Mato Grosso
Governo de MT percorre oito municípios da Região Sul com entregas e anúncios de novos investimentos

O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta, cumpre agendas na região Sul de Mato Grosso nesta quinta (5.2) e sexta-feira (6), com inaugurações, entregas, vistorias técnicas e assinatura para novas obras e investimentos.
A agenda passa pelos municípios de São Pedro da Cipa, Juscimeira, Dom Aquino, Jaciara, Tesouro, Guiratinga, São José do Povo e Pedra Preta com ações do Programa SER Família, entrega de equipamentos para agricultura familiar e assinaturas de novos convênios para obras nas áreas de infraestrutura, habitação, saúde, educação, segurança pública e social.
Nos últimos sete anos, o aporte de recursos do Governo do Estado nesses oito municípios alcança o montante de R$ 1,6 bilhão, destinado a melhorias para a população e o desenvolvimento da região.
Confira abaixo a agenda completa para a região:
Quinta-feira, 5/2
11h – Chegada em São Pedro da Cipa*
Evento de entregas e assinaturas
Local: Clube Social Odorico
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização de asfaltamento em ruas de residencial e do Distrito Industrial e Comercial, e construção de calçadas em ruas e avenidas
13h40 – Chegada em Juscimeira
Evento de entregas e assinaturas. Local: Salão Kolping
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização de recuperação de ruas e construção de calçadas
– Entrega de retroescavadeira e de escavadeira hidráulica para agricultura familiar
– Lançamento das obras de asfaltamento de 5 km da MT-469, entre Juscimeira e Rondonópolis
– Autorização para ampliação da creche municipal do Distrito de Santa Elvira
– Autorização para reforma da Feira Livre
– Autorização para reforma do CRAS
16h10 – Chegada em Dom Aquino
Evento de assinaturas e entregas. Local: Prefeitura Municipal
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para repasse de recursos para compra de materiais de asfaltamento
– Autorização para recuperação de ruas
18h – Chegada em Jaciara
Participação no Mutirão SER Família. Local: Centro de Eventos
19h – Evento de entregas e assinaturas. Local: Arena Esportiva Celso de Oliveira
– Inauguração da Arena (jogo com a participação de Falcão e Amaral)
– Entrega de ações do programa SER Família
– Entrega de escavadeira hidráulica e veículo para agricultura familiar
– Autorização para recuperação da Avenida Antônio Ferreira Sobrinho
– Autorização do asfaltamento de 10 km da MT-457, até o entroncamento com a MT-140
– Autorização do asfaltamento de 3 km da MT-457, até a Cachoeira da Mulata
– Autorização para construção do Centro Municipal de Educação Infantil Tempo de Sonhar, no bairro Jardim Leblon
– Autorização para compra de ônibus para assistência social
– Autorização para construção de mirante
– 22h – Participação no evento “Vem Pra Jaciara”, no Centro de Eventos
Sexta-feira, 6/2
7h30 – Entrevista para Rádio Mega FM, em Jaciara
8h15 – Vistoria às obras de construção da Vila do Aconchego – Cantinho do Idoso
10h05 – Chegada em Tesouro
*Evento de entregas e assinaturas. Local: Casa Santo Antônio *
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para asfaltamento de ruas e avenidas e do Distrito Batovi
– Entrega de caminhão basculante para agricultura familiar
– Autorização para licitar a construção de pontes sobre o Córrego Avoadeira (33m), sobre o Ribeirão Estrela (61,5m), e sobre o Rio Cassununga (41,5m), na MT-260
– Autorização para construção da Escola Municipal 15 de Outubro
– Autorização para reforma do CRAS
12h – Chegada em Guiratinga
Evento de entregas e assinaturas. Local: Ginásio “Redondo” Reinaldo Garcia
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para asfaltamento de ruas e avenidas
– Entrega de caminhão basculante para agricultura familiar
– Autorização para obras de asfaltamento de 60,1 km na MT-270
– Autorização para construção da Escola Municipal Tenente Daniel Aluízio Nazário
– Entrega de trator para agricultura familiar
15h30 – Chegada em São José do Povo
Evento de entregas e assinaturas. Local: Salão Paroquial da Igreja Católica
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para asfaltamento da Rua Lupério H. Assunção
– Entrega de caminhão pipa
– Entrega de retroescavadeira para agricultura familiar
– Autorização para asfaltamento de 16 km da MT-459
