Mato Grosso
Juízo 100% Digital colabora com incremento de receita de Mirassol D’Oeste
Crédito: Assessoria TJ MT
Celeridade e transparência da movimentação processual foram consideradas as maiores vantagens do Juízo 100% Digital pelo procurador do município de Mirassol D’Oeste, Danilo Ochiuto. Segundo ele, a inovação agilizou a arrecadação de passivos ajuizados. “Essa facilidade ajuda no incremento de receita no município, pois muitos desses processos são Executivos Fiscais que necessitam de acompanhamento diário, realizado agora de forma remota”, elogiou.
O procurador destaca que a Fazenda Pública firmou Termo de Acordo de Adesão com a 1ª Vara de Mirassol D’Oeste, onde foi implantado o Juízo 100% Digital. Isso significa dizer que em apenas um ato, o município concorda com a utilização do Juízo 100% Digital em todas as ações nas quais é parte. “O serviço é um avanço enorme, tanto para o cidadão quanto para os advogados. Principalmente para nós procuradores, já que são inúmeros processos de Execução Fiscal, Ações Cíveis Públicas, e de qualquer lugar podemos distribuir processos, fazer manifestações, inclusive realizar audiências virtuais”, explicou.
Na opinião do procurador, o Juízo 100% Digital possibilitou que o cidadão e todos os advogados usem a tecnologia para ter acesso à Justiça, sem ter que necessariamente comparecer fisicamente aos Fóruns das Comarcas. “Isso fez com que os processos se tornassem mais céleres, e que qualquer advogado consiga fazer suas movimentações, manifestações, acompanhar suas publicações em qualquer lugar que esteja. Vejo isso como um grande avanço para os serviços judiciais e para o desenvolvimento dos processos em âmbito de todos os juízos, tanto em Primeira quanto em Segunda Instância”, avalia.
“Tem-se observado que as partes que vêm optando pela adesão do projeto piloto estão satisfeitas sobretudo ante a praticidade de atos processuais, a celeridade e economia processuais. É uma inovação que reflete o futuro do processo, sem perder de vista princípios constitucionais”, avalia a juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, que coordenada o Juízo 100% Digital de Mirassol.
Juízo 100% Digital – Também fazem parte do projeto piloto em Mato Grosso: a 2ª Vara Especializada em Direito Bancário de Cuiabá; 3ª Vara Cível de Cuiabá; 8º Juizado Especial Cível de Cuiabá; 1ª Vara Especializada em Direito Bancário de Cuiabá; 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá; Juizado Especial do Jardim Glória de Várzea Grande; 3ª Vara Cível de Várzea Grande; Vara Especializada em Direito Bancário de Várzea Grande; 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Rondonópolis; Vara Especializada dos Juizados Especiais de Sinop; 3ª Vara Cível de Cáceres; e 3ª Vara Cível de Alta Floresta.
Com a aprovação da regulamentação do Juízo 100% Digital pelo Órgão Especial do TJMT, a iniciativa será ampliada para mais 89 unidades judiciárias do Primeiro Grau de Jurisdição nas comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Sorriso, Tangará da Serra e Mirassol D’Oeste incorporando as melhorias identificadas ao longo da execução do projeto piloto.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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