Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Famosos

Jornalista retrata vida de refugiados sírios pela perspectiva feminina

Publicado

A jornalista e correspondente de guerra Lucia Helena Issa há tempos percebeu que com seu trabalho poderia dar voz a um grupo que costuma ser relegado ao anonimato e a opressão: as mulheres que vivem e estão envolvidas em conflitos. Seja no meio da máfia italiana ou na Síria e na Palestina, são os homens que saem nos jornais, para o bem o para o mal, e as mulheres que vivem na mesma situação permanecem sem rosto.

Lucia Helena com refugiados sírios
Divulgação

Lucia Helena com refugiados sírios

Por isso quando fez sua primeira viagem à Palestina, tinha em mente conhecer e conviver com as mulheres de lá. A jornalista
visitou a região quatro vezes e dessa experiência se prepara para lançar um livro “Filhas da Esperança”. Nesse caminho, porém, Lucia Helena Issa conheceu as refugiadas
sírias, e começou a ver a força que elas tinham para continuar lutando pela sobrevivência de suas famílias.

“A mulher acaba sendo a maior vítima dessa guerra (na Síria). Tanto pelo corpo, usado como troféu de guerra ou escrava sexual. Mas também é responsável por dar comida aos filhos e não tem como fazer isso. O rosto dessas mulheres quase nunca aparecia nas reportagens de guerra”, explica Lúcia.

Lucia começou a conhecer essas mulheres na fronteira entre a Síria e o Líbano e passou a colher depoimentos. Em sua quinta visita à região, ela decidiu ir como voluntária e passou 25 dias com essas mulheres, comendo, dormindo e trabalhando com elas. Lucia conta que elas procuram áreas boas para plantar, embora seja difícil com a contaminação do solo na região. “Senti imenso amor, gratidão, carinho pelo que estavam fazendo”, confessa.

Veja Mais:  Filhas de Virginia Fonseca vão à aula de futebol com camiseta de Messi: ‘Hoje foi dia’
Lucia Helena Issa
Divulgação

Lucia Helena Issa

Para Lúcia, essas mulheres são o retrato da luta pela paz e, como jornalista, ela decidiu contar suas histórias. Durante esses 25 dias ela foi acolhida por essas pessoas e, mesmo sendo a única cristã no local, conta que foi recebida como uma irmã. No começo, elas ficaram meio desconfiadas, mas conversando, Lucia conseguiu conquistar seu respeito. “Fui recebida como irmã por cinco mil mulçumanas. Existem mais coisas que nos unem do que imaginamos”, comenta.

Essa visão fez com que Lucia tentasse, de alguma forma, ajudar. Em seu aniversário, ela pediu aos amigos que fizessem doação e acabou reunindo o suficiente para doar brinquedos e materiais escolares para cerca de 300 crianças dos Campos de Zahle.

Retratos da guerra

“Ninguém escolhe ser refugiado”, diz a jornalista, que vê uma hipocrisia generalizada em toda a visão ocidental em relação à guerra na Síria. Ela comenta que o país tinha uma ótima qualidade de vida antes e “está sendo destruído pelo ódio”. Ela fala sobre a influência norte-americana na região, incluindo o fornecimento de armas, enquanto a visão ocidental é de luta pela paz: “Alguns fabricantes de armas lucram muito com as guerras, é um negócio lucrativo e desumano. É hipocrisia achar que os EUA estão ligados a paz quando são os maiores fabricantes de armas”, comenta.

Veja Mais:  Graciele Lacerda celebra nova face no empreendimento: ‘Mundo da beleza’

Em meio a isso, Lucia critica a maneira como a cobertura jornalística da guerra foi conduzida. “Não quero falar mal da imprensa em geral, têm jornalistas brasileiros maravilhosos fazendo a cobertura, mas durante um tempo a visão brasileira era de que (os refugiados) cometiam um crime, eram fugitivos”. O que as narrativas tinham em comum, porém, era a visão masculina.

“De uns anos para cá fui vendo que as vozes eram masculinas”, conta Lúcia. Mas isso não começou com a guerra na Síria. Anos antes Lúcia, que estudou e morou na Itália, onde conheceu e depois reportou sobre a Máfia Siciliana. Na época, Lucia viu justamente um olhar transformador sobre esse grupo de criminosos que dominava a ilha no sul da Itália, e ele partiu das mulheres: “quando cheguei em Palermo vi que quem estava mudando eram as mulheres que estavam denunciando (os mafiosos)”, explica.

Ela viu a união das mulheres, temerosas pela morte de seus filhos ligados ao crime local, criarem um movimento dizendo “a máfia mata, mas nosso silêncio também”. Assim, foram suas delações que garantiram mais de 350 prisões que Lucia acompanhou apenas no período em que esteve na região.

Junto com a transformação liderada pelas mulheres, ela percebeu que poucas obras se dedicavam a tratar do papel das mulheres nos conflitos: “vi que tinha poucos livros sobre a luta da mulher por justiça e paz”, comentou. E isso a levou a escrever “Quando Amanhece na Sicília”.

