Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Mato Grosso Saúde encerra ano com mais um grande hospital credenciado

Publicado

O Mato Grosso Saúde fecha o ano com saldo positivo e boas notícias, uma delas é o credenciamento do Complexo Hospitalar de Cuiabá, antigo Hospital Jardim Cuiabá. Com este, passam a ser oito os hospitais aptos a receberem os beneficiários do Plano para atendimentos.

“Estamos em tratativas há um bom tempo, mas somente agora conseguimos somar este importante parceiro à nossa Rede Credenciada que começa os atendimentos agora, no dia 07 de janeiro de 2019”, informou o presidente do Instituto, Basílio Bezerra.

O Complexo Hospitalar fica localizado na Avenida das Flores, nº 843, bairro Jardim Cuiabá, na cidade de Cuiabá e atenderá, além do corpo clínico eletivo, o Pronto Atendimento (PA) de urgência e emergência, centro cirúrgico e Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

Basílio Bezerra, que a partir de janeiro de 2019 assume a Secretaria de Planejamento e Gestão, destaca que, nesse período de pouco mais de 7 meses à frente do Mato Grosso Saúde, houve mudanças consideráveis para o Plano de Saúde dos Servidores do Estado, o que permitiu oportunizar melhorias significativas aos seus mais de 20 mil beneficiários que hoje constituem a carteira de vidas geridas pelo Instituto, bem como uma importante reestruturação que tem levado à estabilidade financeira ao Plano e, por consequência, a possível autossuficiência.

O presidente do Instituto ainda enfatiza que um dos principais pontos da sua gestão foi o diálogo transparente e de proximidade aos prestadores, para que pudessem ter conhecimento da realidade do Plano, e assim, traçarem as melhores estratégias de gestão dos passivos e de novas parcerias para o Mato Grosso Saúde. “Este tipo de diálogo franco e aberto junto aos prestadores permitiu, inclusive, o crescimento da rede credenciada”, reforçou.

Para o então presidente, os passivos com a Rede Credenciada, que sempre foram questões de grandes discussões, estão sendo pagos de forma sistemática e constante aos prestadores ativos do Plano. Basílio ainda informou que, em abril o valor da dívida era de R$ 28 mi com a Rede que atendia ao Instituto e hoje ela está próxima a R$ 1,6 mi, uma redução de 95% das 
obrigações com a Rede ativa.

“Para isso acontecer tivemos que imprimir algumas medidas de gestão de extrema importância e necessidade para a sobrevivência do Mato Grosso Saúde, como a correção inflacionária dos valores das mensalidades. Além disso, estamos trabalhando firmemente com os processos de cobrança dos inadimplentes, o que possibilita um resgate dos valores que, em tese, estariam parados. Repactuamos os contratos do Plano para que houvesse uma diminuição dos custos com os prestadores. Isso levou a uma redução média de 20% dos valores mensais devidos, gerando uma economia de aproximadamente R$ 1 mi por mês”, explicou.

Veja Mais:  Governo de MT inaugura, lança e vistoria obras em Juara nesta sexta-feira (12)

Rede credenciada

Desde então, a credibilidade do Plano vem crescendo exponencialmente entre os prestadores de saúde que se sentem confortáveis em fazer parte do rol de atendimento do Mato Grosso Saúde, desestigmatizando a imagem financeira do plano e possibilitando a expansão da rede aos beneficiários que hoje recebem atendimentos nas mais diversas especialidades médicas, como psiquiatria, ginecologia, reumatologia, cardiologia, endocrinologia, infectologia, fisiatria, geriatria, oncologia, pediatras, nefrologia, entre outras especialidades.

Já na área hospitalar, os prestadores aptos aos atendimentos são Hospital Amecor, com atendimento de urgência e emergência cardíaca e cirurgias cardíacas eletivas; o Hospital Santa Casa para casos de urgência, emergência e pronto atendimento (PA) 24 horas para beneficiários acima dos 14 anos; o Hospital Santa Rita com atendimento de urgência, emergência e pronto atendimento (PA) 24 horas; Hospital Sotrauma atendendo urgência, emergência e pronto atendimento (PA) para traumatologia e com a novidade de atendimento clínico geral 24 horas; o Hospital de Olhos para atendimentos oftalmológicos; e agora o Complexo Hospitalar de Cuiabá (antigo Jardim Cuiabá) que atenderá urgências, emergências e Pronto Atendimento (PA) 24 horas.

