Mato Grosso
“Governo faz investimentos fundamentais em todas as áreas para desenvolver os municípios e melhorar a vida do cidadão” afirma prefeito de Água Boa
O Governo de Mato Grosso anunciou investimentos na ordem de R$ 92,6 milhões para oito municípios do Médio Araguaia. Os recursos serão aplicados em obras de infraestrutura urbana e em rodovias, e também com a entrega de ônibus escolares e máquinas e na saúde.
Os convênios, ordens de serviço e termos de doação foram assinados pelo governador Mauro Mendes nesta quinta-feira (09.06), durante evento em Água Boa. Ele também anunciou investimento de R$ 6 milhões para a modernização e ampliação do Hospital Regional de Água Boa.
“Graças a muito trabalho e muita seriedade, nós conseguimos consertar Mato Grosso nesses três anos. Algumas coisas estão acontecendo apenas em Mato Grosso. Nenhum estado do Brasil está fazendo os investimentos que nós estamos fazendo, com quase 200 pontes de concreto sendo construídas e 2.500 quilômetros de asfalto novo”, afirmou o governador Mauro Mendes.
Para o prefeito de Água, Dr. Mariano, esse é um dia muito importante para a cidade. “Chegamos hoje orgulhosos, de poder compartilhar esses avanços em todas as cidades. Me sinto orgulhoso de um governo que ajuda a saúde, que faz um investimento fundamental na educação e na infraestrutura. Isso faz com que nossa cidade se desenvolva cada vez mais e seja uma referência, melhorando a vida de toda população”, afirmou.
Em Água Boa serão R$ 40 milhões investidos. Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), foram anunciados a licitação para asfaltar 16 km da MT-240 e convênios para construção de alambrado de proteção no aeródromo municipal, conservação do asfalto de 82 ruas e avenidas, além da construção de 50 casas populares. Por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), foi entregue um ônibus escolar novo.
O senador Fábio Garcia destacou que os investimentos são realizados nos 141 municípios e que nenhum Estado apresenta hoje oportunidades iguais em Mato Grosso. Já o senador Wellington Fagundes lembrou que em todas as cidades onde passa há um grande volume de recursos estaduais.
Para Canarana, o Governo vai investir R$ 10,8 milhões para asfaltar a pista do aeroporto e para construir um campo de futebol society. O município ainda vai receber um ônibus escolar e uma escavadeira.
Em Querência serão R$ 6 milhões, com a entrega de duas motoniveladoras, quatro rolos compactadores, uma escavadeira e a ordem de início para construção de uma ponte sobre o Rio Daro. Outros R$ 3 milhões irão para Serra Nova Dourada, com a conservação do asfalto de 15 ruas, asfalto novo para outras cinco, além de serviços de drenagem em vários. O município também vai receber 199 luminárias de LED do programa MT Iluminado, uma pá-carregadeira e um ônibus escolar.
Os investimentos também serão realizados em Ribeirão Cascalheira, em um valor total de R$ 10 milhões. Serão construídas 50 casas populares e o Estado vai auxiliar na compra de material para manutenção de 30 ruas e para asfaltar outras. O município também vai receber uma escavadeira.
Em Campinápolis serão R$ 5,7 milhões para construção de calçadas, asfalto novo e drenagem em diversas ruas, além da entrega de um rolo compactador. Para Nova Nazaré serão R$ 5,6 milhões para asfalto novo em 20 ruas, aplicação de lama asfáltica em mais quatro, construção do centro cultural, compra de instrumentos musicais e construção de padaria indígena. Por fim, em Cocalinho serão R$ 5 milhões para asfalto novo, drenagem, sinalização, construção de calçadas, construção da Orla do Rio Araguaia e realização do Circuito Cultural do Araguaia.
Inauguração de rodovia e vistoria na ponte dos Rio das Mortes
Mais cedo, o governador Mauro Mendes foi até Cocalinho para inaugurar um trecho do asfalto da MT-326, que liga o município até Nova Nazaré, e vistoriar as obras de construção da ponte sobre o Rio das Mortes, com 483 metros de extensão, que está com 95% dos serviços executados.
“Fico muito feliz em ver uma obra tão importante, tão sonhada e tão necessária para a região na iminência de terminar, tirando um grande empecilho para o desenvolvimento dessa parte do nosso Mato Grosso”, afirmou Mauro.
De acordo com o prefeito de Cocalinho, Márcio Baco, as obras vão trazer muitos benefícios para a população local. “Isso aqui é um sonho realizado para a população de Cocalinho, essa é a alegria do nosso povo. São anos e anos de espera”, afirmou.
Para o prefeito de Nova Nazaré, João Filho, muitas pessoas duvidaram que a ponte seria realmente construída. “Quando a obra foi lançada muitas pessoas criticaram achando que seria mais uma promessa. Não foi mais uma promessa e com menos de dois anos já está saindo a ponte sobre o Rio das Mortes”.
O prefeito citou outros investimentos realizados na região e afirmou que eles mudam a região do Médio Araguaia completamente. “Nós nunca tivemos tanto apoio quanto agora. Nosso desenvolvimento já aumentou muito desde que a ponte foi anunciada e vai aumentar ainda mais. Se você passa na ponte você vê até 300 carretas esperando para fazer a travessia na balsa”, disse.
O governador Mauro Mendes cumpre agenda na região do Araguaia nesta quinta-feira e sexta-feira. O chefe do executivo estadual passou por Barra do Garças e depois irá para Confresa e Vila Rica, com o anúncio de investimentos e entrega de equipamentos.
Acompanharam o governador na agenda os senadores Wellington Fagundes e Fábio Garcia, os deputados federais Nelson Barbudo, Neri Geller e Juarez Costa, os deputados estaduais Ondanir Bortolini (Nininho), Max Russi, Dr Eugênio, Xuxu Dal Molin, Elizeu Nascimento e Dr João. Também, os prefeitos dos municípios da região.
Ainda, os secretários de Estado Rogério Gallo (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), Alan Porto (Educação) e Maurício Munhoz (Ciência, Tecnologia e Inovação), entre outras lideranças locais.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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