Mato Grosso
Mato Grosso terá mais 30 colégios estaduais integrados; sete já foram licitados

Mato Grosso terá mais 30 novas unidades escolares no modelo Colégio Estadual Integrado (CEI). As primeiras sete unidades já foram licitadas e o investimento total previsto é de R$ 654 milhões. A meta da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é que até o final de 2026 todos os 30 CEIs estejam entregues e atendendo a comunidade escolar.
Em Rondonópolis, além da construção de um CEI já licitado para o bairro Alfredo de Castro, outras duas unidades serão construídas para substituírem os prédios das escolas estaduais Lucas Pacheco de Camargo e Adolfo Augusto de Moraes. Nesta ação, o governo está investindo R$61,4 milhões.
Dos sete CEIs licitados, as três concorrências mais recentes foram publicadas nesta semana. Uma delas será construída em Campo Novo do Parecis e substituirá o prédio da Escola Estadual União da Chapada.
Outras duas serão construídas em Sinop, nos bairros Santa Cecília e Daury Riva. O terceiro CEI para Sinop, que será erguido no bairro Jardim das Oliveira, está em fase de licitação e em breve terá o seu edital publicado no Diário Oficial.
Outras licitações que também estão em andamento e aguardam publicação oficial, serão para construções em Várzea Grande, nos bairros Jardim Glória e São Simão. O município já conta com o CEI Miguel Baracat em pleno funcionamento, na região do bairro São Matheus.
O governador Mauro Mendes diz que vê nesse investimento, avanços no cumprimento das metas estabelecidas. “A construção desses novos 30 colégios representa um passo decisivo para colocar a rede estadual entre as cinco mais bem avaliadas do país até 2026. Parabenizo todos os servidores que estão empenhados nesse programa”.
Na avaliação do governador, essas novas escolas não apenas atenderão à demanda crescente por vagas, mas também criarão ambientes propícios ao aprendizado, contribuindo para a formação de crianças e jovens mais preparados.
“Além disso”, completou o governador, “beneficia também os trabalhadores da educação e toda a comunidade que busca o CEI nos finais de semana para as atividades do programa Escola da Familia”.
O secretário de Educação, Alan Porto, enfatiza que o esforço do Estado objetiva consolidar as metas e avançar nas práticas de ensino e de aprendizagem, além de integrar educação e tecnologia, modernizando os ambientes escolares da rede estadual de ensino.
De acordo com o secretário, cada CEI segue o mesmo projeto arquitetônico, com 24 salas de aula e mais 14 ambientes administrativos e educacionais, quadra poliesportiva com vestiário, além de piscina semiolímpica e capacidade para 1.700 estudantes no ensino fundamental II, Ensino Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Na somatória dos investimentos na infraestrutura escolar da rede estadual de ensino, Alan Porto mostra que, de 2019 a maio de 2025, já foram entregues aos municípios 37 escolas novas, outras 49 unidades também novas estão em obras pelo Estado e há 9 escolas conveniadas com as licitações em andamento.
No mesmo período, pontuo ele, a Seduc ainda entregou 84 escolas reformadas, outras 96 estão em obras e 9 escolas conveniadas aguardam licitação para início das obras de reforma. A comunidade escolar também recebeu 43 novas quadras poliesportivas e outras 17 estão em obras.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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