Mato Grosso
Mais de seis mil pessoas foram atendidas por projetos sociais da PM
Em 2019, a Policia Militar esteve presente e atuante no combate a criminalidade nos 141 municípios de Mato Grosso. Além da atividade na segurança pública, os policiais militares também participam de importantes projetos sociais espalhados no estado. A corporação desenvolveu ao longo deste ano 24 projetos sociais, atendendo mais de seis mil pessoas, entre crianças e adultos, seja com atividades esportivas, educacionais ou palestras orientativas.
A coordenadora de Policia Comunitária e Direitos Humanos da Policia Militar, tenente-coronel Emirella Perpétua Martins falou que a importância dos projetos sociais não é apenas diminuir os índices criminais, mas também promover a sensação de segurança para a sociedade.
“Nós encerramos este ano, comemorando os bons resultados das nossas ações com esse trabalho preventivo. Conseguimos levar a todos os cantos do estado essa sensação de segurança e mudar o destino com educação de crianças e adolescentes, conta tenente-coronel Emirella.
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Coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Policia Militar, tenente- coronel Emirella Perpétua Martins.
Policiais Militares do 8º Comando Regional de Juína encararam as águas do Rio Juruena e Rio do Sangue para levar palestras educativas sobre o consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas a 16 aldeias indígenas.
Os policiais identificaram o aumento de ocorrências de acidentes de trânsito, violência doméstica e lesão corporal nessas aldeias em decorrência do consumo de bebidas alcoólicas e tiveram a iniciativa de combater esses índices. Mais de 500 indígenas de diferentes etnias da região participaram. O sargento Rodrigo Deniz Araújo, que ministrou algumas apresentações conta que o ano está encerrando com baixo índices de ocorrências nessas aldeias.
“Constantemente havia ocorrências envolvendo indígenas, principalmente acidentes de transito, seja com motocicletas ou automóveis. Agora não fomos mais acionados nestas regiões. As aldeias receberam a gente muito bem, ouviram nossas orientações. Somos parceiros. Esse nosso projeto nos permitiu conscientizar eles que o consumo de bebidas alcoólicas e também do tabaco estão acabando com a cultura deles e a identidade indígena. A idéia é expandir as ações para mais aldeias e comunidades ribeirinhas”, explica o sargento.
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Equipes da PM no Rio Juruena à caminho de aldeias indígenas para levar palestras preventivas.
Na região metropolitana, projetos sociais de artes marciais atendem centenas de crianças e adolescentes nas unidades do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão Rotam, 4º Batalhão de Policia Militar de Várzea Grande.
No interior, a iniciativa de incluir a prática esportiva e disciplina na rotina de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social também motivou policiais militares a contribuir na formação de cidadãos de bem. Em Tangará da Serra, o projeto ‘Estrela da Serra de Judô’ atende 160 crianças e adolescentes entre 04 e 17 anos. As aulas de artes marciais ministradas por policiais militares gratuitamente conta com a parceria do Judiciário e também de Lojas Maçônicas.
Nesta última quarta- feira (18.12) o projeto promoveu a solenidade de troca de faixa de 100 alunos-atletas, que neste ano conquistaram 47 medalhas em competições esportivas, sendo 12 de ouro.
O sargento Weliton Fabiano é instrutor do ‘Estrela da Serra Judô’ e conta que além das aulas de judô e jiu- jitsu, o projeto também ajuda com aulas de reforço escolar.
“Essa aproximação da Polícia Militar com a sociedade é muito bem vinda. Temos alguns jovens que são atendidos pelo projeto que estiveram em conflito com a lei, e nós mostramos para eles que a pratica esportiva e a convivência com os policiais podem abrir possibilidades boas de uma vida melhor, longe da criminalidade. È um trabalho preventivo de segurança pública”, explica o sargento.
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Jovens atletas atendidos pelo do projeto social ‘Jiu- jitsu Rotam’.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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