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Governo e entidades apresentam resultados finais do ABC Cerrado

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Ministério da Agricultura, a Embrapa e o Banco Mundial vão apresentar, no dia 6 de novembro, os resultados finais do Projeto ABC Cerrado em um evento com a presença de autoridades e produtores rurais. 

O ABC Cerrado foi criado para difundir e incentivar a adoção de práticas sustentáveis nas propriedades rurais visando à redução das emissões de gases de efeito estufa nas atividades agropecuárias. A iniciativa também sensibilizou produtores rurais a investirem nas boas práticas para terem retorno econômico com conservação do meio ambiente. 

O produtor que participa do Projeto tem benefícios sociais, ambientais e econômicos, que vão desde o aumento da fertilidade do solo até o aumento da produtividade. 

O Projeto atende sete Estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão, Bahia, Piauí, Minas Gerais) do Bioma Cerrado e o Distrito Federal com a promoção de quatro processos tecnológicos de baixa emissão de carbono: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), Sistema Plantio Direto e Florestas Plantadas. 

A iniciativa capacitou 7,8 mil produtores rurais e promoveu Assistência Técnica e Gerencial para 1.957. A união entre capacitação e assistência técnica proporcionou aumento de 34% no número de produtores que adotaram tecnologias de baixa emissão de carbono e uma área 16% maior utilizando essas tecnologias, quando se compara com produtores que não foram beneficiados com o Projeto. 

Além dos resultados finais do ABC Cerrado, o evento terá um painel com produtores rurais que vão compartilhar os benefícios conquistados com a participação no projeto e, ainda, uma simulação de iLPF em realidade aumentada da Embrapa para os participantes terem contato com a tecnologia. 

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Aumento de produtividade 

Ao adotar a tecnologia Recuperação de Pastagens Degradadas por meio do Projeto ABC Cerrado e receber capacitação e Assistência Técnica e Gerencial do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o produtor rural Konrado Meighs Nercs Vago viu a propriedade de 200 hectares em Serra Dourada (BA) aumentar a produtividade.

Ele é um dos produtores rurais atendidos pela iniciativa e estará em Brasília para a apresentação dos resultados finais do projeto. 

“Participar do projeto foi muito positivo não só para minha propriedade, mas para todos os envolvidos, além de servir como exemplo para meus vizinhos de porteira”, afirmou Meighs. 

O projeto forneceu capacitações em quatro tecnologias: Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), Sistema Plantio Direto, Recuperação de Pastagens Degradadas e Florestas Plantadas, com duração de 56 horas para cada uma. O produtor que recebeu assistência técnica contou com visitas mensais do Senar durante 18 meses, onde recebeu orientações para melhorar os índices produtivos, econômicos e ambientais em sua propriedade por meio do uso de tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Konrado Meighs, que é produtor de leite, destacou que um dos principais ganhos com o projeto foi a assistência técnica e gerencial. Ele recebeu informações sobre procedimentos de conservação de água através da construção de curvas de nível para conter erosões na fazenda. 

“A água sempre fazia valas e não conseguíamos fazer a pastagem nascer nesses locais. Depois que fizemos curvas de nível, as erosões pararam e a pastagem brotou. Outro diferencial importante para nós foi a inserção de calcário. A pastagem permaneceu mais verde mesmo em períodos de seca e não tivemos mais perdas de animais.” 

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Além das curvas de nível, o projeto ABC Cerrado incentivou o uso de outras práticas conservacionistas como proteção de nascentes, uso de terraços, conservação de encostas e recuperação de mata ciliar. 

Do início do projeto em 2016 até agora, mais de 192,5 mil hectares de vegetação nativa foram conservados por produtores rurais nos sete Estados atendidos (Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Tocantins) e mais o Distrito Federal. 

Serviço: 

O que: Cerimônia de Apresentação de Resultados do Projeto ABC Cerrado

Quando: 6 de novembro de 2019, das 8h às 12h30

Onde: Sede do Sistema CNA/Senar – SGAN 601, Módulo K, ed. Antônio Ernesto de Salvo

*Fonte: Assessoria de Comunicação da CNA

 

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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