Mato Grosso
Governo convoca empresas a se inscreverem no Cadastro Geral de Fornecedores
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento e Gestão, publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (29) um aviso de chamamento convocando empresas a se inscreverem no Cadastro Geral de Fornecedores, com o intuito de fomentar a competitividade e a economicidade nos processos de compras públicas, ampliando o número de empresas e prestadores de serviços interessados em contratar com o Estado.
De acordo com o secretário adjunto de Aquisições Governamentais da Seplag, Luiz Gustavo Tarraf Caran, o objetivo é ampliar o número de interessados em participar dos processos de aquisições conduzidos pelos órgãos e entidades do Estado.
“Queremos com essa iniciativa incentivar as empresas a participarem dos processos de aquisição, que vão desde as grandes licitações até as dispensas por baixo valor, conhecidas como compras diretas, fomentando a competitividade”, explicou.
A inscrição no Cadastro Geral de Fornecedores é a forma mais eficaz para que pessoas físicas e jurídicas tomem conhecimento dos processos de aquisição executados pelas unidades estaduais, tornando-se o principal meio para aumentar o número de empresas e prestadores de serviços que contratam com o Governo, em especial nos processos de compras eletrônicas.
O edital de chamamento também busca cumprir a Lei Complementar nº 605/2018, que rege o Estatuto da Microempresa, da Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual no Estado de Mato Grosso, que prevê a utilização de portal eletrônico de compras para ampliar a participação de fornecedores por meio de divulgação de instrumentos de cadastramento, credenciamento e habilitação.
Para o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, o Estado está cumprindo seu papel, pois ao mesmo tempo em que busca uma maior eficiência, incentiva a competitividade entre as empresas, fomenta a economia e traz vários benefícios à administração pública.
“Quando ampliamos o leque de fornecedores, geramos maior concorrência entre as empresas e, automaticamente, mais economia aos cofres públicos nos processos de aquisições. Dando ainda maior transparência aos processos licitatórios. Essa é a premissa da atual administração”, pontuou.
Cadastro
É necessário que o fornecedor esteja com CPF ou CNPJ ativo na Receita Federal do Brasil. Entre a documentação exigida para inscrição no Cadastro Geral de Fornecedores estão documento de identidade, registro comercial, contrato social, certidões de regularidade com a fazenda federal, estadual, municipal, dívida ativa, seguridade social, fundo de garantia, etc. para acessar o edital de chamamento, a lista completa da documentação exigida e realizar o cadastro basta acessar aqui.
O fornecedor não pode ter em sua composição societária um servidor público estadual que exerça atividades de gerência ou administração de empresa comercial ou industrial, salvo os casos expressos em lei, ou exercer comércio ou participar de sociedade comercial, exceto como acionista, quotista ou comanditário.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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