Mato Grosso
Mesmo com liminar, moradora de Nova Xavantina ainda aguarda transferência para realizar tratamento de câncer no pulmão
Internada no Hospital Municipal de Nova Xavantina (652 km da capital) desde o dia 2 de janeiro, Lucimar Silveira Lima Barros, 58 anos, aguarda pela transferência para realizar o tratamento de um câncer no pulmão; a família procurou a Defensoria Pública no dia 14, que no mesmo dia ingressou com uma ação em face do Município e do Estado de Mato Grosso para garantir o tratamento; a Justiça deferiu a liminar no dia 16; ela testou positivo para Covid enquanto estava no hospital e até hoje aguarda pela transferência

Internada no Hospital Municipal de Nova Xavantina (652 km de Cuiabá) desde o dia 2 de janeiro, Lucimar Silveira Lima Barros, 58 anos, aguarda até hoje por uma transferência para efetuar o tratamento de um câncer no pulmão, apesar da liminar deferida pela Justiça no dia 16, após ação da Defensoria Pública.
A família dela procurou a Instituição em uma sexta-feira (dia 14) e, após o envio da documentação, o defensor público Tiago Passos ingressou, no mesmo dia, com uma ação de obrigação de fazer para promover a tutela ao direito à saúde.
“A verdade é que, se nada for feito no sentido de assegurar o tratamento demandado pela autora, ela corre o risco de morte”, diz trecho da ação.
No domingo (16), o juiz plantonista Conrado Machado Simão concedeu a liminar, impondo ao Estado de Mato Grosso e ao Município de Nova Xavantina, em caráter de urgência, a imediata transferência da paciente para um hospital de referência com suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com transporte aéreo, para realização de procedimento de pneumectomia, bem como todo e qualquer outro tratamento necessário, incluindo fornecimento de medicamento, sob pena de implementação de multa em caso de descumprimento da decisão.
“Devíamos ter procurado a Defensoria antes. Foi tudo muito rápido. Ela está precisando desse tratamento para ontem. Ela fez um raio-X aqui no hospital e está com o pulmão direito cheio de água. Tentaram drenar, mas não conseguiram. Enquanto não começar a tratar, ela só vai piorar”, relatou a filha dela, Jucimara Silveira Barros, 33 anos.
Para complicar ainda mais a situação, a técnica de enfermagem foi infectada pelo novo coronavírus enquanto estava internada. “Ela pegou Covid no hospital. Ficou isolada. Foi mais triste ainda. Tínhamos que deixar ela lá sozinha, com dor, retendo líquido. Tinha que levar ela ao banheiro, colocaram a sonda. Graças a Deus, já testou negativo”, revelou a filha, que conta com o auxílio da irmã, do irmão e da tia nos cuidados da mãe.
Na última quinta-feira (20), o defensor público sustentou que a infecção por Covid, em que pese “postergue o parâmetro temporal imposto na decisão – ‘imediatamente’ – NÃO DESOBRIGA OS REQUERIDOS de promoverem desde logo os esforços necessários para viabilizar a transferência da paciente para hospital público ou privado compatível com a sua necessidade, logo a após a liberação médica”.
Devido a todas essas complicações, a família contou que agora ela tosse e escarra catarro com sangue. Lucimar também está retendo muito líquido e, com isso, ficando cada dia mais inchada.
“Como essa retenção de líquido, eles não conseguem mais pegar veia nela. Com muito custo, uma outra técnica conseguiu pegar uma veia no pé. Outro dia pegaram uma veia no pescoço, na jugular. Com tantos furos, as mãos dela ficam minando água”, detalhou a filha.
Entenda o caso – Segundo a família, Lucimar, que é fumante e portadora de diabetes, convive com uma tosse há cerca de dez meses. Ela foi ao médico, que disse que poderia ser refluxo, porque ela engasgava bastante.
“Ela estava com o objetivo de parar de fumar, pois já imaginava que poderia ser algo grave. Começou a ir agravando cada vez mais. Começou a sentir dores, o inchaço na região do pescoço começou a doer e a mão direita começou a crescer bastante”, descreveu a filha.
