Mato Grosso
Mato Grosso reduz índices de homicídio em 7%, 13% de roubo e 9% dos furtos em 2018
Mato Grosso apresentou redução de 13% nos casos de roubo (quando há violência ou ameaça) no ano de 2018. Também houve queda de 9% na incidência de furtos (quando não tem ameaça ou violência) e 7% em homicídios. Os dados são da Coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal, da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), em comparação ao mesmo período de 2017.
De janeiro a dezembro de 2018, foram 18.732 mil registros de roubos contra 21.473 em 2017. Já o furto saiu dos 54.102 mil registros ,em 2017, para 49.482 casos no ano passado. Os crimes contra a vida, em 2017, somaram 985 casos contra 916, em 2018. Os números de assassinatos e roubos, em 2018, são os menores dos últimos três anos. Em 2016 foram registrados 1.086 homicídios, seguido de 985, em 2017. Já em 2016 foram 28.034 mil roubos contra 21.473, em 2017.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, enfatizou que as reduções são reflexos do fortalecimento das atividades policiais no Estado. “Conseguimos observar, principalmente no homicídio doloso, uma redução gradativa e isso é muito bom para Mato Grosso. As forças de segurança têm realizado um trabalho forte na repressão e prevenção”.
Diante dos números alcançados pelas forças de segurança pública, o delegado geral da Polícia Judiciária Civil (PJC), Mário Dermeval Aravechia de Resende, disse que as reduções foram expressivas e que o objetivo é continuar trabalhando no enfrentamento à criminalidade com investigações efetivas na capital e no interior.
“A diretoria está reestruturando a equipe visando manter estas quedas nos índices criminais. Nosso objetivo é melhorar ainda mais as frentes de combate, permitindo que a sociedade tenha mais tranquilidade na sua convivência. Buscamos uma Polícia Judiciária Civil cada vez mais integrada com as outras forças, para conseguirmos caminhar na melhoria da investigação. Há um planejamento em andamento, tanto no interior como na Capital. Estamos preparando operações e outras ações que vão impactar nestes índices positivamente”, assegurou.
Para o enfrentamento à criminalidade, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel PM Jonildo José de Assis, disse que é essencial a manutenção do reforço do policiamento nas ruas. “Tivemos reduções significativas que foram além do planejado para o fechamento 2018. Essas ações, principalmente de roubo e furto, são resultados das operações preventivas, em que a PM, por meio de sua atividade de policiamento ostensivo e de repressão primária, tem um fator preponderante nos resultados positivos”, enfatizou.
São unidades das forças de segurança do Estado: Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
(Com colaboração de Alecy Alves/PM e Luciene Oliveira/PJC)
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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