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Medidor da Embrapa permite analisar teor de potássio no local de plantio

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Diferentes soluções tecnológicas desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) serão lançadas nesta sexta-feira (8) durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR). A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, participará do lançamento no estande “Casa da Embrapa”.

Entre as inovações apresentadas está o chamado “método Fast K”, um teste para determinar de forma mais rápida e prática a concentração de potássio nas folhas de soja. Por ser o segundo nutriente mais exigido e exportado pela cultura da soja, o potássio (K) deve ser reaplicado pelos produtores para compensar a carência nutricional do solo e da planta.

Geralmente, o nível de potássio na planta é detectado por análises de solo e folhas realizadas em laboratório que demoram para apresentar os resultados. A tecnologia da Embrapa permite ao produtor avaliar ainda em campo, a partir de um medidor portátil, o teor de potássio nas folhas de soja e decidir em tempo hábil sobre o uso de insumos agrícolas.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Divânia de Lima, o objetivo é acelerar o diagnóstico da ausência ou não de potássio na soja para evitar perdas e garantir maior produtividade ao agricultor.

“Às vezes, tem alguns problemas que aparecem no campo e o produtor não sabe se aquilo está sendo ocasionado pela ausência de potássio ou não. Então, o equipamento já dá essa leitura. Se o potássio não for o problema, o produtor vai buscar outras alternativas, sintomatologias, pode ser uma doença, por fungo, uma bactéria”, explicou.
Feijão preto mais produtivo

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Outra tecnologia a ser lançada nesta sexta-feira é uma cultivar de feijão de grão preto, que tem potencial de produção de 4,7 mil quilos por hectare. A variedade BRS FP403 é recomendada para cultivo em 19 estados brasileiros. Com alto rendimento e qualidade industrial, a cultivar apresenta características que proporcionam a colheita mecânica direta.

“É um feijão de ampla adaptação, que pode ser produzido em várias regiões brasileiras e é bem produtivo. O feijão é amplamente consumido no país, no Sul, no Rio de Janeiro. E mesmo sendo pouco consumido no Nordeste, tem adaptação para ser reproduzido lá também”, disse Divânia.

Tecnologia e clima

Durante o evento, que teve início na última segunda-feira (2) e se nesta sexta, a Embrapa apresentou mais de 35 tecnologias desenvolvidas em 11 centros de pesquisa da empresa. As inovações são de diferentes áreas, como culturas da soja, feijão, mandioca, abacaxi, banana, integração de sistemas produtivos, tecnologias da agroecologia, metodologias de análise, produção animal e máquinas agrícolas.

Ao longo da semana, os visitantes da Show Rural também puderam tirar dúvidas com os técnicos da Embrapa e conhecer outros projetos e tecnologias, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que evita a abertura de novas áreas agrícolas.

O sistema prevê que em uma mesma área convivam diferentes sistemas produtivos, com diversificação da produção, recuperação de pastagens degradadas, plantio de árvores, maior eficiência no uso de recursos naturais, entre outros benefícios.

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“A gente tem essas tecnologias e os produtores vão adotando. O nosso foco maior é trabalhar com sustentabilidade para que o produtor tenha a maior rentabilidade possível”, afirmou.

A pesquisadora alerta que, no caso da soja, por exemplo, o uso de tecnologias simples pode estimular o produtor, reduzir as dificuldades e os custos da produção, além de diminuir os efeitos negativos do clima, como a seca do ano passado.

“De certa forma, a produtividade vai ficar abaixo do esperado, porque a questão climática foi complicada, a gente teve muita seca. Então, vamos buscar mais conhecimento para mitigar os efeitos do clima, que a gente não pode mudar, utilizando as tecnologias da melhor forma possível”, completou.

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Mais informações à imprensa:Coordenação-geral de Comunicação Social
Debora Brito
[email protected]

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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso

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Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria

Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.

O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.

O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.

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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

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China, Vietnã e Angola são principais destinos da proteína suína produzida em MT

Foto- Assessoria

O bom ano da suinocultura mato-grossense refletiu também nas exportações da proteína suína. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) Mato Grosso bateu recorde histórico de exportação de carne suína em 2024, atingindo 1,306 mil toneladas exportadas. O número é 9% maior que o exportado em 2023, antigo recorde com 1,199 mil toneladas.
No cenário nacional o resultado de 2024 também foi positivo, a exportação brasileira de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiu 1,352 milhão de toneladas, estabelecendo novo recorde para o setor. O número supera em 10% o total exportado em 2023 (com 1,229 milhão de toneladas), segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, a expectativa de 2025 é positiva para o setor, principalmente pelo histórico dos últimos quatro meses.
“A expectativa é que 2025 seja um bom ano, visto o recorde de exportações nos últimos meses de 2024. A Acrismat vai continuar realizando o trabalho de manutenção sanitárias que promovem a qualidade da nossa carne, para manter nossas exportações e abrir novos mercados para nossos produtos”, pontuou.
Os principais destinos da carne suína de Mato Grosso foram Hong Kong, Vietnã, Angola e Uruguai. Dos produtos exportados, 80% foram In Natura, 18% miúdos e apenas 2% industrializados.
Na última semana o governo do Peru, por meio do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (Senasa), autorizou que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.
Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.
“A abertura do mercado peruano é mais uma boa oportunidade para a suinocultura de Mato Grosso, e reflete que o ano de 2025 para a atividade será de grandes oportunidades”, afirmou Frederico.
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década

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Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria

Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.

O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.

Na contramão

O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).

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E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.

Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa  forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.

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