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Mato Grosso

Junta Comercial completa 50 anos de funcionamento

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Em cinco décadas de atividade, a Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) passou dos registros feitos no papel com letras desenhadas a mão para a era digital, na qual o cidadão nem sequer precisa ir ao local para fazer o registro da empresa. Mudanças que reduziram prazos. Antes eram necessários até três meses para abrir uma empresa e hoje, o processo demora menos de 48 horas para ser concluído via internet.

Para Gercimira Rezende, a primeira presidente mulher da Jucemat, a entrada do sistema na Junta Digital foi um fato marcante para a história da autarquia, pois eliminou grande parte dos documentos físicos e ainda permitiu a análise dos processos em ambiente virtual pela prefeitura, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e Receita Federal.

“Antes, os empresários faziam uma verdadeira peregrinação em todos os órgãos. E, quem era de fora da capital, ainda precisava pagar o deslocamento”.

Gercimira Rezende é a primeira presidente mulher da Junta Comercial de Mato Grosso

Rezende argumenta ainda que o tempo de atendimento presencial também reduziu. Os motivos seriam o esforço dos servidores, bem como as capacitações constantes. “Merecem destaque especial todos os diretores, servidores e usuários. Eles contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento da autarquia, que passou por registros manuais, máquinas de escrever, computadores e agora aderiu a forma eletrônica.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Leopoldo Mendonça, lembra que a partir da Junta Digital também foram facilitados diversos serviços ao cidadão em órgãos distintos, como Tribunal Regional de Trabalho (TRT), polícias, Receita Federal. “Antes, as mesas da Jucemat ficavam carregadas de ofícios como solicitação de informação. Agora, investigações e processos seguem de forma mais célere”.

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Mendonça lembra que a atuação da Jucemat nas seleções de programas sociais, como Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, foi essencial. Todos os inscritos tiveram as informações consultadas para saber se não tinham empresas em seu nome. “Dentro da atividade, conseguimos impedir fraudes no processo”.

Arquivos

Nos arquivos da autarquia, que é vinculada à Sedec, está desde o primeiro livro, que além do nome da empresa tinha nas páginas estampado o brasão da família solicitante, até os últimos processos manuais, recentemente organizados e digitalizados, por meio de uma parceira com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Mato Grosso.

Um acervo atrativo para estudantes de pós-graduação, professores e pesquisadores que tentam entender a economia estadual e ainda fazer prognósticos para o futuro.

Documento da Companhia Matte Laranjeiras, cujos proprietários eram da família Murtinho

Em um dos documentos de 1983, a empresa Matte Larangeiras registrava com detalhes como seria o saco utilizado no transporte dos produtos, bem como qual brasão seria estampado. Tudo isto para evitar ter o nome envolvido em casos de contrabando.

A técnica em Desenvolvimento Econômico da Junta Comercial, Gracimeire da Silva relata que os livros mais procurados por estudantes são os antigos, principalmente os do século XVII e XIX. “Neles estão não só os Murtinho, como também os Ponce de Arruda, Paes de Barros e outros sobrenomes tradicionais”.

A Junta Comercial foi criada em 1968 pelo então governador Pedro Pedrossian. Antes disto, os registros eram realizados por meio de inspetorias, que eram subordinadas ao estado de São Paulo. “Eles focavam os trabalhos nas regiões de portos e montavam as inspetorias, uma espécie de filiais, nos demais estados”, esclarece Gracimeire.

Mato Grosso

MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.

 

Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.

 

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.

 

As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

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O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.

 

Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Mato Grosso

Sérgio Ricardo reforça papel constitucional do TCE-MT e defende atuação fiscalizatória

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Conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o papel do órgão na garantia da correta aplicação dos recursos públicos, em artigo publicado nesta segunda-feira (15). Para além do julgamento de contas, a publicação reforça a importância da fiscalização, prevista pela Constituição Federal como um dos pilares do controle externo.

No texto, intitulado “Fiscalizar é obrigação constitucional do Tribunal de Contas”, o conselheiro lembra que os Tribunais de Contas possuem natureza própria e que as garantias asseguradas a seus membros existem para preservar a independência da instituição. Segundo ele, dar publicidade ao trabalho de fiscalização faz parte da missão institucional do Tribunal.

“Uma Corte de Contas passiva diante de sinais de irregularidade não é prudente: é inconstitucional. A imparcialidade não obriga cegueira preventiva; muito menos pode ser invocada para relevar ilegalidades”, observa.

A íntegra do artigo está disponível no link abaixo. Fiscalizar é obrigação constitucional do Tribunal de Contas

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Mato Grosso

Gefron e Força Tática apreendem 248 quilos de cocaína e provocam prejuízo de R$ 4 milhões às facções criminosas

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Gefron e Força Tática apreendem 248 quilos de cocaína e provocam prejuízo de R$ 4 milhões às facções criminosas -

Gefron/MT

Uma operação integrada do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Força Tática do 12º Comando Regional da Polícia Militar resultou na apreensão de 248 quilos de cloridrato de cocaína, nesta segunda-feira (15.6), em Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá). A ação provocou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões às facções criminosas.

Três suspeitos, sendo dois homens e uma mulher, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Foram apreendidos também dois veículos que estavam sendo utilizados para o transporte dos entorpecentes.

Após receber a informação de que dois veículos estariam transportando entorpecentes da Bolívia com destino a Pontes e Lacerda, equipes do Gefron e da Força Tática, da Polícia Militar, realizaram um bloqueio na MT-473.

Os veículos monitorados se aproximaram do bloqueio e foram abordados. Durante as buscas no Fiat Palio Adventure, os policiais encontraram um aparelho de comunicação via satélite. Já as drogas, armazenadas em diversos fardos, estavam em um VW Gol.

Os suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados, junto com os veículos e os fardos de drogas, para a Polícia Federal.

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