Mato Grosso
Mato Grosso recebe fórum esportivo com Magic Paula, Lars Grael e André Heller para fortalecer e capacitar entidades

Com a presença de grandes nomes do esporte brasileiro, como a campeã mundial Magic Paula (basquete), o medalhista olímpico Lars Grael (vela) e o campeão olímpico André Heller (vôlei masculino), o Fórum Estadual de Formação Esportiva de Mato Grosso será realizado no dia 26 de fevereiro, das 8h às 16h30, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, anexo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. As inscrições podem ser feitas entre de 3 a 19 de fevereiro, no link do evento.
A iniciativa é do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e o Clube Futsal Sem Drogas, e vai levar conhecimento e capacitação à comunidade esportiva mato-grossense, com foco em temas como gestão esportiva, governança, transparência e captação de recursos federais.
Para o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, o evento representa uma oportunidade estratégica para fortalecer o esporte no Estado. “É um fórum extremamente importante, porque reúne conhecimento técnico e grandes referências nacionais para orientar clubes e entidades esportivas sobre como se estruturar melhor, acessar recursos e profissionalizar ainda mais a gestão. Mato Grosso vem investindo fortemente no esporte e iniciativas como essa ampliam as possibilidades para que mais projetos sejam fortalecidos e mais atletas sejam formados”, destaca.
O gerente de Esportes e Relações Institucionais do CBC, Emerson Appel, reforça a necessidade de compartilhar conhecimento. “Vamos explicar como obter recursos públicos federais e e abordar temas importantes como gestão esportiva, com governança e transparência, melhorando a capacidade de gestão de projetos de todas as entidades esportivas públicas e privadas do Estado”, frisa. Ele fará a palestra de abertura do evento com o tema “O CBC e sua atuação no cenário esportivo nacional”.
Conforme Emerson, o Comitê Brasileiro de Clubes promove em todos os Estados brasileiros o evento anual da entidade. “Mato Grosso vai sediar o 26º encontro. O próximo e último será em Teresina, no Piauí”, informa. Financiado pela Lei 13.756/2018, que distribui recursos arrecadados pelas loterias federais, o CBC conta atualmente com 1.995 clubes integrados à rede nacional de formação esportiva, entre pequenos, médios e grandes. Em Mato Grosso, 59 clubes fazem parte dessa rede e recebem incentivos como suporte em treinamento, viabilização de logística, passagens aéreas, compra de materiais e equipamentos esportivos, entre outros benefícios.
Durante o fórum, o velejador Lars Grael irá compartilhar sua trajetória de vida e a história de superação após o acidente que marcou sua vida. Palestrante desde 2000, ele também é fundador do Projeto Grael, voltado à inclusão social de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Mais de 17 mil jovens já foram atendidos pela iniciativa.
A ex-jogadora Magic Paula apresentará conceitos aplicados à formação de atletas de alto rendimento, enquanto o ex-central da seleção brasileira André Heller abordará princípios ligados à gestão esportiva, educação corporativa e relacionamento interpessoal. “Cada um deles fará uma apresentação da história de vida, a trajetória com alcance ao sucesso, com muita emoção. São histórias de superação”, avalia Emerson.
Outro foco do fórum é descentralizar o acesso ao conhecimento esportivo no país. “A informação às vezes se concentra no Rio de Janeiro e São Paulo, e nós queremos levá-la aos 27 ‘cantinhos’ do Brasil. Informação para se tornar conhecimento, acesso a recursos e a melhor maneira de gerenciamento do dinheiro. Queremos ver os pequenos clubes participando de campeonatos nacionais”, reforça. Além do CBC, também são beneficiados com repasses das loterias federais órgãos como o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Do total arrecadado, 0,46% é destinado ao Comitê Brasileiro de Clubes. “A loteria federal é um dos grandes financiadores do esporte no Brasil”, frisa Emerson. Segundo ele, a aplicação do montante total, que no último ano somou R$ 15,2 bilhões, entre todos os beneficiários previstos pela legislação, é auditada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério do Esporte. “A legislação que disciplina o repasse do valor arrecadado pelas lotéricas com jogos que envolvem números também regulamenta repasses para educação, saúde e segurança, entre outros”, conclui Emerson.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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