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Julio Campos desiste de disputar eleições 2018

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Se é verdade que algumas pessoas vêm ao mundo predestinadas a cumprir uma missão, esse foi, seguramente, o caso do agrônomo Júlio José de Campos, considerado uns dos políticos mato-grossense mais influentes das quatro últimas décadas deste século. Assim como “Navegantes Deste Mundo”, do poema épico de Homero, em que ele falou: Sinto a maré me levar…Para onde irei? Ainda não sei Navegando vou…Um dia de cada vez.

Em entrevista exclusiva ao Página 12 – Júlio Campos revelou que não será mais candidato a deputado estadual, mesmo estando entre os primeiros colocados em todas as pesquisas eleitorais feitas nas últimas semanas. “A pedido das minhas filhas e com o coração partido não serei mais candidato”, relevou Júlio Campos no auge dos seus 71 anos, e encerrando em definitivo sua trajetória política em mandatos eletivos.

Primogênito do casal Júlio Domingos de Campos e Amália Curvo de Campos, Júlio Nasceu em Várzea Grande, interior de Mato Grosso, no dia 11 de Dezembro de 1946. Estará, portanto, completando este ano 72 anos. Seus pais ainda tiveram mais nove filhos: Doralice, Circe, Juraci, Jaime, João, Ivete, Benedito, Marilene e Márcia.

Dividiu a infância e a adolescência entre a realidade e o interesse pela política. Seu pai ‘Fiote’ era uns dos lideres do PSD em Várzea Grande assim como o ex-prefeito Licínio Monteiro da Silva e foi alimentado nas conversas com o pai e com Licínio, que decidiu se lançar na política.

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A política, no entanto, haveria de se impor, naturalmente, na vida do ex‑governador, que desde criança manifestava o dom da palavra. Eleito prefeito em 72 com apenas 25 anos, considerado uns dos mais jovens na história de Mato Grosso, Júlio não parou aí. Foi também eleito Federal pelo Partido Democrático Social (PSD) e Partido da Frente Liberal (PFL) em 1979, 1987 e 2011. Em 1982 foi eleito o primeiro governador de Mato Grosso após a divisão com apenas 33 anos e senador em 1990. Júlio Campos também já pertenceu a Arena está filiado atualmente ao Partido dos Democratas.

Após intensa militância estudantil no Centro Acadêmico de Agronomia de Jaboticabal, interior de São Paulo, como vice‑presidente, Júlio Campos forma-se em engenheiro agrônomo e retornou para Várzea Grande onde assumiu a pasta de Secretário de Viação e Obras Públicas na Prefeiura. Também foi professor da Universidade Federal de Mato Grosso e chefiou o setor de Colonização e Operações da Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (CODEMAT).

A projeção nacional veio em 1992, ao se eleger primeiro secretário do Senado Federal, segundo cargo mais importante da Casa. Júlio já foi também conselheiro efetivo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, cargo pelo qual ase aposentou.

No seu último mandato como deputado federal em 2014, Júlio Campos foi cassdo pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) por suposta compra de votos e gasto ilícito de dinheiro público na sua campanha eleitoral. Contudo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da decisão monocrática da ministra Maria Thereza, reformou a decisão do TRE por verificar que restou comprovado que tais alegações não mereciam prosperar, tendo em vista a inexistência de qualquer prova neste sentido.

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Com efeito, após as devidas comprovações, o Tribunal Superior Eleitoral devolveu os direitos políticos ao ex-prefeito, ex-governador, ex-senador e ex-deputado Julio Campos que desabafou na época: “O prejuízo político, eleitoral e emocional, decorrente da condenação pelo TRE é irreparável, mas nada como um dia após o outro para que, com a graça de Deus, a verdade seja restabelecida”, disse Júlio camnpos emocionado na época.

Ainda na lide como um excelente articulador político, Júlio promete ainda ajudar a eleger seu irmão Jaime Campos ao Senado e o ex-prefeito Mauro Mendes ao Governo de Mato Grosso.

Assessoria

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Convenção do MDB apresenta pré-candidatura de Léo Bortolin na próxima semana em Primavera do Leste

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Encontro será realizado na quinta-feira (23), na Chácara Vitória, contará com a presença da presidente estadual da sigla, Janaina Riva, e deverá reunir filiados, apoiadores e lideranças políticas

Foto- Assessoria

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) realiza, na próxima quinta-feira (23), a Convenção Municipal do partido em Primavera do Leste para a oficialização da pré-candidatura do ex-prefeito Leonardo Bortolin a deputado estadual. O ato político será realizado na Chácara Vitória, com concentração a partir das 17h e início da solenidade oficial às 18h.

O encontro contará com a presença da presidente do MDB de Mato Grosso, Janaina Riva, e deverá reunir filiados, apoiadores e lideranças políticas de Primavera do Leste e de outros municípios do estado. Além das atividades previstas na convenção municipal, o evento marcará a apresentação da pré-candidatura de Bortolin para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Conhecido como Léo Bortolin, ele foi vereador e prefeito de Primavera do Leste por dois mandatos, entre 2017 e 2024. Também presidiu, até março deste ano, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), período em que ampliou sua atuação política e o contato com gestores e lideranças de diferentes regiões do estado.

