Mato Grosso
Canais de atendimento do MPMT a vítimas de violência são divulgados
Com objetivo de divulgar os canais específicos do Ministério Público de Mato Grosso para atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, familiar e de gênero, as equipes da Ouvidoria das Mulheres e do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino promoveram uma panfletagem na tarde desta terça-feira (6), no centro de Cuiabá. A ação integra a programação do “Dia D de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.
“Estamos aqui na Praça Bispo, hoje, em razão da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, para divulgar as ações do Ministério Público de Mato Grosso no enfrentamento à violência contra a mulher e chamar a atenção da sociedade para essa questão, informando como proceder e a quem recorrer”, contou a ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Rosana Marra. A procuradora acrescentou que o “Espaço Caliandra”, inaugurado pela manhã na Sede das Promotorias de Justiça da Capital, vem para dar prosseguimento ao atendimento iniciado pela Ouvidoria.
A coordenadora do CAO, promotora de Justiça Gileade Souza Maia, reforçou que a mobilização integra um conjunto de ações intensificadas neste Dia D. “A ideia é de nos aproximarmos da população e fazermos esses esclarecimentos de forma que as pessoas possam participar desse enfrentamento, que é um dever de todos. Somado a isso, levar informações sobre os tipos de violência, os locais onde a vítima pode obter ajuda e dizer que ela não está sozinha”, afirmou, lembrando que o serviço especializado de atenção às mulheres cisgênero e transgênero em situação de violência foi criado pensando nessas vítimas.
Conforme a promotora de Justiça, a partir das informações divulgadas, as mulheres se tornam aptas a identificar se estão sendo vítimas ou não de violência doméstica, bem como a buscar ajuda. Isto porque a experiência que se tem é de que as mulheres não conseguem sair sozinhas do ciclo da violência. “O lado bom é que existem órgãos com pessoas engajadas, comprometidas e disponíveis a ajudar essas mulheres e as pessoas que estão ao lado dela”, finalizou.
Ouvidoria das Mulheres – Implantada em março deste ano, a Ouvidoria das Mulheres do MPMT realizou 39 atendimentos específicos a vítimas de violência, que resultaram na instalação de procedimentos. Além do número 127, que funciona das 12h às 19h, existem dois celulares com WhatsApp disponíveis – (65) 99259-0913 e 99269-8113. O contato também pode ser feito por e-mail ([email protected]) ou pelo site mpmt.mp.br/ouvidoria.
Fonte: MP MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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