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Mato Grosso

Governo promove maior festa natalina para seis mil crianças carentes de MT

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As portas da Arena Pantanal, palco da Arena Encantada, se abriram nessa segunda-feira (16.12), exclusivamente, para receber seis mil crianças carentes de bairros e escolas públicas de Cuiabá e Várzea Grande. 

A iniciativa idealizada e coordenada diretamente pela primeira-dama Virginia Mendes foi realizada pelo Governo do Estado e executada pelas secretarias de Assistência Social e Cidadania (Setasc), de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), de Educação (Seduc), Casa Civil, Gabinete de Governo e da Unidade de Ações Sociais e Atenção à Família (Unaf). E contou com o importante apoio da Casa Militar, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Ciopaer.

A alegria contagiante no rosto dos pequenos deixava clara a satisfação em participar do momento. As crianças, com idades entre 6 e 12 anos, foram recebidas pelo Papai Noel, pela primeira-dama e pelo governador Mauro Mendes, que desceram de helicóptero na entrada do portão principal, fazendo a alegria da criançada.

A programação se iniciou por volta das 14h com a visita aos cenários interativos e ambientes que recriam a história da maior festa cristã.  Além de fotos e muitos sorrisos, todos os participantes receberam lanches e presentes, que foram doados por empresários e apoiadores.

Muito emocionada, a primeira-dama Virginia Mendes disse que, com a Arena Encantada, realiza um sonho de levar a magia do Natal a toda a população e, principalmente, às crianças mais carentes.

“A felicidade está aqui, no olhar dessas crianças recebendo presentes que eu escolhi como se fosse para os meus filhos. Fiz questão de escolher bonecas Baby Alive, super heróis, de tamanho grande, jogos e kits de acessórios, aqueles de pulseiras. É muito gratificante poder proporcionar isso para elas. Não tem dinheiro que pague”, frisou Virginia Mendes, que agradeceu a todos os colaboradores, voluntários e parceiros do evento.

O governador Mauro Mendes ficou satisfeito ao ver tantas crianças se encantando com a Arena. “É uma festa maravilhosa feita para essas seis mil crianças. Para mim, é uma alegria muito grande poder participar junto com elas, do lado lúdico, mas acima de tudo o lado espiritual que precisam manter. É uma imensa satisfação”, comenta.   

Mauro Mendes lembra que a Arena Encantada vai estar aberta à visitação até o dia 5 de janeiro, com exceção de dois dias, 24 e 31 de dezembro. “Estamos com uma equipe que vai receber toda a população que aqui comparecer”, afirma.

Com instalações interativas que celebram o Natal, o circuito de atrações da Arena Encantada possui mais de 4 mil m² de estrutura montada no entorno do campo da Arena Pantanal, no piso sintético das laterais, atrás das traves e nos túneis de acesso aos vestiários, de maneira a preservar o gramado, que estará inacessível.

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Além das atrações natalinas, a Arena Encantada está arrecadando alimentos, que serão entregues às instituições filantrópicas, clubes de serviços como Lions e Rotary, Maçonaria e igrejas, dedicados a atender famílias em situação de vulnerabilidade social. Os alimentos sugeridos são arroz, feijão, açúcar, café, macarrão, óleo, leite longa vida e panetone. 

Para a secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Rosamaria Carvalho, esse é o verdadeiro propósito da Setasc 

“Nós queremos proporcionar a essas pessoas, principalmente às crianças, o direito de participar de eventos de lazer, de ter um momento mais do que especial, um momento ímpar e que elas jamais teriam tido a oportunidade se não fosse pela nossa primeira-dama Virginia Mendes, que pensou em cada detalhe,trazendo as crianças para que pudessem viver essa magia”, frisa.

A secretária lembra que a Arena Encantada tem trazido alegria também para os adultos, pois todos acabam se contagiando com a magia do Natal. “Tenho certeza que o que essas seis mil crianças vivenciaram hoje, vão lembrar para sempre e vão contar para os seus pais e familiares”.

Além dos brinquedos e do passeio, outro momento que entusiasmou a criançada foi a chegada do Papai Noel. O bom velhinho sobrevoou a Arena de helicóptero e desceu fazendo rapel. Um show à parte e que levou as crianças ao delírio.

Visitantes se emocionam

A estudante Paula da Silva, do 6º ano, ficou encantada não só com o passeio na Arena Encantada, mas com a visita ao estádio de futebol, pois só esteve na frente com a tia, mas nunca tinha entrado na Arena Pantanal. 