Também compõem a rede diversos laboratórios para suprir as demandas clínicas como o Cedic, Cedilab, Hemaclin, Carlos Chagas, Vida Medicina Nuclear, Cedimagem, Biodena, IMED Cuiabá, INAC, Instituto de Medicina Nuclear, Laboratório Santa Rosa, entre outros que podem ser visualizados no site do Mato Grosso Saúde.

Recentemente os beneficiários ganharam novos credenciados, oportunizando ainda mais a ampliação do rol de atendimento. Estão atendendo a Clínica FEB Saúde, localizada em Várzea Grande, Clínica Mega Saúde, Centro Geodésico da Visão, o Hospital Sotrauma atendendo 24h, além dos casos de traumatologia, os casos de clínica geral, Gastroplast, entre outros parceiros.

Veja Mais:  Parrila de Nova Mutum monta espaço para atender clientes com crédito da Desenvolve MT

Ainda na melhoria da Rede Credenciada, no dia 10 de dezembro foi aberto o Edital 003/2018, que tem como objetivo o fomento da demanda de algumas especialidades médicas, tendo em vista a baixa oferta de profissionais médicos nas seguintes especialidades: geriatria, pediatria, neurologia, dermatologia, endocrinologia, ginecologia, pneumologia, urologia e psiquiatria. O intuito é gerar maior interesse da área médica nessas especialidades para o ingresso desses especialistas para atendimento aos beneficiários. O edital pode ser visto na íntegra no site do Instituto.

Fatura digital

Outro ponto importante trazido pela gestão está na implantação da Fatura Digital, possibilitando que os beneficiários possam ter uma ampla visão do uso do Plano, por meio do Extrato de Utilização, acompanhando os valores dos procedimentos. Pode ser visualizado também das mensalidades, tanto do titular, quanto dos dependentes e agregados, bem como os valores, que por ventura, possam estar em aberto.

“Esse tipo de documento era inexistente no Plano; era encaminhado um boleto para pagamento onde não constavam os detalhamentos, mesmo que simplificado. Hoje os beneficiários podem verificar o valor total do procedimento bem como o valor coparticipado, que é o que ele irá pagar. Isso trouxe mais transparência de uma forma geral”, esclareceu.

As faturas também são encaminhadas para os e-mails cadastrados, o presidente ainda reforça a importância de os beneficiários manterem os dados atualizados no sistema do Plano para que as comunicações, cobranças e possíveis informativos cheguem às residências, e e-mails, de forma efetiva. Essas atualizações podem ser realizadas de forma rápida pelo site do Instituto.

A melhoria dos canais de comunicação aproximou ainda mais o beneficiário do Plano, com um número médio de 150 atendimentos por dia aos beneficiários, tanto de forma presencial na sede do Instituto, quanto por telefone e Facebook. Com prestação de serviços de informações gerais, solicitações de boletos, parcelamentos, atendimento ao público do interior do Estado, entre outras informações.

Uma mudança muito necessária foi a expansão do quadro funcional do Instituto que possibilitou uma maior agilidade nas soluções dos casos internos, além da fluidez dos processos administrativos. A mudança no quadro possibilitou a inclusão da Ouvidoria Setorial, um setor muito necessário para atender às demandas do Plano.

Veja Mais:  Licitação de Sorriso que exigia veículos licenciados em MT continua suspenso

Mais convênios

Em breve, os beneficiários do Plano poderão contar com um novo convênio que os favorecerá com a oportunidade de adquirir medicamentos, de marca e genéricos, com descontos diferenciados. “O convênio está em tratativas finais para que comece a entrar em vigor ainda no início de 2019”, frisou o presidente.

Outra parceria, essa já de longa data, é o plano odontológico da Uniodonto. O plano tem cobertura estadual e faz parte do rol de benefícios aos participantes do Mato Grosso Saúde. Por apenas R$12,15, os assegurados recebem tratamentos da saúde bocal de diversos tipos, desde periodontia até cirurgias. Acesse a cobertura total da Uniodonto no site do Mato Grosso Saúde.

Basílio deixa a presidência do Plano salientando a necessidade da participação dos servidores como beneficiários, para tanto foi criada a gerência de expansão do plano, que tem como objetivo o aumento da carteira de beneficiários.

“Avançamos em várias áreas do Plano, mas há muito mais o que deve ser feito para resgatar a credibilidade do Mato Grosso Saúde junto aos servidores públicos do Estado, pois um Plano só existe com pessoas nele, e este nasceu para atender esta parcela da população que tanto contribui com a prestação de serviços à população matogrossense, os servidores públicos ”, despede-se.

