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Imposto de Renda 2021: como declarar criptomoedas sem erros?

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Rudá Pellini

Para quem já investe em bitcoins ou em outros criptoativos, declarar os valores à Receita Federal pode ser novidade, já que o assunto ainda é pouco conhecido. Desde 2017, é obrigatória a declaração no imposto de renda e o tema consta no Perguntão da Receita Federal, tanto para pessoas físicas ou jurídicas. Em 2021, porém, é importante ter atenção à nova classificação dos ativos, que ainda devem ser declarados como “Bens e direitos”, mas a partir de agora em códigos específicos.

Para quem tem dúvidas se precisa ou não informar o investimento, a obrigatoriedade é válida para valores superiores a R﹩ 5.000 em bitcoins ou outras criptomoedas. Além disso, se você realizou vendas de moedas virtuais com valor acima de R﹩ 35 mil por mês, os eventuais lucros com essas operações estão sujeitos à retenção de imposto sobre ganho de capital, que deve ser pago no mês seguinte ao da operação.

Na ficha de “Bens e direitos”, o montante deve ser declarado por meio dos códigos 81 – Bitcoin (BTC); 82 – Outros criptoativos do tipo de moeda digital conhecidos como altcoins: Ether (ETH), XRP (Ripple), Bitcoin Cash (BCH), Tether (USDT), Chainlink (LINK), Litecoin (LTC); e 89 – Demais criptoativos como “payment tokens”, mas são classificados como “security tokens” ou “utility tokens”.

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De acordo com Rudá Pellini, co-fundador da Wise&Trust, fintech de gestão de investimentos em ativos digitais, “no momento de realizar a declaração, é necessário que o investidor apresente extrato com os valores que possuía em cada criptoativo de 31/12/2019 a 31/12/2020. Essa declaração é feita em reais. Além disso, a base é sempre o preço de aquisição, não os valores de mercado no dia 31/12”.

O Imposto de Renda é um tributo cobrado anualmente pelo governo federal sobre seus ganhos. O valor é determinado conforme os seus rendimentos declarados do ano passado. Salários, aluguéis, investimentos e prêmios de loterias e outros rendimentos anuais são tributáveis para o leão.

O prazo final para a declaração do Imposto de Renda 2021 foi adiado para 31 de maio. Com isso, cerca de 32 milhões de contribuintes deverão acertar as contas com o Fisco.

Para você que ainda não realizou a sua declaração e ainda tem dúvidas de como fazer, o executivo listou abaixo algumas dicas importantes. Confira:

• Ficha de Bens e Direitos: as moedas virtuais precisam ser declaradas como se fossem um bem próprio. No programa da declaração do IR 2021 abra a ficha “Bens e Direitos” e clique em “Novo”. No campo “Discriminação”, você precisa informar se a compra foi realizada por você ou por um dos seus dependentes. Coloque qual criptomoeda comprou, a quantidade adquirida, data da compra e o nome e CNPJ da corretora onde ocorreu a transação. Caso você não tenha comprado criptomoedas em 2019, preencha o campo “Situação em 31/12/2019” com valor zero.

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• Devo declarar o lucro em criptoativos? Os ganhos referentes aos meses cujo somatório das vendas seja abaixo de R﹩ 35 mil são isentos de tributação. Porém, na seção “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, é necessário que você faça a declaração destes. O total de lucro no ano deve ser inserido através do código “05 – Ganho de capital na alienação de bem”. Já os lucros em meses cujo total de vendas de criptoativos exceda R﹩ 35 mil estão sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitivos e devem constar na seção “Rendimentos de Aplicações Sujeitas à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

• Eu adquiri bitcoins no exterior e preciso declarar no IR: quem comprou bitcoins ou outras moedas digitais por meio de uma corretora no exterior também está obrigado a declarar a posse do bem. A declaração deve ser feita da mesma forma. No campo “discriminação” onde devem ser informados os detalhes da compra, o nome e o país de origem da corretora. Informe o valor pago equivalente em reais na data da compra.
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Os desafios do ensino e o papel do professor na era digital

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Novo educador deve avaliar se o processo de aprendizagem está gerando resultados e identificar em que estágio da jornada de conhecimento está o aluno, na análise de Claudia Costin

Foto Ilustrativa

“Ninguém vai ensinar a pensar se o professor é um mero fornecedor de aulas expositivas”, a reflexão é de Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no último encontro da Trilha A+ de Conhecimento, série de lives sobre educação e tecnologia promovida pela Plataforma A+ .