“O cenário todo foi bem pensado, muito bem desenhado. Gostei muito dos enfeites. Para mim, é uma satisfação fazer esse passeio de Natal. Olha, gostei de tudo, do Papai Noel, da casa dos ursos, da floresta dos duendes. Tudo foi feito com muito carinho. Tem que ser valorizado”, assinala.

A secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewki disse que se trata de um dia inesquecível, pois tanto o governador como a primeira-dama transmitiram para o público presente a importância do Natal, o nascimento de Jesus Cristo, além da esperança de que é possível,através de pequenos gestos, fazer com que as crianças se tornem um pouco mais felizes.

“A decoração da Arena ficou excepcional, muito linda, muito bem feita. Para nós da educação é um privilégio colaborar com o evento trazendo crianças da rede estadual de ensino para que também compartilhem com a magia do Natal”, ressalta. 

Os professores Bruno Freitas e André Pessoa, da Escola Estadual Ana Maria do Couto, no CPA, ficaram impressionados com a decoração da Arena Encantada. Para eles, levar as crianças para um local como esse é vivenciar uma aula prática.

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Bruno Freitas destacou que os alunos entendem o espírito do Natal quando conhecem um local todo planejado como a Arena Encantada.

“Muitas crianças não têm essa oportunidade, pois os pais, de uma forma de outra, não disponibilizam tempo para vir. Nem a escola tem estrutura para montar algo assim. É importante para a criança viver essa experiência”, frisa.

André Pessoa tem o mesmo entendimento. Para ele, a visita a Arena Encantada proporciona uma experiência que seus alunos não têm. “Sem falar que ganharam um presente. Foi inesquecível. Vivenciar tudo isso aqui na Arena Encantada já é um presente. E trazê-los é assimilar o que vê”, avalia. 

Na percepção dos professores, mais do que um passeio, os alunos ganharam uma experiência de vida. Os professores admitem que até para eles é uma novidade conhecer a Arena, pois participam pouco do futebol local. “O fato de usar a estrutura da Arena para outros eventos demonstra o cunho social, pois não só de futebol a Arena pode ser utilizada”, argumenta André.   

A monitora Ana Alves Correa também foi cativada pela decoração da Arena Encantada, assim como os alunos que ela manteve sob sua responsabilidade durante o passeio. Em sua opinião, é uma oportunidade única para todos e confirma que a Arena Pantanal não é só para futebol. 

De acordo com o secretário de Estado de Cultura Esporte e Lazer (Secel), Allan Kardec, o evento foi um sucesso. Em sua avaliação, é uma forma de valorizar as crianças e as escolas públicas, pois foi um dia exclusivo para esse público.

“São seis mil crianças que visitaram a Arena com tudo preparado para elas fossem bem recebidas. Com certeza, vai ficar marcado para o resto da vida de cada criança que aqui esteve. A primeira-dama merece todos os parabéns”, festeja.

Logística e organização

Para que este dia fosse perfeito, foram meses de preparação e uma operação foi montada de forma organizada e estratégica, envolvendo servidores da Setasc, Seduc, Secel, Saúde, Casa Militar, Polícia Militar, Defesa Civil, Bombeiros e Ciopaer. Além dos diretores e professores de escolas e lideranças comunitárias dos bairros.

Mais de 600 pessoas trabalharam no evento com as crianças, organizando desde a saída delas da porta da escola e dos bairros, passando pelo monitoramento e acompanhamento durante o passeio, momento do lanche e distribuição dos presentes, até o retorno para suas casas.

As crianças participantes foram previamente selecionadas e todas levaram autorização dos pais ou responsáveis para participar. Antes de entrar nos ônibus recebiam pulseiras identificadoras, informando o local de onde eram e com o nome da criança. Na Arena as arquibancadas e corredores foram sinalizados para acomodar as crianças por grupos. As 6 mil crianças lotaram as arquibancadas Oeste e parte da Sul.

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Os presentes foram descarregados com um dia de antecedência na Arena, organizados e separados por faixa etária e tipo de brinquedos, dispostos nas galerias, as crianças recebiam o presente e o lanche em filas, de forma organizada e tranquila.

Toda esta organização e esse cuidado foi pensado com antecedência pela primeira-dama, que acompanhou de perto as reuniões e dezenas de vistas in loco na Arena, certificando-se da segurança das crianças.

