Mato Grosso
Inscrição para vaga de analista de meio ambiente termina quinta-feira (23)
As inscrições para o processo seletivo simplificado destinado à seleção e contratação temporária de analistas de Meio Ambiente para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema/MT) se encerram nesta quinta-feira (23), às 23 horas e 59 minutos.
A inscrição deve ser efetuada somente pela internet (www.unemat.br/seletivos). A taxa de inscrição é no valor de R$ 120, pagável até o dia 24 de maio, em qualquer agência bancária ou internet. São 50 vagas, das quais 45 para ampla concorrência e cinco para pessoas com deficiência, além de formação de cadastro de reserva.
O cargo de analista de Meio Ambiente exige diploma de graduação em Ciências Biológicas, Engenharia Agrícola, Engenharia Agronômica, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Geografia, Geologia ou Gestão Ambiental. A remuneração é de R$ 7.003,16, para 40 horas semanais de atividades, e atuação no município de Cuiabá.
Envio de documentação
No ato da inscrição, o candidato deverá anexar os arquivos digitais com os documentos pessoais em PDF na seguinte ordem: RG, CPF e Diploma de Graduação (frente e verso). Poderá ser enviado o histórico oficial, caso o diploma ainda não tenha sido expedido.
No passo seguinte, os documentos comprobatórios para pontuação na avaliação de títulos deverão ser organizados e anexados em PDF, na seguinte ordem: 1) Documentos comprobatórios da pontuação de titulação; 2) Documentos comprobatórios da pontuação de cursos e 3) Documentos comprobatórios da pontuação de experiências profissionais.
Avaliação
Primeira etapa – avaliação da inscrição: Divulgada em 05 de junho, com caráter eliminatório. Terá a inscrição indeferida o candidato que não atender ao estabelecido no Edital, não anexar os documentos listados, não possuir formação exigida ou anexar documentação incompleta.
Segunda etapa – avaliação de títulos: Os títulos serão avaliados por banca examinadora constituída especialmente para essa finalidade. Somente serão pontuados os itens exigidos na Tabela de Barema (anexo do edital). O resultado da Avaliação de Títulos será divulgado em 07 de junho.
Serão classificados neste processo seletivo somente os candidatos não eliminados, classificados segundo a ordem decrescente da pontuação. Os aprovados serão contratados por 12 meses, contados a partir do efetivo exercício, podendo ter seus contratos aditivados mediante necessidade comprovada.
O processo seletivo será executado pela Assessoria de Gestão de Concursos e Vestibulares da Universidade do Estado de Mato Grosso (Covest/Unemat). Toda publicação deste processo seletivo será divulgada no Diário Oficial do Estado e no endereço eletrônico www.unemat.br/seletivos.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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