Histórico

Basílio Bezerra Guimarães dos Santos é servidor público estadual, Analista de Desenvolvimento Econômico, ingressou no Estado em 2003, graduado em Ciências Contábeis, Perito em Cálculos Extrajudiciais. Já atuou como Gerente Financeiro na Polícia Judiciária Civil do Estado Mato Grosso, Coordenador Contábil e Superintendente de Planejamento e Finanças da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso. Secretário Adjunto de Administração Sistêmica da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Contador Geral do Município de Cuiabá. 

Foi professor titular da disciplina de Finanças Públicas do curso de ciências contábeis das Faculdades Integradas Cândido Rondon. Em 2017 exerceu a função de Diretor Administrativo e Financeiro da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação. No atual governo respondeu pelos cargos de Secretário Adjunto Executivo da Secretaria de Estado de Fazenda e Presidente do Mato Grosso. 

Em 2019, Basílio assume a Secretaria de Planejamento Gestão do próximo governo.

Mato Grosso

Serra de São Vicente será parcialmente interditada para manutenção e implantação de iluminação

Publicado

Alteração no tráfego ocorrerá entre terça e quarta-feira, das 8h30 às 17h

Foto- Assessoria

A Nova Rota do Oeste alerta aos motoristas para uma alteração temporária no tráfego da Serra de São Vicente na terça e quarta-feira (30/06 e 01/07), das 8h30 às 17h, no sentido Rondonópolis/Cuiabá. A mudança pretende permitir que as equipes da Concessionária realizem obras de implantação de sistema de iluminação, além de serviços de limpeza da vegetação às margens da pista, manutenção dos sistemas de drenagem e obras no pavimento da rodovia.

Em caso de condições climáticas inadequadas para a execução dos trabalhos, como a formação de neblina, os serviços poderão ser cancelados e reprogramados. A implantação do sistema de iluminação, as melhorias na pista e na drenagem, integram as ações voltadas ao reforço da segurança viária e à melhoria das condições de trafegabilidade na região.

A alteração no tráfego visa garantir a segurança dos profissionais envolvidos nos serviços, bem como dos motoristas que trafegarão pela rodovia durante as obras. A orientação da Nova Rota é que os condutores reduzam a velocidade e respeitem as orientações e sinalizações empregadas no local.

Cronograma:

8h30 — Interdição total para implantação da sinalização da obra

09h — Liberação do tráfego em meia pista

16h30 — Interdição total para retirada da sinalização da obra

17h00 – Liberação total do tráfego

Veja Mais:  Licitação de Sorriso que exigia veículos licenciados em MT continua suspenso

Se precisar, chame a Nova Rota – Para obter informações em tempo real sobre condições de tráfego, intervenções na rodovia, condições climáticas, entre outras situações no trecho sob concessão da BR-163, entre em contato com a Concessionária Nova Rota do Oeste pelo 0800 065 0163, que também funciona no WhatsApp. A central de atendimento funciona 24 horas. Neste canal de comunicação, também podem ser acionados todos os serviços oferecidos pela Nova Rota aos motoristas que estão na rodovia, como atendimento operacional, socorro médico e mecânico.

Continue lendo

Mato Grosso

Pedido de julgamento do Cota Zero chega ao STF após conclusão de ineficácia da Lei em Mato Grosso

Publicado

Petição protocolada pelo Formad apresenta baixa cobertura a pescadores e graves impactos econômicos no estado

Parado no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da inconstitucionalidade do Cota Zero ganha novos argumentos em defesa da derrubada da Lei. Uma petição protocolada pelo Fórum Popular Socioambiental de Mato Grosso (Formad), junto a outras organizações da sociedade civil, conclui que não há evidências técnico-científicas que demonstrem a recuperação dos estoques pesqueiros com a vigência do Cota Zero (Lei 12.434/24 e Lei 12.197/23). Também não houve comprovação por parte do Estado de Mato Grosso quanto à eficácia e melhoria das condições socioambientais nas regiões afetadas.

A petição é protocolada em uma data simbólica, 29 de junho – Dia Nacional do Pescador, e o documento chama a atenção para os severos impactos não só nas comunidades ribeirinhas em Mato Grosso, como em toda uma cadeia econômica e social que depende direta ou indiretamente da pesca artesanal. O pedido das organizações signatárias é que o relator das ações de inconstitucionalidade no STF, ministro André Mendonça, prossiga com a inclusão na pauta de julgamento do Plenário.