Veja Mais:  Justiça determina que Wesley Safadão pague pensão de quase R$ 40 mil ao filho

Um novo olhar

Lucia Helena Issa
Divulgação

Lucia Helena Issa

A resiliência feminina acompanha o trabalho da autora, mas também oferece um olhar alarmante em relação a união feminina em lugares como o Oriente Médio e o Brasil. “Eu fico triste porque o Brasil esta vivendo um grande retrocesso na luta das mulheres, na conquista de direitos e percebo que muitos brasileiros são mais machistas que os mulçumanos que eu vi. No Oriente Médio tem palestinas e sírias lutando por seus direitos e homens mais suscetíveis a apoiar”, explica.

“No Líbano vi mulheres muito mais unidas do que nós estamos atualmente, na palestina também – fazendo coisas para ter mais voz, se ajudando”, conta. Para ela, o período atual brasileiro, impulsionado pelas últimas decisões políticas, é de retrocesso. “Estamos vivendo um momento de ódio, e muito disso é por conta de pessoas como Olavo de Carvalho que formou uma geração de odiadores e de mulheres contra mulheres”, conta.

Ela cita o autor, um dos principais nomes da direita brasileira, lembrando de uma discussão entre os dois nas redes sociais na internet em 2017, como um exemplo do machismo crescente no Brasil, em contrapartida a esses países do Oriente Médio, onde há uma curva ascendente no feminismo.

Ainda assim, a jornalista opta por transmitir uma mensagem positiva. Na Palestina ou na Síria, ela retrata essas mulheres que não estão à frente das trincheiras, mas que sofrem igualmente com o descaso e a violência da guerra. Ao “mostrar seus rostos” Issa ajuda a garantir que suas vozes sejam ouvidas.

Comentários Facebook

Famosos

Ana Castela homenageia a mãe com mensagem emocionante: ‘Aniversário dela’

Publicado

Ana Castela, de 22 anos, celebrou o aniversário de 43 anos de sua mãe, Michele Castela, nesta quinta-feira (9) com uma homenagem especial nas redes sociais. Em publicação no Instagram, a cantora sertaneja compartilhou uma mensagem carinhosa destacando a importância da mãe em sua vida e trajetória.

“Aniversário dela. Foi ela quem me ensinou tudo que sei e o que eu ainda não sei, ela briga comigo até eu aprender. A gente não é muito de falar ‘eu te amo’, mas também nunca precisou”, escreveu a artista, ressaltando a relação próxima e sincera entre as duas.

Na sequência, Ana explicou que o amor entre mãe e filha é demonstrado nas pequenas atitudes do dia a dia. “Porque existem mil e uma formas de mostrar o quanto a gente se gosta. Na comida, no ‘mãe, me empresta seu sapato?’ e você deixar, no ‘filha, você nem usa essa bolsa, dá pra mãe?’ e eu dou”, completou a sertaneja, emocionando os seguidores.

Fonte: TOP FAMOSOS

Comentários Facebook
Veja Mais:  Rita Lobo tem primeiro programa na grade da Globo após as 23hs00: ‘Contar história’
Continue lendo

Famosos

Fernanda Paes Leme mostra rotina de pilates e brinca com seguidores: ‘Gostosa!’

Publicado

A atriz e apresentadora Fernanda Paes Leme, de 42 anos, segue firme nos cuidados com o corpo e a saúde enquanto se prepara para comemorar o segundo aniversário da filha, Pilar, no próximo dia 17. Nesta quarta-feira (8), a artista compartilhou nos Stories do Instagram um momento de sua rotina de exercícios durante uma aula de pilates.

No vídeo, a apresentadora aparece mostrando elasticidade e equilíbrio ao realizar os movimentos, usando um conjuntinho de regata e short azul-claro que destacou sua silhueta. Em tom descontraído, ela brincou com os seguidores ao escrever: “Mães gostosas, mexeram o corpitcho hoje?”.

Para embalar o momento, Fernanda escolheu a música Corpitcho, da cantora Maria Rita, reforçando o clima leve e motivador da publicação. A atriz costuma compartilhar treinos e momentos da maternidade nas redes sociais, incentivando seguidores a manterem uma rotina saudável.

Fernanda Paes Leme em aula de pilates

Fonte: TOP FAMOSOS

Comentários Facebook
Veja Mais:  Belo estreia em novela ‘Três Graças’ e impressiona: ‘Se saiu muito bem!’
Continue lendo

Famosos

Fabiana Justus celebra renascimento após transplante e 15 anos de casamento

Publicado

Fabiana Justus, de 39 anos, tem motivos especiais para celebrar nesta quinta-feira (9). A empresária comemorou dois anos da pega da medula após o transplante realizado para tratar uma leucemia mieloide aguda, além de completar 15 anos de casamento com Bruno Levi D’Anconna. A data foi marcada por uma emocionante publicação em suas redes sociais.

Em seu Instagram, Fabiana destacou o significado do momento e falou sobre o sentimento de renascimento após enfrentar o tratamento. “Hoje é o dia do meu renascimento. Eu sei que a gente comemorou dois anos do transplante, mas comemoro de fato meu aniversário, meu renascimento, hoje. Sou mais nova do que o Luigi [seu filho caçula]. Estou com um sorriso daqui até aqui desde a hora em que acordei”, escreveu.

A empresária também celebrou o aniversário de casamento com o marido e reforçou a importância do dia em sua vida. “Também completo 15 anos de casada com o Bruno. Não sei nem explicar o quanto esse dia é especial para mim”, declarou, emocionando seguidores com o relato de superação e gratidão.

Fonte: TOP FAMOSOS

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana