Mato Grosso
Governo de MT constrói e reforma aeroportos e aeródromos em 18 municípios
Ao todo, são 23 obras executadas pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra), pois em algumas cidades há mais de uma em andamento. Destas, quatro já estão concluídas e o restante segue em execução, algumas em parceria com as prefeituras por meio de convênios.![]()
Terminal de passageiros é construído em Cáceres – Foto: Christiano Antonucci/ Secom – MT
Um dos municípios com mais de uma obra em andamento é Cáceres. No município, o Governo do Estado está construindo o terminal de passageiros e asfaltamento da pista do aeroporto regional. As obras devem ser concluídas no segundo semestre deste ano.![]()
Pista já passou por obras – Foto: Christiano Antonucci/ Secom – MT
Além disso, no aeroporto Nelson Martins Dantas, no município, foram realizadas obras de microrrevestimento asfáltico na pista de pouso, pista de decolagem, pista de táxi, pátio de estacionamento de aeronaves. Os investimentos somam R$ 12,1 milhões.
Entre as principais obras de construção e reforma em andamento estão a construção e pavimentação de aeródromo de Poconé, incluindo pista de pouso e decolagem, taxiway e pátio de aeronaves, com investimento de R$ 5 milhões.
“Investir em aeródromos é pensar em logística de forma estratégica. Os municípios passam a ser atendidos por UTIs aéreas, aeronaves da polícia, é um estímulo para o turismo. O avião atrai pessoas e diminui distâncias, principalmente num estado com uma enorme extensão territorial, como é Mato Grosso”, disse o secretário de Infraestrutura, Marcelo Oliveira.
Das obras concluídas, destaca-se a do Aeroporto Municipal de Juara, que era aguardada há muitos anos pela população da região. Com investimento de R$ 5,7 milhões, foi viabilizada a construção da pista de 30 metros de largura e 1.620 de comprimento.
“Essas obras são parte do compromisso do Governo de Mato Grosso de promover o desenvolvimento econômico e social em todas as regiões, melhorando a infraestrutura aeroportuária para facilitar o transporte e a logística, impulsionando assim a economia local e proporcionando melhores condições de vida para a população”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, César Miranda.
O aeródromo de Nova Xavantina também recebeu obras de pavimentação da pista de decolagem, taxiway e pátio de estacionamento, além da implantação de cerca operacional patrimonial no aeroporto.
Veja os municípios com obras
Juara, Água Boa, Cáceres, Porto Alegre do Norte, Sorriso, Canarana, Vila Rica, Brasnorte, Matupá, Poconé, Colniza, Diamantino, Nova Mutum, São Félix do Araguaia, Confresa, Nova Xavantina, Querência e Campo Verde.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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