Mato Grosso
Governo de Mato Grosso entrega novo Palácio das Artes Marciais totalmente reformado e modernizado

O Governo de Mato Grosso entregou, na noite desta terça-feira (23.9), o novo Palácio das Artes Marciais Iusso Sinohara, totalmente reformado e modernizado. Executada pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a obra contou com investimentos de cerca de R$ 5 milhões para proporcionar mais funcionalidade, segurança e conforto a atletas e público.
“A missão que dei ao secretário David Moura, de transformar esse espaço em um dos três melhores do Brasil para as artes marciais, foi cumprida. Tenho certeza de que essa belíssima estrutura vai trazer não só oportunidades de práticas esportivas, competições, de formação de atletas e de campeões, mas acima de tudo de formação de grandes cidadãos”, destacou o governador Mauro Mendes.
Ex-atleta profissional de judô, o secretário da Secel, David Moura, falou sobre a união, disciplina e valores transmitidos pelas artes marciais.
“As artes marciais ensinam disciplina e honra, valores que a gestão Mauro Mendes prega no seu governo. São valores que me transformaram e que me fizeram estar aqui hoje, em uma posição honrada de poder ajudar a cultura, o esporte, e a arte marcial que fez muito por mim”.
O secretário ressaltou também o Palácio das Artes Marciais como legado de transformação para jovens, ensinando-os a perseverar e a se levantar após quedas.
“A partir de agora, esse espaço será muito usado, em treinamentos, eventos, em projetos. E muitas vidas serão transformadas nessa jornada, nessa construção dos valores aprendidos com a luta. Aprender a cair e levantar. Cada queda nas artes marciais mostra que esse atleta, esse jovem levantou e continuou lutando”, reforçou David.
Levantamentos após as quedas fizeram parte das apresentações das 14 modalidades de artes marciais do Estado, durante a solenidade de reinauguração do espaço. Atletas deram um show à parte mostrando rapidamente algumas habilidades no boxe, capoeira, jiu-jitsu, jiu-jitsu esportivo, judô, judô paralímpico, karatê, karatê do, kungfu, kickiboxing, muay thai, sambo, taekwondo e wrestling.
Além dos presidentes das Federações Mato-grossenses dessas modalidades, participaram do evento diversas autoridades, entre as quais o suplente de senador, Mauro Carvalho, os deputados Beto Dois a Um, Júlio Campos, Paulo Araújo e Wilson Santos. Do município de Cuiabá, estiveram presentes o secretário de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, e o vereador Dilemário Alencar.
Fizeram também parte da cerimônia o Secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes Haagsma, o Diretor Geral da Politec, Jaime Trevizan, e os comandantes da Polícia Militar, Ernesto Xavier Lima Júnior (1º Comando Regional) e Hugo Roberto Silva Reis (Bope). A reinauguração contou ainda com a presença de Pedro Luiz Sinohara, filho de Iusso Sinohara, que leva o nome do Palácio das Artes Marciais.
O novo Palácio das Artes Marciais
Localizado no Complexo Arena Pantanal, em Cuiabá, o Palácio das Artes Marciais passou por uma reforma completa que possibilitou diversas melhorias, como a recuperação da cobertura e a aprimoramento do conforto acústico com a aplicação de forro de lã de vidro no teto, que ajuda a absorver os ruídos.
O espaço conta agora com sistema de ar-condicionado, garantindo o conforto térmico. Outra novidade são os assentos na arquibancada que proporcionam mais comodidade para os espectadores das atividades e eventos.
As benfeitorias abrangem ainda a substituição do sistema de iluminação e recuperação, impermeabilização e tratamento dos pisos com manta específica. Destacam-se ainda as adequações para assegurar a acessibilidade, que incluem rampas, elevador e sanitários adaptados.
Do lado de fora, o prédio também foi reformado, com a revitalização completa da fachada, urbanização e requalificação do pátio, estacionamento e escadaria.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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