– Assinatura da ordem de serviço para finalizar 5,8 km da MT-070
17h30 – Chegada em Pedra Preta
Evento de assinaturas e entregas. Local: Centro de Eventos da Educação (antiga Igreja Sal da Terra)
– Entrega de ações do Programa SER Família
– Autorização para recuperação de avenidas
– Autorização para asfaltamento e construção de ponte sobre o Córrego Grotão na MT-458
– Autorização para construção de ponte sobre o Córrego Ponte de Pedra (75m) na MT-458
– Autorização para asfaltamento e construção de ponte sobre o Ribeirão Ponte de Pedra (30m) na MT-040
– Autorização de construção da Escola Cívico Militar Estadual 10 de Dezembro
– Autorização para construção de quadra poliesportiva na Escola Estadual Ivonne Tramarim de Oliveira
19h30 – Retorno para Cuiabá
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
No Mato Grosso, três em cada dez mulheres viveram situações de violência doméstica em 12 meses sem declará-las como violência
Atualização do Mapa Nacional da Violência de Gênero com dados da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher permite comparar o cenário de violência doméstica declarada e não declarada entre as unidades da Federação

O Mapa Nacional da Violência de Gênero, recém-atualizado com os resultados por unidade da Federação da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, aponta que Mato Grosso registra 29% de mulheres que relataram ter vivido, nos 12 meses anteriores à pesquisa, ao menos uma das situações concretas de violência investigadas, embora não tenham declarado espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar. O resultado do estado oscila dentro da margem de erro da estimativa do país (29%), o que não permite classificá-lo como distinto do patamar nacional.
A análise, possível pelo cruzamento de dados — uma das premissas do Mapa Nacional da Violência de Gênero, plataforma mantida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Instituto Natura e a Gênero e Número —, evidencia a distância entre a violência vivenciada pelas mulheres e aquela que chega aos registros oficiais e, consequentemente, ao alcance das políticas públicas de proteção e acolhimento.
A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em 2025, tem propósito semelhante: investigar o problema além das estatísticas oficiais do país. O levantamento ouviu 21.641 mulheres de 16 anos ou mais em todo o Brasil entre 16 de maio e 8 de julho de 2025. A pesquisa tem amostra probabilística e nível de confiança de 95%.
“Ampliar a Rede de Proteção é fundamental, mas os dados mostram que precisamos olhar também para o que acontece antes de a mulher chegar na Rede. Uma política pública só consegue proteger plenamente quando as mulheres têm informação para reconhecer a violência, conhecem seus direitos e encontram caminhos acessíveis e seguros para buscar ajuda”, afirma Maria Teresa Prado, coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência do Senado Federal.
Gráfico 1 – Percentual de mulheres que vivenciaram situações de violência nos últimos 12 meses sem declará-las espontaneamente, por unidade da Federação
O levantamento realizado pelo DataSenado revela que 33% das mato-grossenses já sofreram violência doméstica ou familiar provocada por um homem ao longo da vida. Entre o total de mulheres entrevistadas em Mato Grosso, 14% relataram ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores à pesquisa, realizada em 2025. Entre as mulheres que declararam ter sofrido violência provocada por um homem, 88% relataram violência psicológica, 84% violência física e 70% violência moral. Em 59% dos casos, o agressor era o marido ou companheiro da vítima no momento da agressão. Do total de vítimas no estado, 10% ainda convivem com a pessoa que as agrediu e, destas, 79% moram com o agressor.
Nas situações de violência mais grave, 59% das entrevistadas afirmaram que o agressor estava com ciúmes, 52% disseram que ele estava inconformado com o término ou tentativa de término do relacionamento e 43% relataram que ele estava bêbado. Já para 82% das mulheres que encerraram o relacionamento com o agressor, a violência teve muita influência na decisão. O impacto na rotina diária foi sentido por 72% das vítimas, enquanto 68% disseram que o convívio com outras pessoas foi afetado, 45% disseram que seus estudos foram impactados e 43% relataram impactos na vida profissional ou trabalho remunerado.