“Sabíamos que o desafio era grande, por isso envolvemos tantas pessoas no processo, todos entenderam o desafio e prontamente abraçaram o projeto, colocando muito amor e dedicação em cada etapa. Sou muito grata a todos os que nos apoiaram e se dedicaram. O resultado brilhante que tivemos só foi possível graças a cada um que fez sua parte”, reforçou Virginia Mendes.

Arena Encantada

Aberta à visitação de domingo a domingo, sempre das 18h às 23h, até 5 de janeiro, a Arena Encantada é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, em parceria com a iniciativa privada e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

A Arena Encantada voltará a ficar aberta à visitação do público geral a partir dessa terça-feira (17.12), sempre das 18h às 23h, até o dia 5 de janeiro de 2020. Somente nos dias 24 e 31 de dezembro o parque natalino fechará novamente. Dia 25, abrem as portas de novo e segue atendendo a programação normal até dia 30 de dezembro. Em 31 de dezembro, será fechada para o recesso de ano novo, abrindo as portas no dia 1º de janeiro.

A entrada sugerida para conferir as atrações é um quilo de alimento não perecível por família. No local, há um ponto de venda dos produtos. Podem ser levados arroz, feijão, açúcar, café, macarrão, óleo, leite longa vida ou panetone. Todos os alimentos serão doados para as famílias vulneráveis de Mato Grosso. Estima-se que passarão pela Arena Encantada, até janeiro, aproximadamente 450 mil pessoas.

Serviço

O complexo da “Arena Encantada” foi montado no estádio de futebol da Arena Pantanal que está localizado na Av. Agrícola Paes de Barros, s/n – Verdão, em Cuiabá.

Período de visitação: De 06 de dezembro a 05 de janeiro, sempre das 18h às 23h

Entrada: Um quilo de alimento não perecível por família (arroz, feijão, açúcar, café, macarrão, óleo, leite longa vida ou panetone).

Mato Grosso

Recursos da Feijoada Solidária garantem a entrega de mais de 600 cobertores na Baixada Cuiabana

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Foto-Assessoria

Mais de 600 cobertores foram entregues a famílias em situação de vulnerabilidade social por meio dos recursos arrecadados pelo projeto Feijoada Solidária, promovido pela Loja Maçônica João Bismark, de Várzea Grande. As entregas ocorreram entre os meses de maio e julho de 2026 e contemplaram 11 instituições que desenvolvem trabalhos sociais na Baixada Cuiabana.

Os cobertores chegaram a comunidades e organizações que prestam assistência contínua a crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade, contribuindo para amenizar os impactos das baixas temperaturas durante o período mais frio do ano.

Foram beneficiadas as seguintes instituições: Projeto Águia Ajudando Vidas, Projeto Vida Nova, Casa de Apoio Nova Aliança, Centro Espírita Benedito da Cura, Centro Espírita Lar de Amor, Grupo Amigos do Terço, Associação Madre Teresa de Calcutá (Cenprhe), Obras Sociais Menino Chico, Sociedade São Vicente de Paulo (Vicentinos), Comunidade Eliane Gomes e Projeto Ana Caridade por Amor.

A campanha foi viabilizada graças ao envolvimento da comunidade e contou ainda com recursos destinados pela Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (GLEMT), além da arrecadação obtida por meio da venda de rifas solidárias.

Segundo o Venerável Mestre da Loja Maçônica João Bismark, Fábio Ferreira, os recursos arrecadados pela Feijoada Solidária — que neste ano chega à sua 7ª edição — retornam à comunidade em forma de cuidado e acolhimento. “Nosso compromisso é transformar a generosidade de quem participa das ações em ajuda concreta para as famílias que mais precisam. Com o apoio dos voluntários, patrocinadores e de toda a sociedade, seguimos empenhados nessa missão.”

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Neste ano, a 7ª Feijoada Solidária será realizada no dia 16 de agosto, no Centro Pastoral Padre Aldacir Carniel (Cepac), em Várzea Grande. Os ingressos já estão à venda por R$ 80, e os participantes poderão desfrutar de uma feijoada completa, além de apresentação musical da cantora Flavinha.

Os convites podem ser adquiridos pelo WhatsApp (65) 99603-6998. Crianças de até 10 anos não pagam, e haverá opção de retirada de marmitas no local.

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Mato Grosso

Defensoria alerta para os primeiros sinais de violência contra a mulher

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Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

 

Por Alexandre Guimarães

A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam que, embora os homicídios de mulheres tenham diminuído, os feminicídios aumentaram 4% em 2025 no país.

