Mato Grosso
Governo de Mato Grosso investe R$ 50,8 milhões no município de Sapezal
O Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 50,8 milhões no município de Sapezal (a 529 km de Cuiabá) em obras e ações em diversas áreas, como infraestrutura, educação e ações sociais. Os recursos são executados desde o início da gestão.
No município, os principais investimentos do Governo partem da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Somente para a recuperação de 103 km da MT-235, entre Sapezal e Campo Novo do Parecis, serão destinados cerca de R$ 41 milhões. Atualmente, o projeto da obra está em fase de elaboração. Ainda pela Sinfra há R$ 2,9 milhões para a pavimentação e drenagem futuras no loteamento do Residencial Jardim Primavera.
O Governo de Mato Grosso também realizou investimentos na educação local. Dentre as principais ações estão as obras de ampliação das salas das Escolas Estaduais André Antônio Maggi e Luis Frutuoso da Silva. Juntas, somam R$ 3,7 milhões em investimentos pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Escolas estaduais de Sapezal ainda receberam, ao longo da gestão, equipamentos e mobiliários novos, como 51 ar-condicionados e 50 conjuntos de carteiras escolares.
Outros investimentos
São mais de R$ 440 mil investidos em ações sociais para a população em situação de vulnerabilidade no município de Sapezal. Deste valor total, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) destinou R$ 72 mil para o atendimento de 58 famílias com transferência de renda. A pasta ainda distribuiu 2,3 mil cestas básicas, 882 cobertores e 50 filtros de barro.
Por meio da Desenvolve MT, o Governo de Mato Grosso investiu R$ 129 mil em capital de giro destinado às empresas comerciais varejistas e de prestação de serviços em Sapezal. O valor é referente a 2021.
A cultura local também recebeu investimento pelo Governo, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Foram cerca de R$ 100 mil em projetos contemplados pelos editais MT Nascentes, com recursos da Lei Aldir Blanc, e Movimentar Cultura.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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