O objetivo é que o conjunto de documentos, relatórios técnicos, pareceres e manifestações de órgãos envolvidos seja apreciado pelos demais ministros para que haja uma decisão sobre a suspensão da Lei. O Formad está entre as organizações aceitas como amicus curiae nas ações de inconstitucionalidade no STF, representando entidades da sociedade civil, comunidades tradicionais e pesquisadores.

A primeira ação pela derrubada do Cota Zero no Supremo é de outubro de 2023 sem qualquer manifestação do ministro. Em seu último despacho, em janeiro de 2026, determinou ao Estado de Mato Grosso que apresentasse informações sobre a eficácia e efetividade da lei; os relatórios emitidos pelo Observatório da Pesca; e a situação atual dos pescadores em relação ao pagamento de auxílio e a flexibilização das espécies proibidas.

As informações fornecidas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), foram analisadas pela petição protocolada pelo Formad.

Segundo o documento, sob a ótica da eficácia e da efetividade, a suspensão da atividade pesqueira não apresenta fundamentos técnicos e científicos idôneos que justifiquem a medida. Da parte dos órgãos estaduais não há dados que justifiquem os presumidos benefícios da Lei. Pela ALMT, o Observatório da Pesca não resultou em encaminhamentos sobre os impactos, além de ter contribuído com a revitimização dos pescadores, conforme analisado pelo Formad (Uma vergonha chamada Observatório da Pesca) na conclusão dos trabalhos do grupo, em 2024. 

Veja Mais:  Pesquisa coordenada pela Fiocruz aponta predominância da variante Ômicron em Mato Grosso

Não há qualquer nexo de causalidade entre a proibição e a recuperação dos estoques pesqueiros (…) Em contrapartida, os dados revelam um severo desequilíbrio regulatório e patente desproporcionalidade, enquanto o Estado priorizou a estruturação do turismo de pesca, negligenciou por completo os direitos constitucionais e a subsistência dos pescadores artesanais, bem como negligenciou a proteção ambiental“, destaca o documento.

Veja o quadro comparativo adaptado que analisou as respostas dadas pelos órgãos estaduais:

Documento

Eficácia e Efetividade

Situação dos Pescadores

Principais Conclusões

PGE-MT (conjunto das informações apresentadas ao STF)

Não há aumento dos estoques pesqueiros nem melhoria ambiental. As metas não foram demonstradas.

Mais de 80% dos pescadores sem cobertura das medidas compensatórias. Mais de 70% do território estadual não foi atendido pelo auxílio.

Política considerada ineficaz para os objetivos ambientais e com fortes impactos sociais e econômicos sobre comunidades pesqueiras.

SEDEC

Comprovou resultados apenas na estruturação do turismo de pesca. Não demonstrou benefícios ambientais ou recuperação dos estoques.

Não apresentou informações sobre perdas econômicas dos pescadores e municípios dependentes da pesca artesanal.

Houve priorização do turismo de pesca, sem avaliação dos impactos socioeconômicos da restrição pesqueira.

SETASC (REPESCA)

Não demonstrou que as medidas compensatórias foram suficientes para mitigar os impactos da legislação.

Apenas 19 pescadores foram atendidos em 2024 e 2.172 em 2025. Mais de 80% da categoria permaneceu excluída. Cursos de capacitação alcançaram apenas 35 beneficiários entre cerca de 16 mil famílias.

Cenário de insuficiência da política pública, exclusão social e barreiras burocráticas para acesso aos benefícios.

SEMA

Não comprovou que a proibição da pesca contribuiu para a recuperação dos estoques ou melhoria ambiental.

Reconhece impactos sobre pescadores, mas concentra ações em fiscalização e repressão.

Apresenta dados de fiscalização, porém sem evidências dos resultados ambientais que justificariam a restrição.

Observatório da Pesca (ALMT)

Não apresentou base técnico-científica suficiente para validar as restrições impostas.

Participação limitada das comunidades tradicionais e pescadores artesanais.

Governança considerada assimétrica, com baixa representação direta dos grupos afetados.

Veja Mais:  Governo de MT inaugura, lança e vistoria obras em Juara nesta sexta-feira (12)

 

Avanço no turismo só atende setor econômico favorável ao Cota Zero

Um dos apontamentos levantados pelas organizações é o desequilíbrio entre os investimentos realizados pelo Estado. Conforme a devolutiva da SEDEC, via Secretaria Adjunta de Turismo, dos projetos de incentivo apenas o de Estruturação do Turismo de Pesca em Mato Grosso encontra-se efetivamente em execução. Já as iniciativas voltadas à conservação ambiental permanecem como propostas. Entre elas estão os projetos “Piraíba”, “Dourado” e “Dourado – Avaliação de Estoque”, ainda sem implementação prática, o que revela que “a justificativa de proteger o meio ambiente não é verídica, como tampouco foi prioridade desde o advento da mudança legislativa na política estadual da pesca“.