Depois de retornar ao médico, ela realizou uma tomografia, que constatou um linfoma entre o coração e o pulmão, na região torácica.
“O médico disse que não podia afirmar com 100% de certeza que era câncer, pois não era oncologista, mas a suspeita era de câncer no pulmão. Ele passou um remédio para dor e ela veio para casa. Na outra noite, voltou a sentir muita dor e foi internada. De pronto, entrou na regulação, pedindo uma vaga no Hospital do Câncer, em Cuiabá”, afirmou Jucimara.
Porém, o HC só aceita pacientes que realizaram biópsia, que ainda não foi feita, de acordo com a família. “Os profissionais de saúde daqui não nos orientaram. Na primeira semana, quando ela ainda estava boa, deveria ter realizado a biópsia. Fui a um hospital particular em Barra do Garças. Levei todos os exames lá. É câncer sim. A oncologista explicou a gravidade do problema”, disse a filha.
A família entrou em desespero e chegou a cogitar vender bens pessoais para custear o tratamento. Porém, a médica orientou a família a realizar o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já que os custos são muito elevados.
“Ficamos amarrados nessa questão do orçamento. Pedimos em Cuiabá na quinta-feira passada. Eles pediram 72 horas. Minha prima ligou no sábado lá. Até agora nada. Como é um pedido judicial, é um orçamento diferente”, afirmou Jucimara.
Já são 22 dias convivendo com essa angústia, com a mãe internada no hospital, aguardando por uma transferência para o tratamento do câncer em um hospital especializado, que, mesmo com a liminar judicial, ainda não foi efetuada.
“O que nós mais queremos é conseguir uma vaga no Hospital do Câncer. Nossa vida está de ponta cabeça. Até as crianças estão transtornadas. Vivemos em prol de cuidar dela. O meu padrasto vai também. A gente leva comida diferente. Cada um se esforça da forma que pode”, desabafou a filha.
De acordo com Passos, coordenador do Núcleo de Nova Xavantina, a Defensoria Pública segue acompanhado o caso de perto e, se necessário, pode solicitar o bloqueio judicial das contas do Estado para garantir o tratamento de Lucimar.
Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde ainda não se manifestou sobre o caso.
Clique AQUI e entre no grupo de WhatsApp do Portal MT e receba notícias em tempo real
Mato Grosso
Entrega dos kits da Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink começam nesta quinta-feira (20/08)
No ato da retirada do kit o participante deverá doar um quilo de alimento não-perecível (exceto sal)

O clima de expectativa já tomou conta dos 2 mil atletas inscritos na Corrida Marajá – Edição Infinity Energy Drink e antes de encarar o percurso no domingo (23/08), os participantes terão o compromisso nesta quinta-feira (20/08), com o início da entrega dos kits de prova em um espaço exclusivo do evento no Atacadão do Porto, em Cuiabá.
A organização preparou um cronograma especial em três dias para garantir comodidade e agilidade aos participantes: nos dias 20 e 21 de agosto (quinta e sexta-feira), das 9h às 19h e 22 de agosto (sábado), das 9h às 13 horas.
O kit oficial do atleta é para lá de completo, onde inclui a camiseta oficial da prova, sacochila, número de peito com chip de cronometragem, copo exclusivo colecionável, uma unidade do Infinity Energy Drink Sem Açúcar e brindes oferecidos pelos patrocinadores do evento.
Com o número no peito e chip de cronometragem garantidos, o foco total será para o dia do desafio de 6 quilômetros no domingo. A largada pontual está marcada para às 06h30, em frente à sede da fábrica de Refrigerantes Marajá, em Várzea Grande, que também servirá como ponto de chegada. O evento é alusivo ao aniversário de 63 anos de fundação da empresa.
A recomendação da organização é que os corredores cheguem com antecedência para o aquecimento inicial e hidratação.
