai autorizar asfalto novo em 42 km da Rodovia Cabuçú e manutenção de 370 m² de asfalto de ruas e avenidas, com recursos de R$ 49,6 milhões do Estado.
Ainda será assinado convênio para a construção de 200 casas populares, via MT Par. Ao todo, o município possui R$ 103 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso.
Às 16h40, o governador chega a Brasnorte e assina convênios na Prefeitura. Será autorizado pavimentação na pista do aeroporto municipal e para asfalto novo nos bairros Renascer, Jardim das Oliveiras, Bela Vista, Arco Íris e Parque das Nações, com investimentos de R$ 13,4 milhões do Estado.
No total, o Governo de Mato Grosso investe mais de R$ 214 milhões em Brasnorte.
À noite, às 19h30, Mauro Mendes participa da abertura da 28º Edição da Brasnorte Rural Show, no Parque de Exposições, e retorna a Cuiabá na manhã de sábado.
Cronograma
Quinta-feira (26.05)
16h – Chegada em Pontes e Lacerda com vistoria na Estrada do Matão
18h – Visita à 2ª Edição da Oeste Rural Show
Sexta-feira (27.05)
8h30 – Chegada em Conquista D’Oeste para assinatura de convênios. Local: Prefeitura.
9h45 – Chegada em Nova Lacerda. Vistoria de obras, inauguração da travessia urbana e assinatura de convênios
11h45 – Chegada em Comodoro para assinatura de convênios e autorizações. Local: Pesqueiro do Tomé
14h45 – Chegada em Campos de Júlio para assinatura de convênios. Local: Prefeitura
16h40 – Chegada em Brasnorte para assinatura de convênios. Local Prefeitura
19h30 – Participação na 28ª Edição da Brasnorte Rural Show. Local: Parque de Exsposições
Sábado (28.05)
8h – Retorno a Cuiabá
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Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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