Mato Grosso
Mato Grosso é o maior vencedor da etapa regional dos Jogos Escolares da Juventude
Com cinco títulos de campeão e quatro de vice-campeão, Mato Grosso foi a delegação com mais conquistas na etapa Regional Verde dos Jogos Escolares da Juventude, realizada em Palmas (TO), de 12 a 15 de setembro. As nove equipes do Estado estão agora classificadas para a etapa Nacional, que ocorrerá em novembro, na cidade de Blumenau (SC).
Foram quatro dias de emoção, alegrias e frustrações para 130 estudantes mato-grossenses, de 12 a 17 anos, que disputaram as modalidades de basquete, futsal, handebol e vôlei. Campeões estaduais, os jovens atletas representaram Mato Grosso na fase Regional Verde da competição que contou com os sete Estados da Região Norte e mais o Distrito Federal, segundo colocado no número de títulos, com oito equipes classificadas.
Para Cristiano Fripp, treinador do handebol masculino da categoria A (de 15 a 17 anos), os bons resultados são reflexos da transparência oferecida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) na organização da viagem da delegação mato-grossense.
“A Secel trabalhou sempre com a verdade, sendo transparente. A organização e a previsibilidade da Secretaria permitiram que as equipes se organizassem também de forma tranqüila. Para o esporte, especialmente na fase escolar, isso é muito importante”, destacou o técnico campeão em sua modalidade.
Organizadas pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), mais duas etapas Regionais habilitam as escolas representantes dos demais Estados para a final Brasileira da competição. Em Mato Grosso, as fases regionais e estaduais são realizadas pela Secel – que também fica responsável pela delegação do Estado nas etapas nacionais.
“O evento é maravilhoso. Temos muita confiança nos técnicos de nossos filhos e no pessoal do Governo do Estado que ajuda na organização. Estamos acompanhando e torcendo muito”, contaram Cristiane Padilha e Simone Ribeiro, mães dos atletas do futsal de 15 a 17 anos, Jordan e André, respectivamente. As duas superaram a distância e foram torcer pessoalmente por seus filhos na capital tocantinense.
Jordan em disputa de bola enquanto sua mãe torce na arquibancada – Foto por: Alexandre Loureiro/COB
Com instituições públicas e particulares de Barra do Garças, Cuiabá, Pedra Preta, Primavera do Leste e Sorriso, a participação nos Jogos mostrou ao país a qualidade do esporte escolar em Mato Grosso. Apesar de quatro das 13 equipes da delegação mato-grossense não terem passado para a fase nacional, todas conquistaram boas colocações na competição. Veja os resultados no final do texto.
Em outubro, estudantes que praticam esportes individuais disputam os títulos de campeões estaduais e as vagas para vivenciar a maior competição escolar do país, juntando-se ao grupo de equipes habilitadas para a etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude.
“Agradeço demais por estar competindo. Sei que muitas meninas queriam estar em nosso lugar, chegar aonde nós chegamos, está sendo tudo muito bom. E vai ser ainda mais incrível no Brasileiro em Blumenau”, comemora Carla Cristina da Silva, autora de dois gols na partida que classificou a equipe de futsal feminino da categoria B (12 a 14 anos) para a fase nacional.
Destaques
A Escola Estadual 13 de Maio, de Sorriso, foi a instituição que mais se destacou na Regional Verde, em Palmas. Quatro equipes participaram dessa fase brasileira e três foram campeãs: basquete feminino (12 a 14 anos), handebol feminino (15 a 17) e handebol masculino (15 a 17). Além disso, a equipe de handebol masculino (12 a 14 anos) já havia conseguido a classificação direta para Blumenau 2019.
Equipe de handebol feminino (15 a 17 anos) em disputa de semifinal – Foto por: Alexandre Loureiro/COB
Já a Escola Interativa Coopema, de Barra do Garças, garantiu as vagas para a etapa nacional com as duas equipes que disputaram a Regional Verde: basquete masculino (12 a 14 anos) e vôlei feminino (15 a 17 anos).
Por Mato Grosso ter ficado entre os cinco primeiros colocados nas modalidades durante a competição nacional do ano anterior, outras duas equipes da categoria A (15 a 17 anos) também foram habilitadas de forma direta para a fase final na cidade catarinense: vôlei masculino, do Colégio Isaac Newton, em Cuiabá e basquete feminino, do Colégio Regina Pacis, em Sinop. Os dois times foram campeões da etapa estadual mato-grossense.
Regional Verde – resultados MT
Basquete feminino 12 a 14 anos
Campeão: Escola Estadual 13 de Maio, de Sorriso
Basquete masculino 12 a 14 anos
Campeão: Escola Interativa Coopema, de Barra do Garças
Basquete masculino 15 a 17 anos
3° lugar: Colégio Isaac Newton, de Cuiabá
Futsal feminino 12 a 14 anos
Vice-campeão: Centro de Ensino Aquarela, de Primavera do Leste
Futsal masculino 12 a 14 anos
6° lugar: E. E. Dez de Dezembro, de Pedra Preta
Futsal feminino 15 a 17 anos
4° lugar: Escola Estadual 13 de Maio, de Sorriso
Futsal masculino 15 a 17 anos
Vice-campeão: Colégio Fato, de Cuiabá
Handebol feminino 12 a 14 anos
Campeão: Colégio Mãe Divina Providência, de Primavera do Leste
Handebol feminino 15 a 17 anos
Campeão: Escola Estadual 13 de Maio, de Sorriso
Handebol masculino 15 a 17 anos
Campeão: Escola Estadual 13 de Maio, de Sorriso
Vôlei feminino 12 a 14 anos
3° lugar: Colégio Isaac Newton, de Cuiabá
Vôlei masculino 12 a 14 anos
Vice-campeão: Centro Educacional Maria Auxiliadora-CEMA, de Cuiabá
Vôlei feminino 15 a 17 anos
Vice-campeão: Escola Interativa Coopema, de Barra do Garças
Mato Grosso
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Mato Grosso
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Com o aumento dos casos de violência psicológica, perseguição e tentativa de feminicídio, DPEMT destaca a importância de buscar ajuda no início para interromper ciclo

Por Alexandre Guimarães
A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Ameaças, perseguições, humilhações, controle da vida da vítima e o descumprimento de medidas protetivas são formas de violência que podem evoluir para situações ainda mais graves.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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