Mato Grosso
Empresários do setor da construção visitam o mais moderno centro de segurança do trabalho da América Latina

Foto-Assessoria
Na tarde desta quinta-feira (13/08), um grupo de empresários associados ao Sindicato das Indústrias da Construção da Região Sul do Estado de Mato Grosso (Sinduscon Sul MT) realizou uma visita técnica e de imersão no recém-inaugurado Sesi Experience – Centro Avançado de Segurança do Trabalho, localizado em anexo às dependências da sede do Serviço Social da Indústria de Rondonópolis.
Antes do tour técnico, os associados participaram de uma breve palestra sobre os detalhes e o potencial de aprendizado do CT, que recebeu um investimento total de 12 milhões de reais. Na sequência, eles seguiram para o centro, onde passaram por experiências que simulam situações reais de acidentes de trabalho e momentos críticos.
Para o gestor regional de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi Mato Grosso, Márcio Alves, este foi o primeiro grupo de empresários a realizar a imersão no centro avançado. “Eles puderam presenciar toda a tecnologia voltada para a segurança do trabalho. Os equipamentos proporcionam uma imersão do trabalhador ao utilizar de forma correta tanto os equipamentos de proteção coletiva quanto os de proteção individual”, explicou.
Ainda segundo Márcio Alves, esses cenários e equipamentos fazem com que se mude o formato e a abordagem do trabalhador quanto à importância de prevenir a sua saúde e a sua segurança. “Aqui o foco é trazer essa experiência, onde o trabalhador vai poder fazer a utilização de forma correta do equipamento de segurança individual e voltar para sua rotina, na qual ele vai conseguir utilizar da melhor forma possível esse equipamento, fazendo uma imersão nesse ambiente saudável e seguro”, finalizou.
O engenheiro civil e proprietário da empresa Plano Sul, Rafael Francisco Lopes Machado, foi um dos associados que fizeram a visita técnica ao Sesi Experience. “Foi uma experiência incrível, acredito que fora do normal. Nunca vi algo parecido, porque existe de fato uma imersão e é possível vivenciar situações em que sentimos estar passando pelo risco e aprendemos como não passar por eles na vida cotidiana e na operação da obra”, destacou.
Sesi Experience — O maior centro de treinamento em Saúde e Segurança do Trabalho da América Latina e o primeiro do Brasil, o Sesi Experience, fica em Rondonópolis. O complexo tem a missão de transformar a forma como as empresas capacitam seus trabalhadores, reunindo treinamentos que vão desde instalações elétricas e espaços confinados até o trabalho em altura. Para isso, utiliza tecnologia coreana imersiva para reproduzir situações reais de risco sem expor os participantes ao perigo. Idealizado pelo Sesi MT, a estrutura permite que o colaborador vivencie cenários críticos, aprenda a identificar riscos e adote os procedimentos corretos de segurança em um ambiente totalmente controlado.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
-
Rondonópolis19/08/2026 - 17:04Qual o interesse? Derrotado nas urnas, 2º suplente do MDB e assessor do deputado Sebastião Resende pede afastamento de Mariúva
-
Rondonópolis19/08/2026 - 15:41CDL Rondonópolis nega conflito com secretário e reafirma postura apartidária
-
Política MT19/08/2026 - 12:31Prefeitura de Rondonópolis rebate questionamentos do TCE e diz que remanejamento não prejudica a Saúde
-
Política MT19/08/2026 - 23:10TRE manda retirar matéria sobre candidata Dra. Luciana Horta do ar e fixa multa para nova publicação
-
Política MT20/08/2026 - 11:52Alessandra deputada: força de Cláudio Ferreira será suficiente para vencer as urnas?
-
Rondonópolis20/08/2026 - 12:37Câmara Itinerante leva atendimento e ouve demandas de moradores do Parque Universitário
-
Rondonópolis20/08/2026 - 18:28De Pátio para Alessandra: Odair José muda de palanque em Rondonópolis
-
Política MT21/08/2026 - 16:00Dra. Luciana Horta apresenta propostas para saúde e combate ao feminicídio em entrevista em Rondonópolis