“Os dados ajudam a romper com uma leitura da violência doméstica como um episódio isolado e que a violência não termina quando a agressão acaba. Ela reorganiza a rotina, afeta relações, trabalho, renda e as possibilidades que uma mulher tem de tomar decisões sobre a própria vida. Quando olhamos para esses dados em conjunto, conseguimos entender que enfrentar a violência de gênero exige mais do que responder à agressão: exige políticas capazes de olhar para as condições que permitem que essas mulheres reconstruam suas vidas”, afirma Vitória Régia da Silva, diretora executiva da Gênero e Número.
A pesquisa aponta que em Mato Grosso o conhecimento sobre os instrumentos de proteção permanece limitado. Embora 97% das mulheres tenham afirmado conhecer ou já ter ouvido falar da Defensoria Pública e 93% da Delegacia da Mulher, 70% dizem conhecer pouco a Lei Maria da Penha e 8% afirmam não conhecer nada sobre a legislação. Em relação às medidas protetivas, 69% relatam conhecê-las pouco e 15% afirmam não ter conhecimento sobre o recurso (somando 84% com conhecimento superficial ou inexistente).
A Defensoria Pública é o serviço de proteção mais conhecido pelas mato-grossenses, citado por 97% das entrevistadas, seguida pela Delegacia da Mulher, com 93%, pelo CRAS ou CREAS, com 85%, e pelo Ligue 180, com 79%. Ao mesmo tempo, 73% afirmam conhecer alguma amiga, familiar ou pessoa próxima que já sofreu violência doméstica ou familiar. Os dados indicam ainda que 82% das mato-grossenses perceberam aumento da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos 12 meses anteriores à pesquisa e que 69% enxergam o Brasil como um país “muito machista”.
No Brasil, 93,6% das vítima não reconheceram a violência doméstica como tal ou não buscaram proteção policial
Das quase 29 milhões de mulheres que sofreram violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses no Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, 24,97 milhões de mulheres, cerca de 87%, relataram situações concretas de violência sem nomeá-las espontaneamente como violência. Quando se soma a esse grupo 1,87 milhão de mulheres que declararam ter sofrido violência, mas não acionaram a delegacia, o Ligue 180 ou o 190, chega-se a 26,84 milhões de brasileiras, ou 93,6% das vítimas na lacuna entre a violência vivenciada e a busca por proteção policial.
Para Beatriz Accioly, Gerente de Políticas Públicas pelo Fim da Violência contra as Mulheres do Instituto Natura, esses dados mostram que o problema é maior do que os registros oficiais conseguem captar. Muitas mulheres vivem situações de violência sem nomeá-las dessa forma e isso significa que a necessidade real de proteção e atendimento é muito maior do que a que hoje chega às delegacias, aos serviços de saúde e à Justiça.
“Para quase 25 milhões de brasileiras, a violência aparece apenas quando perguntamos o que aconteceu, mas desaparece quando perguntamos diretamente se elas sofreram violência. Isso revela uma barreira anterior ao próprio acesso à política pública: reconhecer e nomear o que se está vivendo. Se a mulher não reconhece o que vive como violência, torna-se muito mais difícil procurar proteção e acolhimento. Por isso, informação de qualidade não é algo acessório: é parte fundamental de qualquer política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres. Não basta que a rede esteja preparada para acolher quem chega; precisamos também criar caminhos para alcançar quem ainda não consegue reconhecer que pode buscar ajuda”, afirma Beatriz.
De acordo com o levantamento, apenas 4% das brasileiras declararam ter sofrido violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses. Porém, ao serem questionadas sobre situações específicas de violência, sem que o termo fosse citado na pergunta, esse percentual sobe para 33% das brasileiras que relatam experiências compatíveis com violência doméstica. Isso significa que 29% da população feminina brasileira vivenciaram essas situações sem identificá-las e nomeá-las espontaneamente como violência.