No encontro virtual, mediado por Thais Bento e Roberta Bento, da SOS Educação, a especialista debateu a aprendizagem baseada em dados, ao lado do CEO da Plataforma A+, Alexandre Sayão, e destacou que o novo papel do professor deve atuar como um assegurador de aprendizagem, ou seja, reunir informações sobre o impacto da sua atividade. “Ele tem que avaliar se o seu processo de ensino está gerando os resultados desejados e precisa identificar em que estágio da jornada de aprendizagem está o aluno”, defende Claudia.

A educadora explicou ainda que é fundamental analisar criteriosamente os diferentes níveis de aprendizagem das turmas, para que não retrocedam os que estão em estágios mais avançados, e entender como promover evolução igualitária ao longo do processo.

Ainda durante o encontro, Alexandre Sayão reforçou que o desafio é gigante, em especial, neste período pós pandemia. De acordo com o CEO, é preciso definir o propósito da educação, que é educar e garantir a aprendizagem, e entender que caminhos trilhas e como atingir os objetivos. “Os dados indicam se você está na rota certa, ajudam a fazer planejamento mais assertivo, e priorizar a prática pedagógica a partir de evidências concretas e não de achismos, e em um processo contínuo”, afirmou.

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A boa notícia, segundo os especialistas, é que, assim como no varejo, na indústria, e no setor financeiro, o uso de dados na educação avança a passos largos, embora ainda exista um longo caminho pela frente. A tecnologia tem sido grande aliada no processo de captação de dados, otimização e análise de cenários. Em colégios grandes, com 30, 40 alunos, é possível identificar a lacuna de aprendizagem de cada um e intervir de forma eficiente na prática pedagógica.

Claudia Costim reforça que é evidente o trabalho colaborativo entre professores e escola e destaca que mesmo instituições que não possuem tecnologia de ponta, é possível identificar em que etapa cada aluno está, só que é muito mais trabalhoso.

Para a educadora, todas os professores, de escolas ricas e pobres, podem e devem aprender a trabalhar com dados. “Professores de escolas públicas reais, de estados e municípios pobres, como Sobral e Mucambo, no Ceará, se destacaram no IDEB de seus municípios e estados porque aprenderam a trabalhar com dados. Todo educador aprende a trabalhar com dados. É uma questão de formá-lo para isso, de criar um clima favorável para o trabalho colaborativo com base em dados. A partir daí, podemos construir um novo papel para o professor que, certamente, será muito mais valorizado”, avalia.
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Mulheres no comando: pandemia de Covid-19 mostrou importância de lideranças femininas

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Pesquisas apontam que a performance de toda a equipe melhora com mulheres no comando em tempos de crise

Natasha de Caiado Castro

Uma das muitas lições que a pandemia da Covid-19 nos trouxe é a confirmação de que, em tempos de crise, ter líderes mulheres no comando é fundamental. Um estudo realizado pela revista americana “Harvard Business Review” aponta que o sexo feminino demonstra maior eficiência na solução de problemas.

A pesquisa foi realizada em 2020, durante os primeiros períodos da pandemia do novo coronavírus, e afirma que as mulheres mostraram melhor classificação em 13 das 19 competências de liderança consideradas no estudo, com maior destaque no uso das habilidades interpessoais, como colaboração e motivação, para alcançar melhores resultados e contribuir com o engajamento da equipe.

