Mato Grosso
Governo de MT abre inscrições para 1º edição do Prêmio Anual de Jornalismo; vencedores podem ganhar até R$ 50 mil

O Governo de Mato Grosso abriu as inscrições para a primeira edição do seu Prêmio Anual de Jornalismo. Nesta sexta-feira (31.10), o governador Mauro Mendes sancionou o projeto de lei que cria a premiação, em cerimônia realizada com a presença de dezenas de jornalistas no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. As regras do edital também foram divulgadas no evento.
O governador Mauro Mendes afirmou que o prêmio faz parte das políticas de reconhecimento de resultados implementadas pela atual gestão e citou a Gratificação por Resultado, a Premiação Anual por Eficiência e Resultado, o Prêmio de Eficiência e o Prêmio de Eficiência e Inovação em Práticas Públicas para as áreas de educação, segurança e serviço público, respectivamente.
“Isso faz parte de um processo que criamos aqui no Estado, de dar uma premiação por algo extraordinário que se possa fazer para além do trabalho do dia a dia. Ao longo da história da humanidade, conhecemos histórias de pessoas que fizeram coisas extraordinárias e, para fazê-las, precisamos de motivação e de um esforço para entregar um resultado diferenciado, não apenas um dom. Esse prêmio vai ao encontro do que fazemos, de criar uma cultura de meritocracia. É também um reconhecimento pelo trabalho de comunicação dos bons profissionais que temos em Mato Grosso”, afirmou.
Serão distribuídos, no total, R$ 750 mil em dinheiro para os vencedores. O objetivo do Prêmio Anual de Jornalismo é buscar reconhecer, valorizar e incentivar os profissionais da imprensa que mais se destacaram na produção de conteúdos jornalísticos que valorizem o Estado de Mato Grosso. O tema central da primeira edição da premiação é “Políticas Públicas Estaduais inovadoras que tornaram Mato Grosso um lugar melhor para se viver”.
“Esta é a melhor premiação do Brasil para reconhecimento do profissional da imprensa que um governo de estado realiza no país. Mais uma vez, mostramos que o Estado não é só pujante economicamente, mas que valoriza também seus profissionais. Acho que precisa ter essa cultura de contar boas histórias e tirar essa pecha de que só notícia ruim é o que vende. Esse é o grande papel fundamental desse prêmio: valorizar o profissional que sabe contar as boas histórias que esse Estado produz”, pontuou a secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, destacou que o profissional da imprensa tem um desafio na atualidade, que é o de comunicar a verdade.
“No mundo de hoje, onde as mensagens circulam com tanta velocidade pelas redes sociais e WhatsApp, ficou o desafio dos jornalistas de comunicar a verdade. Na liberdade de falar o que quer, seja ou não verdade, perde-se o controle das mensagens e de como elas serão capturadas pela sociedade. Portanto, é importante que a gente saiba que o jornalista exerce esse papel essencial de comunicar com veracidade os fatos que acontecem e impactam a vida de cada cidadão no nosso país”, disse.
Homenagens
Durante a divulgação do edital, o Governo de Mato Grosso também distribuiu homenagens para os parentes do jornalista Ademar Andreola e do fotojornalista Marcos Vergueiro, que dão nome ao Prêmio de Jornalismo e à categoria de fotojornalismo, respectivamente.
Ademar e Marcos trabalharam por anos na imprensa mato-grossense e também contribuíram com a comunicação pública do Estado, informando as ações do governo ou registrando momentos históricos. Ambos eram servidores do Estado no momento de seus falecimentos.
“Essa homenagem representa o reconhecimento do governo pelo trabalho que Marcos desempenhou durante tantos anos em que esteve aqui. Com muita dedicação, ele tirou fotos e ajudou a registrar momentos históricos para o Estado. Estamos muito emocionadas por essa homenagem. O Marcos era um apaixonado pela fotografia”, afirmaram as servidoras públicas Maria Rita Vergueiro e Victória Vergueiro, esposa e filha do fotojornalista, que receberam a homenagem em nome do governo.
A jornalista Noelisa Andreola, filha do jornalista Ademar, recebeu a homenagem em nome do governo.
Regras da premiação
Pelo tema central da primeira edição do prêmio, os profissionais da imprensa podem inscrever apenas um trabalho nas cinco categorias. As inscrições estão abertas, são gratuitas e se encerram no dia 30 de novembro – clique aqui para se inscrever. Podem participar jornalistas de todo o país.
Além dos dados pessoais, o jornalista também precisa informar o seu registro profissional, o DRT. Os coautores serão informados na inscrição principal deste profissional, sem a necessidade de informar os dados cadastrais ou realizar um novo cadastro. É vedada a participação de jornalistas que trabalhem como assessores de imprensa em órgãos públicos.
Os vencedores vão ganhar um total de R$ 750 mil em dinheiro, sendo R$ 50 mil para o primeiro lugar, R$ 35 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro, por cada categoria.
Podem participar as produções jornalísticas publicadas entre 1º de julho e 30 de novembro. As categorias do prêmio são:
- Jornal impresso: para reportagens em texto publicadas em jornais e revistas, com até 4 mil caracteres;
- Internet: para reportagens publicadas em sites, com até 3 mil caracteres;
- Vídeo: para reportagens veiculadas em canais de televisão ou publicadas em plataformas digitais de vídeo, sendo possível também episódios de podcasts publicados em plataformas de vídeo, com duração mínima de 3 minutos e 30 segundos e máxima de 6 minutos;
- Áudio: para reportagens em áudio veiculadas em emissoras de rádio, sendo também aceitos episódios de podcast publicados em plataformas de streaming, com duração mínima de 3 minutos e 30 segundos e máxima de 6 minutos;
- Fotografia: para a melhor foto ou série de fotos publicadas em veículo impresso ou digital.
Os assuntos das reportagens e fotografias, relacionados ao tema central, podem estar nos seguintes eixos temáticos: Infraestrutura, Social, Meio Ambiente, Educação, Empreendedorismo, Agricultura, Saúde, Cultura, Esporte, Segurança, Ciência e Tecnologia e Turismo.
Após as inscrições, uma comissão, formada por dois integrantes do governo e um da Faculdade de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), avaliará as reportagens e definirá os finalistas com base na relevância, contribuição social, qualidade técnica, originalidade ou inovação, impacto e repercussão das reportagens e fotografias inscritas.
A cerimônia de divulgação dos vencedores da primeira edição está marcada para o dia 18 de dezembro.
Calendário
Inscrições – 31/10/2025 a 30/11/2025
Fase de julgamento – 5/12/2025 a 15/12/2025
Divulgação – 18/12/2025
Clique aqui para acessar o edital e conferir as demais regras do edital.
Dispositivo
Participaram da solenidade o deputado estadual Beto Dois a Um e o secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, além dos secretários adjuntos da Secom, Carol Sanford (Jornalismo), Rosane Brandão (Comunicação Dirigida), Gabriela Clemente (Publicidade) e Adriano Morais (Administração Sistêmica).
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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