Na última audiência pública em Cuiabá (MT) para debater os impactos do Cota Zero, representantes do setor turístico falaram abertamente sobre os lucros obtidos nos últimos anos com a legislação em vigência e o quanto vêm sendo beneficiados com a prática do “pesque e solte”, única atividade autorizada pelo Governo nos rios do estado.

Uma nota técnica do WWF Brasil, divulgada em abril deste ano, trouxe dados inéditos sobre a pesca na Bacia do Alto Paraguai, com destaque na ausência de comprovação a respeito da sobrepesca, conforme justificado pelo Executivo, autor do projeto proibitivo. O levantamento aponta que a atividade pesqueira movimenta cerca de R$889 milhões por ano, correspondente a 44% do PIB médio anual das cidades somente na região da BAP. Do total, a pesca profissional artesanal é responsável por R$102,7 milhões ao ano, sendo mais da metade (R$59 milhões) oriunda da venda do pescado. Enquanto o turismo de pesca, gera R$54,9 milhões por ano. O documento reforça a argumentação da petição do Formad e foi anexada ao processo. 

Paralelamente ao crescimento no turismo, a falta de cobertura das medidas compensatórias do Cota Zero é demonstrada com os dados apresentados pela Setasc, que com o REPESCA contabilizou o pagamento a pouco mais de 2,1 mil pescadores. Ao todo, Mato Grosso possui cerca de 16 mil. O que representa uma ausência de cobertura de mais de 80% dos pescadores artesanais.

Racismo ambiental e insegurança alimentar

Para além dos impactos econômicos, o Cota Zero é sinônimo de marginalização, insegurança alimentar e perda de direitos humanos. A petição inclui o debate sobre o conceito de racismo ambiental, ao argumentar que a Lei tem distribuído de forma desigual os custos de uma decisão política.

Veja Mais:  Juscimeira deve atualizar lei municipal para concessão de diárias

Ao penalizar severamente a pesca artesanal e proibir o livre exercício de um modo de vida tradicional milenar, a política pública preserva e beneficia setores de maior poder econômico e menor vulnerabilidade social. Essa distorção revela um padrão de exclusão distributiva no qual a preservação ambiental é instrumentalizada à custa da identidade cultural, da liberdade de profissão e da dignidade humana de populações historicamente marginalizadas e que atuam reconhecidamente como guardiões do meio ambiente“, traz a petição.

E a exclusão social não para por aí, quando se analisa os dados fornecidos pela Setasc de que somente 35 pessoas foram beneficiadas com os cursos de capacitação oferecidos. Isto porque, acrescenta a petição, “a exigência de escolaridade mínima funcionou como a principal barreira burocrática para a ampliação do programa, ignorando a realidade sociocultural da categoria. A SETASC provou que excluiu aproximadamente 83% dos pescadores e exigiu escolaridade formal de quem é tradicional“.

O abandono compulsório da atividade pesqueira artesanal já é visto em algumas comunidades, descaracterizando populações historicamente presentes à beira dos rios de Mato Grosso e isso, aliado à notória insegurança alimentar vivenciada por milhares de famílias, compõe um cenário de exclusão social e altíssimo custo à dignidade humana.

Com o prazo concedido pelo STF já encerrado e sem apresentação de uma solução capaz de responder aos questionamentos levantados, a expectativa da sociedade civil é conquistar o andamento processual da pauta no Supremo. Um julgamento final do caso pode decidir mais do que a retomada de uma atividade profissional, mas por fim a um dos casos mais emblemáticos na disputa de interesses econômicos e privilégios a uma categoria já bastante beneficiada em Mato Grosso.

——————————————————————–

Saiba mais dos impactos do Cota Zero

Um ano depois: o que sobrou do Cota Zero em Mato Grosso?

Modo de vida tradicional em Mato Grosso é silenciado por Lei

Pesca, não. Hidrelétricas, sim; Cota Zero e a relação com a expansão de empreendimentos em MT

Cota Zero inicia terceiro ano de vigência em MT com lentidão judicial e falta de respostas 

 

Por Bruna Pinheiro / Formad

Continue lendo

Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

Publicado

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

Veja Mais:  Polícia Civil cumpre ordens judiciais contra suspeitos por crimes de estelionatos praticados em Roraima

Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana