Mato Grosso
Mais de 3,5 mil policiais são mobilizados para garantir a segurança nas festividades do Carnaval em MT

Mais de 3.500 policiais militares e civis foram mobilizados para garantir a segurança dos foliões durante as festividades de Carnaval em Mato Grosso. O reforço começou no dia 21 de fevereiro, com o Desfile dos Blocos e Escolas de Samba, na Arena Pantanal, em Cuiabá, e segue até a terça-feira (4.3) em diversos bairros da Capital e municípios do estado.
A Polícia Militar atua com patrulhamento tático, ostensivo e repressivo em locais onde ocorrem as festividades, além de pontos e vias com grande circulação de pessoas. No dia 21, a Instituição deflagrou a Operação Tolerância Zero – Edição Carnaval 2025, que conta com o reforço ostensivo de 1.200 policiais em 13 municípios com programação de Carnaval.
O reforço ocorre em Cuiabá, Chapada Dos Guimarães, Guiratinga, Barra do Garças, Acorizal, Cotriguaçu, Lucas do Rio Verde, Santa Terezinha, Canabrava do Norte, Poconé, Santo Antônio do Leverger, Barão de Melgaço e Nossa Senhora do Livramento.
Somente na Baixada Cuiabana, cerca de 300 policiais militares reforçam o policiamento diário durante a programação de Carnaval na região.
Além do efetivo policial dos batalhões de área, equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTran), Policiamento Montado (Cavalaria) e Proteção Ambiental (BPMPA) reforçarão os efetivos de rua, bem como as companhias de Força Tática, Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).
O subchefe do Estado Maior, coronel José Nildo, destacou que o efetivo está empregado especialmente nas cidades-polo do Carnaval de Mato Grosso por meio da Operação Tolerância Zero – edição Carnaval 2025, com objetivo de fortalecer o policiamento em diversos pontos de festividade.
“A programação teve início em Cuiabá, com o desfile das escolas de samba e blocos na Arena Pantanal, e agora seguimos com as ações nas cidades da Baixada Cuiabana, que possuem festas tradicionais. O objetivo é garantir a segurança da população e coibir crimes em locais com grande concentração de foliões. A Polícia Militar estará atuando com o policiamento voltado, principalmente, para essa atividade, não descuidando, logicamente, dos serviços diários, das operações regulares que já ocorrem”, destacou o coronel José Nildo.
Já a Polícia Civil contará com efetivo disponível de 2.357 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, que atuarão em unidades da região metropolitana e no interior do estado de sexta-feira (28) a terça-feira (4). Dentre as equipes empregadas para o período, estão os policiais que trabalham em sistema de plantão nas delegacias e as equipes de sobreaviso que ficam de prontidão para atendimentos de urgência.
“A Polícia Civil de Mato Grosso está pronta e organizada para que os mato-grossenses e visitantes festejem ou descansem da melhor maneira possível neste Carnaval de 2025”, afirmou a delegada-geral, Daniela Maidel.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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