Mato Grosso
Mais de 3 mil alunos recebem certificado de conclusão do curso de computador
A vontade usar o computador sem depender da ajuda de ninguém foi o que motivou a aposentada Maria Bertulio de Camargo a participar do curso de operador de computador, oferecido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT).
Aos 76 anos e com muitos motivos para desistir, Maria foi uma dos 3,5 mil alunos que concluíram as 160 horas do curso. “Tive muita dificuldade para aprender, mas os professores me incentivaram a continuar. Hoje eu já consigo fazer muita coisa com o computador, até pesquisar receitas de crochê”, comemora.

A iniciativa, que faz parte do Programa Bom Começo e visa atender ao público com idade acima de 14 anos, foi idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes. A expectativa é que até o final do ano sete mil alunos sejam capacitados. As aulas da próxima turma começam na terça-feira, 1º de outubro.
A secretária da Setasc, Rosamaria de Carvalho, destaca que a realização do programa só ocorreu devido às parcerias firmadas. “Observando o contexto financeiro que o Estado enfrenta, não teríamos condições de oferecer sete mil vagas gratuitas. A Seciteci disponibilizou os computadores. O Senai ministrou o curso e a Setasc distribuiu as vagas para entre as comunidades”, pontuou.
A coordenadora Regional de Educação do Senai, Deisy Rhoden, explica que toda a composição do curso visou preparar também as pessoas para o mercado de trabalho. “É o primeiro passo para que o interessado conquiste um emprego”. O jovem Carlos Eduardo Lopes da Silva, que também participou do curso, acredita que as noções aprendidas vão ajudar a compor o curriculum profissional. “Tem muita gente da minha idade que não teve a mesma oportunidade. O que aprendi vai ser importante para buscar emprego”, disse.
Mato Grosso
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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