Também cresceram os registros de tentativa de feminicídio (6%), violência psicológica (17%), descumprimento de medidas protetivas (17%) e perseguição (30%).

Em Mato Grosso, os indicadores continuam preocupantes. Em 2025, o estado registrou taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil mulheres, a terceira maior do Brasil, atrás apenas do Acre (3,2) e de Rondônia (2,9).

A violência psicológica apresentou um dos maiores crescimentos. Foram 3.720 casos registrados, aumento de 70,3% em relação a 2024. Com isso, Mato Grosso passou a ter a segunda maior taxa do país, com 192,3 ocorrências por 100 mil mulheres.

Os casos de perseguição (stalking) também aumentaram. Em 2025, foram registrados 2.970 boletins de ocorrência, alta de 31,6% em comparação com o ano anterior.

Outro dado que chama atenção é que Sinop ficou em terceiro lugar entre os municípios brasileiros (com mais de 100 mil habitantes) com as maiores taxas de estupro e estupro de vulnerável.

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Segundo o levantamento, a maior parte das vítimas de violência de gênero no Brasil tinha entre 18 e 44 anos. Além disso, 93,3% das vítimas de estupro e 85,6% das vítimas de estupro de vulnerável eram mulheres.

No mesmo ano, 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero, o maior percentual desde que o feminicídio passou a integrar a legislação penal brasileira.

“Por trás de cada número existe uma história interrompida, uma família marcada pelo sofrimento e uma mulher que teve sua liberdade restringida, sua dignidade violada e, muitas vezes, a própria vida ameaçada. Em inúmeros casos, a violência acontece dentro do ambiente que deveria representar acolhimento e segurança: o lar. As pessoas agressoras costumam ser pessoas próximas, o que torna ainda mais difícil romper o ciclo da violência”, afirma a defensora pública Rosana Leite.

Para a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), os registros de violência demonstram que, apesar dos avanços na legislação, ainda há um longo caminho para garantir às mulheres o direito de viver sem violência.

“Os elevados índices de violência contra as mulheres constituem uma das mais graves e persistentes violações dos direitos humanos de nosso tempo. Embora a sociedade brasileira tenha avançado na construção de um sólido arcabouço jurídico de proteção, ainda estamos distantes de assegurar a todas as mulheres uma vida livre da violência”, destaca.

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Como a Defensoria pode ajudar – A DPEMT presta assistência jurídica gratuita às pessoas em situação de vulnerabilidade e atua para garantir proteção às mulheres vítimas de violência.

O atendimento inclui orientação jurídica, pedidos de medidas protetivas de urgência, acompanhamento de processos de divórcio, guarda de filhos, pensão alimentícia, dissolução de união estável e outras demandas relacionadas à violência doméstica e familiar.

Além da atuação judicial, servidores e defensores públicos trabalham em conjunto com a rede de proteção para encaminhar as vítimas aos serviços de assistência social, saúde e acolhimento, sempre que necessário.

“O papel da Defensoria Pública é assegurar orientação, defesa e acesso à Justiça. O enfrentamento da violência contra a mulher depende também da participação da sociedade, das famílias, das escolas e das comunidades, na construção de uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na rejeição de qualquer forma de violência”, ressalta Rosana.

Atendimento gratuito – Mulheres em situação de violência podem procurar qualquer unidade da Defensoria em Mato Grosso ou entrar em contato pelo WhatsApp oficial do órgão: (65) 99963-4454.

Em situações de risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncia na Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180.

A defensora reforça que buscar ajuda logo nos primeiros sinais pode evitar que a violência se agrave: “A violência doméstica não precisa chegar ao extremo para ser enfrentada. Ameaças, perseguições, violência psicológica, patrimonial, moral, sexual ou física exigem atenção e proteção. Quanto mais cedo a vítima buscar ajuda, maiores são as chances de interromper o ciclo da violência e preservar sua segurança, autonomia e direitos”.

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Rosana Leite também destaca que o enfrentamento da violência exige ações permanentes do poder público e da sociedade.

“Cada denúncia acolhida, cada medida protetiva cumprida e cada mulher amparada representam um passo concreto na construção de uma sociedade mais justa. Uma democracia somente se realiza plenamente quando todas as mulheres podem viver sem medo, exercer sua liberdade e desenvolver seus projetos de vida com dignidade, segurança e respeito”, conclui.

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Mato Grosso

Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

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A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.

Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.

“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.

A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.

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Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.

Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.

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A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.

Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.

Fotos: Josi Dias | TJMT 

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