Mato Grosso
“Mato Grosso tem feito um trabalho muito importante no combate ao tráfico” afirma secretária nacional de Políticas Sobre Drogas

“Mato Grosso tem realmente feito um trabalho muito importante no combate ao tráfico de drogas, de bens e investigações, que chegam realmente aos bens das facções criminosas, tornando capaz de descapitalizar os grupos criminosos”, a fala é da secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos do Ministério da Justiça, Marta Machado.
Conforme balanço já divulgado pela Sesp, em quatro meses, o Estado aumentou em 104% as apreensões de drogas pelas forças de segurança do Estado, resultado de um salto de 7,6 toneladas para 15,6 toneladas após o lançamento do programa Tolerância Zero às Facções Criminosas.
A secretária se reuniu nesta quarta-feira (21.5) com equipes da Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Mato Grosso com o objetivo de alinhar parceria para ampliar as campanhas de prevenção às drogas e a captação de bens apreendidos de grupos criminosos.
A agenda faz parte da programação da Consulta Pública – Etapa Centro Oeste que está sendo realizada para elaboração de um novo Plano Nacional de Políticas Sobre Drogas.
Durante a reunião, a secretária nacional, destacou também a importância das campanhas de prevenção às drogas na região de fronteira, no caso de Mato Grosso com a Bolívia, visando ampliar e fortalecer uma nova frente de combate ao tráfico de drogas.
“As ações ostensivas têm que andar junto com as preventivas. Pessoas das comunidades na região de fronteira estão sendo aliciadas para o tráfico e precisamos fortalecê-las dando novas perspectivas, diante do assédio. Temos um trabalho, sendo desenvolvido na tríplice fronteira Brasil/Bolívia/Peru no Amazonas e precisamos ampliar esses programas”, acrescentou.
O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, defendeu ampliar os projetos de prevenção às drogas na região de Mato Grosso e se colocou à disposição para realização de novos programas antidrogas na região de Fronteira com a Bolívia.
“Nós estamos realizando um trabalho forte de combate ao tráfico de drogas, através das ações do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, lançado pelo governador Mauro Mendes no final do ano passado”.
“Já realizamos inúmeras operações de combate ao tráfico de drogas, e inúmeras ações de prevenção também, em todas as regiões de Mato Grosso, inclusive na fronteira com a Bolívia, e nos colocamos à disposição para implementação de novos projetos na faixa de fronteira internacional”, destacou Roveri durante a reunião.
A Secretaria de Segurança lançou em 2018 o projeto “Gefron na Minha Comunidade”,, realizado pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron) para se aproximar das comunidades e oferecer atividades às crianças e adolescentes a fim de prevenir que elas sejam aliciadas pelo tráfico.
Somente em 2024, mais de 2 mil crianças e adolescentes de Mato Grosso que vivem na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia foram atendidos pelo Gefron por meio do Grêmio Recreativo e Desportivo.
Entre as ações realizadas destacam-se a Escolinha de Futebol do Distrito de Vila Aparecida, o projeto Adestrador Mirim, e o programa “Gefron em Minha Comunidade”, que beneficiou comunidades dos municípios de Cáceres, Pontes e Lacerda de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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