Mato Grosso
Grupo empresarial conhece Vigia Mais MT e busca parceria para repressão a roubos e furtos de cargas e veículos
O grupo possui filiais em Cuiabá, Sinop e Tangará da Serra. A empresa trabalha com transporte, logística e também a revenda de produtos Ambev, em cerca de 50 municípios.
Com a assinatura do termo de cooperação, essas regiões serão fortalecidas com a presença de pelo menos 50 câmeras de videomonitoramento voltadas aos estabelecimentos públicos, visando garantir a segurança dos trabalhadores que circulam por essas áreas e também da população em geral.
O diretor do Grupo Vyas, Hélio Arruda enfatizou a importância da integração entre o Estado e a empresa para a melhoria da segurança pública da população.
“É muito bom ter sistemas integrados da empresa com o Estado e trabalhar de forma conjunta. Para nós, como cidadãos, é uma maneira de contribuir com o Estado e ceder o espaço na nossa fachada para colocar câmeras bem localizadas, a fim de fazer as identificações necessárias”.
Além disso, o gerente de Tecnologia da Informação do grupo, César Henrique Lossávaro destacou a qualidade dos dispositivos para a eficiência do trabalho dos servidores que analisam as imagens.
“A qualidade das imagens faz com que a gente consiga subir o nível do trabalho e detectar outros tipos de ocorrência com a inteligência artificial, como os rostos, os perímetros, e com as faixas que não podem ser transpostas. Assim, a gente consegue desenvolver algoritmos para verificarmos isso em uma parceria entre o Poder Público e o privado, ajudando a comunidade como um todo”, afirma.
O superintendente do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e coordenador do Vigia Mais MT, delegado Cláudio Alvarez Sant’Ana, afirma que a parceria com o grupo contribuirá para a repressão de ações criminosas direcionadas a roubos e furtos de cargas e veículos.
“A presença de câmeras de segurança, por si só, já intimida potenciais criminosos, que pensam duas vezes ao saberem que estão sendo filmados. Além da prevenção, esses equipamentos auxiliam na localização de veículos por meio da tecnologia OCR (que faz a leitura de caracteres) e servem como provas em inquéritos policiais”.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, afirmou que a adesão de grandes empresas comprova a eficiência e credibilidade do Vigia Mais MT.
“A adesão de grandes empresas como essa é a comprovação que é um programa de credibilidade que se tornou referência no estado e até para outras regiões do pais. A cada dia recebemos novos parceiros e chamamos a atenção para essa parceria importante entre o setor público e o privado”, disse.![]()
Pela Lei 11.766/2022, que criou o programa, além de órgãos dos poderes públicos federal, estadual e municipal, a adesão pode ser feita com entes privados, ou seja, empresas, associações, entre outros. A exigência é a mesma apresentada aos órgãos públicos, ou seja, que as câmeras sejam instaladas para monitorar ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos de interesse da segurança coletiva. Entre os entes privados integrados ao Vigia Mais MT estão Amaggi, Grupo Bom Futuro e Magazine Luiza.
A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais. Nos telefones, têm acesso à plataforma os policiais e as pessoas autorizadas pelas prefeituras e outras entidades parceiras.
Parceria
Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo do Estado está equipando os 142 municípios com o que há de mais moderno em videomonitoramento. São 15 mil câmeras distribuídas aos municípios de acordo com critérios, como população, área territorial e localização geográfica do ponto de vista das estratégias da segurança pública.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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