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Hambúrguer de Caju: saboroso, nutritivo e acessível
O que até então era descartado pelos produtores de Caju, após o processamento da castanha e a retirada do suco do fruto, foi transformado em alimento saudável e saboroso graças às pesquisas desenvolvidas pela unidade da Embrapa Agroindústria Tropical, sediada no Ceará. Os pesquisadores desenvolveram duas formulações para fabricação de hambúrguer tendo como principal ingrediente a fibra do caju. Uma delas, projetada para a produção industrial, prevê a incorporação de proteína de soja, além de outros ingredientes, e requer equipamentos industriais.
A outra formulação apresenta como base proteica o chamado “feijão-de-corda” e foi planejada para a produção doméstica, com o objetivo de oferecer uma alternativa de renda a agricultores familiares. As novas formulações foram desenvolvidas para agregar mais fonte proteica vegetal ao bagaço do caju e demais condimentos ampliando o valor nutricional, tornando o produto mais saboroso.
Em comparação com outros hambúrgueres vegetais disponíveis no mercado, o hambúrguer de caju da Embrapa apresentou ótima aceitação em testes de análise sensorial e de intenção de compra. Além disso, tem apenas metade das calorias do seu similar de carne bovina, é rico em vitamina C, possui excelente digestão e pode ser uma boa alternativa para compor dietas de baixa caloria uma vez que em função da grande quantidade de fibra, concede a sensação de saciedade ao ser ingerido. Também integra dietas com restrição ao consumo de proteína animal, sendo opção para o mercado de consumidores veganos.
Bom e barato
Como a principal matéria-prima é barata, isso repercute no preço final do produto. O bagaço mudou seu destino de descarte para a mesa, dentro da concepção de aproveitamento integral do fruto, reduzindo, também, o desperdício.
Estudo de viabilidade econômica demonstra que, enquanto o quilo de outros hambúrgueres vegetais pode ser encontrado no mercado por R$ 50, o de caju pode ser comercializado por R$ 12,00. O preço é também menor que o do hambúrguer de carne bovina, cujo quilograma pode ser encontrado no mercado por R$ 15.
De acordo com os pesquisadores, os hambúrgueres de caju podem ser armazenados congelados, à temperatura de -18 °C, por seis meses, sem prejuízo de sua qualidade físico-química, microbiológica e sensorial. O produto possibilita o consumo fora do período de safra e o aproveitamento do excedente de produção.
Aproveitamento integral
O hambúrguer é apenas uma das possibilidades de aproveitamento da fibra de caju, cujo processo de tratamento e desidratação para utilização na indústria alimentícia foi desenvolvido pela Embrapa. O processo envolve a lavagem da fibra para redução da acidez e sabor da fruta e o processamento para redução do tamanho das fibras. “O desenvolvimento dos parâmetros para aproveitamento da fibra de caju abre possibilidades de agregação de valor à cadeia da cajucultura”, diz Marlos Bezerra, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria Tropical.
Uma indústria carioca utilizou a tecnologia desenvolvida pela Embrapa e entrou na linha de produção de coxinhas, hambúrgueres e outros salgados feitos com a fibra do caju. É disto que a pesquisa precisa e busca: parcerias na iniciativa privada para o aproveitamento da escala produzida nos laboratórios. “Só assim o ciclo se completa. Nós oferecemos e repassamos soluções tecnológicas resultantes de nossas pesquisas e buscamos a outra ponta, que é justamente a indústria, que pode não apenas se beneficiar como contribuir com toda uma cadeia de consumo”, afirma Marlos Bezerra.
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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