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Investigação sobre abatedouros de carne indicia 10 comerciantes de Dom Aquino e Campo Verde

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O trabalho, conduzido pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), indiciou 10 pessoas (comerciantes e um dono de abatedouro) no procedimento investigatório, que resultou na operação realizada no dia 14 de dezembro de 2017, em conjunto com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Vigilância Sanitária, Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).  A Polícia Judiciária Civil concluiu o inquérito policial da investigação que desarticulou um esquema criminoso envolvendo o comércio de carne, proveniente de abatedouros clandestinos, na região dos municípios de Dom Aquino e Campo Verde (166 e  131 km  ao Sul). Os autos da investigação foram encaminhados ao Ministério Público Estadual nesta sexta-feira (27.07).

Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu 8 mandados de prisão (6 temporárias e 2 preventivas) e 17 mandados de busca e apreensão em oito estabelecimentos comerciais, 6 residências e 3 abatedouros rurais, localizados em Campo Verde e Dom Aquino, além de cinco conduções coercitivas.  Foram apreendidos 17 toneladas de carne de origem clandestina, 4 armas de fogo, 168 munições, 120 litros de defensivos agrícolas, 172 caixas de cigarro.

Segundo a investigação, toda a movimentação clandestina teve como pivô Adeuvane Rocha Souza, proprietário de um abatedouro clandestino, denominado Sítio São José, localizado a 2 km de Dom Aquino, na localidade conhecida por “Entre Rios”, que possui estreita ligação com Jorge Roberto Pires (conhecido por Baiano), dono da Distribuidora Triunfo Carnes, em Campo Verde.

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O primeiro, Adeuvane, é o principal personagem na operacionalização do abatimento clandestino de bovinos na região de Dom Aquino e Campo Verde. O segundo, Jorge Pires, agiu como o principal distribuidor de carnes na região de Campo Verde.

O delegado que presidiu o inquérito, Gianmarco Paccola Capoani, explicou o curso da investigação que levou seis meses de intensos trabalhos da Delegacia do Meio Ambiente. “Em primeira ordem foi direcionada na análise do alvo principal e responsável pelo abatimento e fornecimento clandestino de gado na região de Dom Aquino e Campo Verde; em um segundo momento na análise das condutas ligadas aos estabelecimentos comerciais e suas respectivas células criminosas”, disse.De um lado proprietários de supermercados existentes no município de Dom Aquino adquiriram clandestinamente produtos irregulares (carne bovina) para revenda nos respectivos estabelecimentos. De outro lado, criadores de gado realizavam o abatimento de animais sem qualquer observância dos procedimentos e normas regulamentares previstas em lei para referida atividade, contando com apoio de intermediários nas ações criminosas.

A investigação culminou no embargo de 1 frigorífico e 2 abatedouros clandestinos. A análise de documentos contábeis apreendidos comprovam que últimos 4 anos, o principal fornecedor, Adeuvane Rocha, movimentou cerca de R$ 3,2 milhões, no comércio e distribuição de carnes provenientes de seu abatedouro clandestino.

“Esse valor foi extraído da documentação de vários mercados, mas o alvo principal que fornecia aos mercados é o Adeuvane, o maior intermediário. Ele matava o gado e vendia para os mercados. Essa contabilidade é direcionada ao Adeuvane. Mesmo que estavam no mercado continham o nome dele como fornecedor”, explicou o delegado.

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Conforme Paccola, a investigação teve total apoio de órgãos de repressão e fiscalização do Estado de Mato Grosso, com o objetivo coibir práticas criminosas que atentam contra a qualidade do produto, e, sobretudo, proteger a saúde pública do consumidor.

Os dez suspeitos investigados foram indiciados em delitos previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98) como: abuso ou maus tratos de animais (art.32), dificultar a regeneração de natural de floresta (Art. 48), crimes de poluição, empreendimento poluidor e uso de produto perigoso/tóxico (artigo 54 e inciso V), armazenar substância tóxicas (Artigo 56), funcionamento de estabelecimento poluidor (artigo 60);  infringência de normas que impeça a propagação de doença contagiosa (artigo 268 do CP); crimes contra ordem tributária e crimes do código de defesa do consumidor; posse ilegal de arma de fogo e munições (artigos 12, 14 e 16 da Lei 10826/2003) e associação criminosa (Art. 288 do CP).Crimes

A prática dos crimes foi comprovada em 15 laudos periciais produzidos pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e nove relatórios de inteligência produzidos.