Aqui no Brasil, uma pesquisa feita na FGV, pela mestranda Monique Cardoso, somente com empresas brasileiras, confirma a mesma tendência: a liderança feminina melhora, e muito, o desempenho das companhias. Em geral, das empresas com mulheres líderes, 52% apresentam notas elevadas nos critérios usados pela pesquisadora. Esse percentual cai para 48% entre as empresas totalmente masculinas. Quando a liderança feminina já chegou ao nível de conselho, a diferença é ainda maior: 72% a 24%.

Apesar de um mundo ainda muito desigual em termos de remuneração e de presença feminina em cargos de liderança em todo o mundo, quem trabalha em ambientes liderados por mulheres já percebe que, em momentos de instabilidade, são elas que “seguram as pontas”. A capacidade de gerir muitas atividades ao mesmo tempo, junto com a inteligência emocional, fazem com que consigamos manejar as emoções do time para atravessar tempos difíceis como esse que vivemos nos últimos meses.

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A pandemia da Covid-19 transformou o planeta em muitos aspectos. A ciência avançou como nunca, soluções inovadoras precisaram ser criadas pelo comércio e pelo turismo e, apesar da queda econômica e a crise na saúde, lições importantes também foram aprendidas por todos nós. Uma delas é uma verdade que já sabíamos, mas agora ficou ainda mais evidente: não existem razões que justifiquem a existência dessa disparidade entre homens e mulheres em cargo de chefia.

Chama a mulherada!

Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. Board member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter

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O que fazer quando não posso promover o meu melhor colaborador?

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Wagner Siqueira

Esta é uma questão decisiva para a construção de um cotidiano motivador na equipe de trabalho. O que fazer quando você tem um subordinado de desempenho excelente, competente, naturalmente ambicioso e, de alguma forma, impaciente em alcançar de imediato posições superiores, mas não há espaços na organização para promoções a curto prazo? A resposta é: desenvolva seu potencial. Aproveite as potencialidades especiais do colaborador para torná-lo especialista de sua equipe em algum aspecto significativo do negócio da organização. Exponha-o às diferentes formas de treinamento em assuntos organizacionalmente relevantes e que ainda não lhe sejam de inteiro domínio. Invista nele, certamente ele vai responder com resultados ainda melhores. Em suma, enriqueça o trabalho dele até que se abram novas oportunidades para promoção. Veja algumas maneiras de fazer isso.

Reduza a supervisão

Libere o colaborador para ampliar crescentemente o controle que exerce sobre as suas atividades e atribuições, por meio da escolha feita por ele próprio da programação e dos métodos de trabalho.

Designe-o gerente de projetos

Caso o colaborador tenha habilidade para tanto, permita que ele supervisione, se necessário sob sua orientação, alguma operação ou um importante programa de responsabilidade do departamento, deixando-o assumir as obrigações gerenciais que normalmente lhe são afetas.

Transforme-o em instrutor

Utilize as suas comprovadas habilidades e competências para promover a orientação e o treinamento de novos funcionários. Talvez ele até possa ensinar os funcionários mais velhos a adquirirem novas capacitações e habilidades.

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No exercício dessas atribuições, o empregado de desempenho excelente também adquire conhecimentos, experiências e habilidades gerenciais que lhe serão de grande valor por ocasião de uma futura promoção.

 Utilize-o como consultor/coach/mentor

Estimule-o a exercer, sob a forma de trabalho complementar eventual, cumulativamente às suas próprias atribuições, a função de apoio em outros departamentos da organização, desde que você perceba que essa forma de colaboração lhes será útil. Peça-lhe ainda que lidere algum projeto ou se empenhe na resolução de algum problema para o qual você não tem encontrado tempo para cuidar.

*Wagner Siqueira é consultor de organização, diretor geral da UCAdm – Universidade Corporativa do Administrador e conselheiro federal junto ao CFA.

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ALMT – Campanha Fake News II

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