Mato Grosso
Governo deposita prêmios de entidades filantrópicas indicadas por ganhadores
As entidades indicadas pelos ganhadores do primeiro sorteio da Nota MT receberão os prêmios a partir desta sexta-feira (06.09). Os valores serão depositados nas contas bancárias informadas no momento do cadastro feito junto à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). Foram indicadas 75 entidades, que receberão R$ 110 mil no total.
O valor repassado às entidades corresponde a 20% de cada prêmio concedido aos contribuintes sorteados. No entanto, é preciso que os dados cadastrais estejam em acordo ao Decreto nº 139/2019, que regulamenta o Programa Nota MT.
A lista das entidades com cadastro regular fica disponível para o contribuinte escolher no momento em que se inscreve no Programa Nota MT, através do site ou pelo aplicativo da Nota MT.
As entidades indicadas atuam em 29 municípios mato-grossenses: Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Garças, Brasnorte, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Canarana, Colíder, Cuiabá, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juína, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Mirassol d’Oeste, Pontes e Lacerda, Poxoréo, Rondonópolis, Rosário Oeste, São José dos Quatro Marcos, Sapezal, Sinop, Tangará da Serra, Tapurah, Terra Nova do Norte, Várzea Grande e Vila Rica.
Sorteios
Neste mês de setembro, o Programa Nota MT terá 2 sorteios: um no dia 12 e outro no dia 19. No segundo sorteio mensal, programado para o dia 12 de setembro, devem concorrer mais de 105 mil contribuintes, com bilhetes relativos às compras realizadas no período de 1° a 31 de agosto, cujos CPFs foram inseridos nas notas fiscais.
Já no dia 19, acontece o primeiro sorteio especial, com cinco prêmios de R$ 50 mil. Cada nota fiscal gera dois bilhetes, um para o sorteio mensal e outro para o sorteio especial, independente do valor da compra.
Para se cadastrar basta instalar o aplicativo no celular ou acessar o site da Nota MT, escolher a opção “criar conta” e informar os dados solicitados. Na primeira etapa informações pessoais como nome completo, CPF, data de nascimento e nome da mãe deverão ser informadas. Os dados são obrigatórios para prosseguir o cadastro e estão protegidos sob sigilo.
Confira a lista completa das entidades premiadas em anexo
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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