 

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Pedido de soltura de bombeiro acusado de atirar contra residência é negado em Rondonópolis

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A tentativa da defesa de transferir para o regime domiciliar o bombeiro militar, acusado de disparar contra uma residência em Rondonópolis (MT), foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O desembargador Paulo Sergio Carreira de Souza, da Terceira Câmara Criminal, manteve a prisão preventiva do militar, que buscava o atual companheiro de sua ex-namorada. Os advogados pleiteavam a substituição da pena por prisão domiciliar combinada com monitoramento eletrônico e tratamento psiquiátrico, alegando que o acusado sofre de transtornos mentais e necessita de acompanhamento especializado.

O episódio, ocorrido na noite de 2 de abril, gerou pânico entre os moradores da região. Conforme os autos, uma testemunha relatou à Polícia Civil que precisou correr para se proteger com o filho pequeno nos braços assim que os tiros começaram. No local do atentado, a perícia recolheu oito cartuchos deflagrados de calibre 12, e o cão da família acabou baleado na perna. O bombeiro foi identificado por meio de câmeras de segurança e, posteriormente, apresentou-se à delegacia com o auxílio de um sargento da corporação, resultando em uma denúncia formal pelos crimes de disparo de arma de fogo e maus-tratos a animais.

Ao avaliar o pedido de habeas corpus, o desembargador considerou a prisão preventiva legítima e necessária para a garantia da ordem pública, dada a gravidade da conduta do agente. O magistrado destacou que o tribunal de segunda instância não poderia atropelar a análise do juiz de origem em Rondonópolis, que ainda avalia a aplicação de medidas cautelares alternativas. Além disso, o argumento defensivo sobre a demora na realização da perícia psiquiátrica — agendada apenas para agosto — não foi conhecido nesta ação, sob a justificativa técnica de que não se deve misturar debates sobre a legalidade da prisão com a celeridade de exames de insanidade mental em um mesmo recurso.

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Apesar de manter a detenção, o Judiciário demonstrou atenção às condições de saúde do réu. No despacho, o desembargador determinou que a direção da unidade prisional onde o militar está encarcerado preste informações detalhadas, no prazo legal, sobre a estrutura de atendimento interno. O estabelecimento penal deverá esclarecer se dispõe de profissionais habilitados nas áreas de psicologia e psiquiatria, se o paciente já está recebendo o devido acompanhamento especializado e qual tem sido a sua resposta clínica ao tratamento oferecido.

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Corpo de Bombeiros combate incêndio em três carretas estacionadas em posto de combustível

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na segunda-feira (25.5), um incêndio que atingiu três carretas que estavam estacionadas no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-163, em Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá).

A equipe do 3º Batalhão de Bombeiros Militar (3º BBM) foi acionada após o fogo começar em uma das carretas e se alastrar para os outros dois veículos, que estavam vazios no momento da ocorrência. Conforme informações no local, as chamas tiveram início no veículo estacionado ao centro e se propagaram rapidamente para as carretas ao lado devido à proximidade entre elas.

Quando os bombeiros chegaram, o incêndio já estava em grandes proporções. Os militares iniciaram imediatamente o combate às chamas e conseguiram controlar e extinguir o fogo, evitando que o incêndio atingisse estruturas próximas ao posto de combustíveis.

Após a extinção das chamas, a equipe realizou o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e garantir a segurança da área. Não há informações sobre as causas do incêndio.

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Suspeitos são detidos por tráfico de drogas após resistência à abordagem policial em Alto Garças

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Durante patrulhamento em Alto Garças, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada por meio de denúncia anônima informando sobre um possível ponto de comércio de entorpecentes em uma residência localizada na Avenida Mato Grosso, abaixo de um supermercado nesta terça-feira (26).

Ao chegar ao local, os policiais perceberam forte odor de maconha vindo da residência. Durante a abordagem, um dos suspeitos desobedeceu às ordens da equipe policial e avançou em direção aos militares com a mão na cintura, sendo necessário efetuar dois disparos de arma de fogo para cessar a possível agressão.

Na sequência, o suspeito retirou um aparelho celular da cintura e o arremessou ao chão, danificando o objeto, vindo posteriormente a se deitar no solo. Outro suspeito também apresentou resistência, retirando um objeto da cintura e o lançando sobre o telhado de uma residência vizinha. Apesar das buscas realizadas, o material não foi localizado. A terceira suspeita colaborou com a ação policial.

Durante buscas no imóvel, os policiais localizaram três porções análogas à maconha, um rolo de papel filme utilizado para embalo da substância, três aparelhos celulares e a quantia de R$ 704,50 em espécie.

Todos os suspeitos, bem como os materiais apreendidos, foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Alto Garças para as providências cabíveis.

Nenhum dos suspeitos foi atingido pelos disparos, sendo todos apresentados sem lesões corporais.

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