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Integração entre as forças policiais e investimentos são indispensáveis na região de fronteira

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A segurança pública na região de fronteira do Estado de Mato Grosso foi amplamente discutida com os principais agentes públicos do segmento nos âmbitos municipais, estadual e federal durante audiência pública realizada na tarde dessa quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A integração entre as forças policiais e poderes, e mais investimentos em tecnologia, equipamento e em pessoas para atuar na região foram as principais demandas apresentadas.

Requerida pelo deputado estadual Dr. Gimenez (PV), a audiência abordou a situação dos mais de 530 mil habitantes que moram nos 28 municípios da faixa de fronteira mato-grossense. Dr. Gimenez destacou que o trabalho da Assembleia está só começando e que o objetivo é chamar a atenção do Poder Executivo.

“Vamos elaborar a Carta de Mato Grosso, um pacto pela segurança pública. Vamos pedir para que os governos federal e estadual voltem os olhos para a região de fronteira de nosso estado. A integração entre as instituições e a população é fundamental e o segredo do sucesso na segurança”, afirmou o deputado.

A senadora Selma Arruda (PSL) participou do evento e destacou que ainda nesta semana entregou ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, uma série de requerimentos para a região da fronteira. De acordo com a parlamentar, o oeste mato-grossense, além da vulnerabilidade por ser divisa, é uma região pobre e que precisa de mais desenvolvimento. Selma Arruda destacou que, entre as solicitações feitas, estão a construção de um presídio federal e a dilatação do prazo para regularização fundiária dos produtores rurais que ocupam a faixa.

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“É uma região que tem uma grande facilidade para o tráfico e uma fragilidade para a fiscalização. O reforço da segurança pública ali é muito importante e a criação do presídio é essencial para abrigar os presos federais. Também solicitei a regularização das transferências de policiais para evitar a evasão dos servidores e tenho um projeto de lei para aumentar o prazo de regularização fundiária para permitir que os produtores consigam financiamento, produzir e assim reduzir a pobreza”, destacou a senadora Selma Arruda.

O delegado-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Mário Rezende, falou sobre o esforço existente para atuar e afirmou que há uma necessidade especial com relação ao número de servidores. De acordo com o delegado, atualmente, 300 servidores da PJC atuam nos 28 municípios e seriam necessários pelo menos mais 300.

Representando a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o coronel Victor Paulo Fortes, secretário-adjunto de Integração Operacional, falou sobre os investimentos em tecnologia que irão permitir a digitalização dos canais de comunicação da polícia, integrando os municípios com as bases na capital. Outro investimento, segundo o coronel, é para o monitoramento virtual da região.

“Estamos trabalhando para superar as deficiências financeiras e estruturais e buscando investimentos federais para implantar as melhorias”, declarou o sercretário-adjunto Victor Paulo Fortes. O projeto de digitalização dos canais de comunicação, segundo o coronel, recebeu um investimento de R$ 13 milhões da União.

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O inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Francisco Lucena, ressaltou a necessidade de integração entre as polícias e os governos para ampliar a segurança local. “Os trabalhos têm que ser integrados e todos os agentes precisam estar envolvidos, inclusive politicamente ,para conseguir os investimentos necessários”.

Também participaram da audiência os deputados estaduais Sílvio Fávero (PSL), Wilson Santos (PSDB) e Nininho (PSD), além de representantes do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

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Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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