Mato Grosso
Mais sete pontes de concreto começam a ser construídas na Transpantaneira

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) assinou a ordem de serviço para o início das obras de construção de sete novas pontes de concreto na rodovia MT-060, conhecida como Transpantaneira, no município de Poconé.
As novas pontes tem extensões variadas entre 47 e 71 metros e foram contratadas pela Sinfra por R$ 29,4 milhões. As estruturas estão distribuídas em mais de 60 quilômetros da Estrada Parque, atravessando os vários cursos d’água que cortam o Pantanal mato-grossense.
Segundo o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, o Governo de Mato Grosso trabalha com o objetivo de substituir todas as pontes de madeira da Transpantaneira. “As obras de substituição e pontes na Transpantaneira tem que ser feitas sempre no período da seca, quando é possível desviar o curso da estrada”, ele explica.
Desde o início de 2019, a Sinfra já eliminou 46 estruturas de madeira da rodovia. Deste total, 32 pontes foram substituídas por aduelas de concreto, estruturas que permitem a passagem de cursos menores de águas, com até 20 metros de extensão. Os projetos para substituir estas pontes foram elaborados pela equipe da Sinfra.
Também foram construídas e entregues 14 novas pontes de concreto na MT-060. Entre elas, está a ponte sobre o Rio Figueira que, com 120 metros de extensão, é a maior estrutura de concreto de toda a estrada.
“A construção de pontes de concreto significa uma economia para os cofres públicos. As pontes de madeira precisam ser reformadas todos os anos para aguentar as condições climáticas do Pantanal. Já as pontes de concreto serão um legado para o turismo e para a população dessa região”, explica o secretário.
A Sinfra ainda vai licitar mais 34 pontes de concreto para acabar com todas as pontes de madeira.
Além disso, o trabalho para encabeçamento das pontes também trouxe um ganho ambiental. Segundo foi explicado pelo gerente da Estrada Parque Transpantaneira, Paulo Abranches, este trabalho serviu para aumentar a água reservada, o que beneficia os animais pantaneiros. Ele também destacou que o nivelamento das pontes aumenta a visibilidade para os automóveis e reduz acidentes.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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