Mato Grosso
Governo de MT entrega mais de R$ 281 milhões em máquinas, ônibus escolares, equipamentos, veículos e notebooks
O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes entregaram, na tarde desta quinta-feira (1º), R$ 281,9 milhões em máquinas, notebooks, tratores, veículos, equipamentos e ônibus escolares, que vão promover melhorias nas áreas de infraestrutura, agricultura familiar e educação para os 141 municípios do Estado.
A entrega foi realizada na Arena Pantanal, com a presença de secretários, parlamentares, prefeitos e representantes dos municípios.
O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, ressaltou a importância das entregas e investimentos no município, sobretudo na área da agricultura familiar, que recebeu mais de R$ 400 milhões em máquinas e veículos.
“Temos que agradecer tudo que o Governo tem feito pelo Estado, um governo que entende muito de infraestrutura, mas também de gestão, muito de saúde, mas também da área social. A população tem percebido isso. Nosso município tem muitos assentamentos e, hoje, com esses veículos e equipamentos, poderemos proporcionar mais dignidade de trabalho e qualidade de transporte escolar para as pessoas que vivem no campo”, comentou.
O governador Mauro Mendes destacou que as ações do Governo contam com importante apoio do setor público, como a bancada federal e deputados da Assembleia Legislativa, prefeituras, assim como do setor produtivo, e ressaltou que as parcerias têm contribuído com o desenvolvimento de todos os cantos do Estado.
“Somos o que somos hoje porque muitos ajudaram, e é por isso que estamos construindo, aqui, neste canto do Brasil, um dos mais fortes e prósperos Estados brasileiros. Vamos continuar trabalhando muito, procurando melhorar e aprimorar tudo aquilo que nós fizemos ao longo deste primeiro ciclo, para que o segundo ciclo seja ainda melhor e tenhamos um Mato Grosso muito melhor do que 4 anos atrás”, manifestou o governador.

O deputado estadual Max Russi também observou a importância das parcerias firmadas pelo Estado, e afirmou que a gestão atual conseguiu resgatar a credibilidade do Estado junto aos municípios, que passaram a ter condições para investimentos. Ele ainda garantiu que a Assembleia Legislativa seguirá parceira do Governo para a aprovação de matérias importantes e que beneficiam a vida dos mato-grossenses.
“Nos próximos quatro anos, precisamos, junto com a Assembleia Legislativa, estreitar as parcerias com os prefeitos e Câmaras dos Vereadores. Já fomos parceiros nesta gestão e não tenho dúvidas de que nos próximos quatro anos também vamos fazer muitas entregas, muitas ações e melhorar a qualidade de vida do nosso povo”, discursou.
O senador Jayme Campos, por sua vez, destacou que a grande entrega realizada nesta quinta-feira é fruto da competência da gestão estadual.
“Eu tenho a consciência absoluta de que estamos no caminho certo, de buscar um estado com mais saúde, educação e segurança. Vejo hoje sendo entregues notebooks, ônibus, equipamentos e máquinas. Tudo isso é resultado de uma gestão séria, honesta, transparente, e preocupada com nossa sociedade”, afirmou.
Entregas
Por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o Governo do Estado entregou aos municípios R$ 19,8 milhões de investimentos, correspondentes a 35 rolos compactadores e seis pás carregadeiras.
“Esse governo já entregou equipamentos e fez convênios com os 141 municípios, e, mais uma vez, o Governo de Mato Grosso atendeu aos anseios das cidades, prefeitos e moradores. É mais um momento de alegria para o povo de Mato Grosso”, destacou o secretário de Infraestrutura, Marcelo Oliveira.
Já pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), os municípios foram contemplados com nove motoniveladoras, oito escavadeiras hidráulicas, sete caminhões e três pás-carregadeiras, que representam o investimento de R$ 41,3 milhões em recursos do Governo de Mato Grosso e emendas parlamentares.

“Esse investimento histórico por parte do governador Mauro Mendes, do senador Jayme Campos, com prefeitos e associações de produtores rurais, garante qualidade de vida aos moradores das cidades atendidas, alavanca a economia local e regional. Com boas condições das estradas, a família consegue produzir, vender, ou seja, escoar o produto, gerar renda e movimentar a economia”, afirmou o secretário da Sedec, César Miranda.
Na área da agricultura familiar, o Governo de Estado investiu na entrega de 15 picapes Strada, 16 caminhonetes L200 e 17 Hilux, e 31 patrulhas agrícolas, compostas com um trator, uma grade de arado e uma carreta. Os investimentos, entre recursos do Estado e emendas, somam R$ 22,8 milhões.
“Tudo isso faz parte da proposta do governador Mauro Mendes, de atender mais de 100 mil famílias da agricultura familiar. É a segunda grande entrega feita neste ano, que proporciona acesso a tecnologias e equipamentos para quem mais precisa”, ressaltou a secretária de Agricultura Familiar, Teté Bezerra.
Já para a área da Educação foram entregues 7 mil notebooks, que serão destinados aos professores da rede estadual por meio do programa Alfabetiza MT, além de 342 ônibus escolares, de um total de 600 veículos, para a renovação da frota de transporte escolar rural. Ao todo, os investimentos somam R$ 198 milhões.
“Sabemos que o transporte escolar rural tem mais de 10 anos sem renovação de frota. O Governo de Mato Grosso, em colaboração com os municípios, está renovando parte dessa frota para garantir ao estudante um melhor acesso à educação e um transporte de qualidade. É uma ação super importante que vai melhorar muito a vida dos alunos”, pontuou o secretário de Educação, Alan Porto.

A solenidade de entrega também contou com a assinatura de um termo de cooperação entre a Seduc e Seaf para a implantação de hortas nas escolas da rede estadual de ensino, com um investimento de R$ 3 milhões.
Solenidade
Participaram da cerimônia de entrega dos investimentos o senador Wellington Fagundes e a suplente de senador Margareth Buzetti; a deputada federal Rosa Neide; os deputados estaduais Eduardo Botelho, Xuxu Dal’ Molin, Janaina Riva, Nininho, Doutor João, Gilberto Cattani, Paulo Araújo, Elizeu Nascimento, Doutor Gimenez, João Batista, Thiago Silva, Valmir Moretto, Valdir Barranco, Wilson Santos e Silvano Amaral; e os vereadores de Cuiabá, Michelly Alencar e Dilemário Alencar.
Também estiveram presentes os secretários da Casa Civil, Mauro Carvalho; Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves; Segurança Pública, Alexandre Bustamante; Comunicação, Laice Souza; Gabinete de Governo, Jordan Espíndola; e o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Alexandre Mendes.
Ainda participaram da solenidade o deputado federal eleito Fábio Garcia e os deputados estaduais eleitos Beto Dois a Um, Abilio Brunini e Júlio Campos.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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