“Creio que a grande contribuição do Senado Federal seja revelar a realidade da violência doméstica contra as mulheres, em todas as unidades da Federação, e, mais importante, expor claramente como esta realidade ainda está muito distante dos registros oficiais de todas estas localidades, logo, do alcance de políticas públicas efetivas. O Mapa Nacional não é apenas mais um agregador de dados sobre o tema, ao contrário, é talvez o principal instrumento público, efetivo, capaz de expor, comparar, confrontar e mudar a realidade vivida, a cada 12 meses, pelas mulheres no Brasil”, afirma José Henrique Varanda, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.
SOBRE O DATASENADO
O Instituto de Pesquisa DataSenado tem mais de 20 anos de história e foi criado pelo Senado Federal para reforçar a representação parlamentar federativa do Senado Federal. Este levantamento tem o método, a responsabilidade técnica estatística e a produção de resultados realizada pelo instituto e integra série histórica iniciada em 2005 e tem por objetivo ouvir cidadãs brasileiras acerca de aspectos relacionados à desigualdade de gênero e a agressões contra mulheres no país. (senado.leg.br/datasenado)
SOBRE O OBSERVATÓRIO DA MULHER CONTRA A VIOLÊNCIA
Criado em 2016 pelo Senado Federal, o Observatório da Mulher contra a Violência reúne, analisa e divulga dados sobre a violência de gênero no Brasil. Em parceria com o Instituto DataSenado, atua na produção e integração de informações que subsidiam políticas públicas e fomenta o intercâmbio entre as principais instituições envolvidas no enfrentamento à violência contra mulheres. (senado.leg.br/omv)
SOBRE O MAPA NACIONAL DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O recorte estadual da 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher estará disponível, a partir de 25/8*, na página “Pesquisa Nacional” do Mapa Nacional da Violência de Gênero. O Mapa é resultado da união de esforços de muitas mãos e corações. A ideia de fazer diferente, de construir algo relevante, motivou organizações, profissionais e vontades, todos com um único propósito: criar uma ferramenta poderosa na luta contra a violência que atinge mulheres e meninas. Realizado por meio da cooperação entre Estado, sociedade civil e imprensa, o projeto é fruto da parceria entre o Senado Federal (representado pelo Observatório da Mulher e DataSenado), o Instituto Natura e a Gênero e Número, que reuniram seus projetos em uma plataforma pública e interativa dedicada à integração e à transparência dos principais dados sobre a violência de gênero no Brasil. (senado.leg.br/mapadaviolencia)
SOBRE O INSTITUTO NATURA
Fundado em 2010 no Brasil, o Instituto Natura é uma organização sem fins lucrativos que atua pela transformação sistêmica da realidade social na América Latina. Viabilizado pela venda de produtos sociais como o Natura Crer Para Ver e as Ofertas do Bem Avon e presente na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, organiza sua atuação em três causas estratégicas: Educação, com foco na alfabetização na idade certa, no fomento ao Ensino ‘Médio e no fortalecimento de todo o ecossistema necessário para uma escola de qualidade; Desenvolvimento Integral das Consultoras de Beleza Natura e Avon, com ações multissetoriais voltadas para este grupo, agente de transformação em suas comunidades; e, desde 2024, Direitos e Saúde das Mulheres, agenda que é realizada em parceria com a Avon e foi incorporada a partir da integração com o Instituto Avon, que atuava há mais de 20 anos com iniciativas pelo cuidado com a saúde das mamas e fim da violência contra as mulheres. Em articulação com governos, sociedade civil e setor privado, o Instituto Natura apoia a formulação e implementação de políticas públicas de impacto sistêmico e duradouro e promove ações e campanhas de conscientização dentro da causa das mulheres, sempre apoiada pela Avon.
SOBRE A GÊNERO E NÚMERO
A Gênero e Número é uma associação sem fins lucrativos dedicada à produção, análise e comunicação de dados especializados sobre gênero, raça e sexualidade. Seu propósito é promover transformações sociais em prol da equidade e da justiça social, apoiando a tomada de decisões e a participação cidadã por meio de linguagem gráfica, conteúdo audiovisual, pesquisas, relatórios e reportagens multimídia.
Mato Grosso
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Crédito – Mayke Toscano/Secom-MT
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