AGENDA

O quê: Convenção Municipal do MDB e apresentação da pré-candidatura de Leonardo Bortolin a Deputado Estadual;

Presença confirmada: Presidente estadual do MDB-MT, Janaina Riva;

Quando: quinta-feira, 23 de julho, a partir das 17h;

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Onde: Chácara Vitória – Avenida dos Trabalhadores, nº 1840, Primavera do Leste – MT;

Programação: Concentração a partir das 17h | Solenidade oficial e início das atividades às 18h.

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Republicanos de MT marca convenção para o dia 4 de agosto em Cuiabá 

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Agendado para as 18h, evento ocorrerá no Ginásio Dom Aquino com lideranças e apoiadores do partido  

Otaviano Pivetta

O partido Republicanos de Mato Grosso oficializou que a sua convenção partidária ocorrerá na terça-feira, dia 4 de agosto, às 18h no Ginásio Dom Aquino, para lançar os nomes à disputa eleitoral deste ano.  

Nessa data, a agremiação vai oficializar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta. 

Além disso, o partido pretende confirmar os nomes que disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Atualmente, o Republicanos tem cinco deputados com mandato ativo (Diego Guimarães, Dr. Eugênio, Nininho, Paulo Araújo e Valmir Moretto) e é a maior bancada do parlamento. A sigla também oficializa na data as candidaturas a deputados federais.  

O evento contará com as principais personalidades do partido, além de siglas aliadas e lideranças que apoiam os projetos políticos apresentados. 

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Wilson Santos contesta cobrança de novo pedágio e alerta para injustiça social

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O deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez um pronunciamento contundente na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (15), contra a proposta de instalação de novas praças de pedágio entre os municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé e a comunidade do Chumbo. Ele afirmou que não é contrário ao sistema de concessões e à cobrança deste tipo de serviço, mas criticou a ausência de uma política socioeconômica que considere as diferenças de renda da população a ser impactada com a cobrança.

O parlamentar alertou para o avanço gradual da política de implantação de pedágios no Estado e demonstrou preocupação com a expansão das cobranças para regiões marcadas pela vulnerabilidade social. “A vida é mais ou menos assim, começa devagarinho, de forma discreta, lentamente, aos poucos vai tomando velocidade. Aí, vai ganhando corpo e vai comendo tudo. Eu sempre digo e vou repetir a frase: quando a esperteza é demais, ela come o próprio dono. Essa questão de pedágios em estradas em Mato Grosso começou lentamente. Agora querem colocar pedágio na região da comunidade Chumbo, uma das regiões mais pobres de Mato Grosso”, pronunciou.

Wilson Santos destacou também que Poconé apresenta um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado e defendeu que decisões dessa natureza levem em consideração a realidade econômica das comunidades diretamente atingidas. “O município de Poconé tem um dos piores índices de desenvolvimento humano do país, comparado às regiões mais pobres da África. Eu não sou contra a política de pedágios. Mas é preciso haver responsabilidade, planejamento, equilíbrio e bom senso”, declarou.

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Na avaliação dele, a atual forma de cobrança desconsidera completamente a capacidade financeira dos usuários das rodovias, impondo o mesmo valor tanto para grandes empresários quanto para cidadãos de baixa renda. “O pedágio não tem um perfil econômico-social. Ele cobra do produtor de 500 mil hectares de soja o mesmo que cobra alguém que recebe Bolsa Família. Não há justiça no pedágio. O estudante universitário, um pequeno produtor rural, um produtor de leite e um pequeno comerciante. Todos pagam o mesmo valor de um grande produtor e industrial”, justifica.

Ao encerrar a sua manifestação em plenário, o parlamentar classificou como inadequada a proposta de implantação das novas praças de cobrança na região de Nossa Senhora do Livramento e Poconé. Logo com o seu posicionamento e demais colegas parlamentares, o Governo de Mato Grosso suspendeu imediatamente a decisão tomada em cobrar pedágios na região.

Lei – Embora tenha criticado a proposta da gestão estadual, Wilson Santos ressaltou que seu posicionamento não representa oposição ao sistema de pedágios. Tanto que ele é autor da Lei Estadual nº 11.491/2021, que garante aos usuários das rodovias estaduais o direito de efetuar o pagamento das tarifas por meio de Pix e cartões, ampliando as formas de quitação nas praças de cobrança.

A legislação foi sancionada em 2021 e passou a ser efetivamente aplicada nas praças administradas pela concessionária Nova Rota do Oeste a partir de setembro de 2025, após cobranças feitas pelo deputado. “Lembro que, no ano de 2024, em uma viagem entre Rondonópolis e Cuiabá, fiquei parado no pedágio por falta de outras opções para efetuar o pagamento. Cobrei a aplicação da nossa lei para que os motoristas pudessem pagar seus pedágios de forma simples e rápida. Agora, eles têm um acesso mais fácil e maior comodidade, como exige a lei”, comentou.

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Para Wilson Santos, a discussão não deve se limitar à cobrança de tarifas, mas sim à construção de uma política pública que concilie o financiamento da infraestrutura rodoviária com justiça social. Atualmente, Mato Grosso possui praças de pedágio em rodovias federais, como a BR-163, administrada pela Nova Rota do Oeste, e também em rodovias estaduais concedidas à iniciativa privada.

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