Mato Grosso
Melhores jogadores de Beach Tênis do mundo disputam World Tour BT 400 em Cuiabá

Os melhores jogadores de Beach Tênis do mundo, entre italianos, brasileiros, franceses, espanhóis e russos, vão estar nas quadras de areia de Cuiabá para disputar o World Tour BT 50 e 400, etapa da Federação Internacional de Tênis (ITF). Estão em jogo entre 50 e 400 pontos no ranking mundial de Beach Tênis, com premiação de US$ 45 mil, o equivalente a R$ 232 mil.
A competição será realizada na Arena Beach Peak, na MT-251, a Rodovia Emanuel Pinheiro, nº 300, no bairro Jardim Vitória, entre os dias 16 e 20 de março, e conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio de convênio firmando entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e a Federação Mato-Grossense de Tênis. A entrada será gratuita.
“Mato Grosso está no cenário internacional do Beach Tênis e, sem o apoio financeiro do Governo de Mato Grosso, seria impossível viabilizarmos isso”, afirma o presidente da Federação, José Jurandir Lima Júnior, que conta com o respaldo a Confederação Brasileira de Tênis e, por sua vez, da Federação Internacional da modalidade.
Serão dois tipos de torneios profissionais. O primeiro, um BT 50, com premiação de US$ 4 mil, sendo disputado em um único dia, valendo 50 pontos no ranking internacional de Beach Tênis, a partir desta segunda-feira (16). Na terça-feira, vão ser realizadas as qualificatórias do torneio BT 400.
A chave principal começa na quarta-feira (18), com a primeira rodada. Já na quinta-feira serão realizadas as oitavas de final. Na sexta-feira, atletas disputam as quartas de final e, no sábado, as semis e finais de dupla masculina e feminina no mesmo dia.
A competição promete receber os melhores do mundo com as duplas das italianas Giulia Gasparri e Ninny Valentini, líderes do ranking, as brasileiras Sophia Chow e Vitória Marchezini, o hexacampeão mundial, o italiano Michele Cappelletti, com o campeão mundial, o brasileiro André Baran, o espanhol Antomi Ramos, bicampeão mundial, com o italiano Niccolo Gasparri, os brasileiros Daniel Mola e Giovanni Cariani, ambos top 10 do mundo, entre outros grandes nomes.
Marcela Balduino, atleta da casa, 103ª colocada no ranking, vai jogar ao lado da jovem paulista Maria Caruccio, de 17 anos, no torneio BT 400 e no evento BT 50, contra a top 10 do ranking, a italiana Flaminia Daina.
“Minhas expectativas para o BT400 em Cuiabá são grandes. Competir em casa tem um sabor muito especial. Espero conseguir alcançar grandes objetivos e viver grandes emoções dentro de quadra”, disse Balduino.
No masculino, Daniel Roma, de 24 anos, joga com o jovem João Godoy, de 17 anos.
“A expectativa está bem alta porque já estamos na chave principal e vamos jogar em casa. É na Arena que dou aula há quatro anos e onde o João começou a jogar, acho que vai ser bom para a gente”, disse Roma, que comentou como vai ser encarar os top 10 e melhores do mundo. “Vejo como uma oportunidade, jogar contra top 10 sempre é um aprendizado muito grande”.
A competição vai ter transmissão da ESPN, do Disney+ além do PlayBT no Youtube e da RedeTV em TV aberta para todo o país.
Uma disputa de torneio nacional entre amadores também vai ser realizada na quadra central e quadra 2 por toda a semana de evento nos jogos profissionais. Os atletas amadores também podem disputar o torneio nacional da Confederação Brasileira de Tênis nas categorias por nível A, B, C e D, além de categorias por idades juvenis e veteranos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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