Mato Grosso
Moradores de Rosário Oeste são atendidos no Mutirão da Cidadania do Governo de MT
Fátima Vieira de Prado, assistente social da Setasc e palestrante, destacou que uma das maiores preocupações do governador e da primeira-dama Virginia Mendes é tirar Mato Grosso do 3º lugar entre os Estados em que mais ocorre o crime de feminicídio. ;
“A preocupação do Governo e da primeira-dama, juntamente com a Setasc, é sair dessa colocação nacional e ser o Estado que mais protege, ampara e cuida da mulher”, afirma.![]()
O evento contou com orientação do programa Ser Família sobre o recadastramento do Cadastro Único (CadÚnico); com a equipe da Tecnologia e Informação da Setasc, orientando sobre o uso do aplicativo MT Cidadão para emissão da Carteira de Identificação do Autista (CIA); do Procon, orientando sobre os direitos da mulher consumidora e provedora do lar; além dos técnicos do Ônibus Lilás que promoveram palestras e atendimento psicoassistencial individualizado, com o objetivo de prevenir a violência doméstica.![]()
A secretária interina da Setasc, Grasielle Bugalho, pontuou que ;o intuito do mutirão é levar cidadania à população por meio de diversos serviços, juntamente com o projeto Ônibus Lilás, a pedido da primeira-dama, Virginia Mendes, que idealizou toda a programação para o mês de março.
“O governo e a primeira-dama agradecem a presença dos moradores, do prefeito Alex Berto, da secretária Jucélia Medeiros e de toda a sua equipe. Muito importante essa parceria com o mutirão, ainda mais quando se agrega outros serviços para a população. Temos aqui orientação jurídica, cortes de cabelo, atividades com profissionais da educação física, entre outras atividades que complementam o mutirão”, ressaltou a secretária Grasielle.![]()
O prefeito de Rosário Oeste, Alex Berto, enalteceu a iniciativa da primeira-dama Virginia Mendes em realizar o mutirão da cidadania no município.
“É um excelente trabalho voltado para o social, para a cidadania. Vejo que a ação também é um momento de convivência com as outras pessoas do município. Temos o Programa SER Família, que está na fase de cadastramento daquelas famílias que mais precisam, e o trabalho está sendo muito bem executado para que as pessoas que mais necessitam possam ter o acesso. Nós confiamos que a gestão Mauro Mendes continuará com toda essa eficiência.”, afirmou o prefeito Alex.![]()
A secretária municipal de Assistência Social de Rosário Oeste, Jucélia Medeiros, mobilizou a sua equipe e também da área da saúde municipal, proporcionando serviços de atendimento médico, aferição de pressão, orientação com psicóloga, assistente social, orientação jurídica, gincanas, atividades físicas e plantio de árvores para as crianças, entre outros.
“A parceria do município com o Governo do Estado é importante. Nós agradecemos ao governador Mauro Mendes e a primeira-dama, dona Virginia, por trazerem o mutirão com vários atendimentos,” disse a secretária Jucélia.![]()
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Rosilene de Almeida, professora de escola da área rural, também foi atendida em alguns serviços.
“A parceria do governo estadual com o município está de parabéns. Que venham mais vezes! Está tudo muito bem feito e organizado. A palestra foi ótima, assim como os serviços que estão ofertando. Eu vim aqui porque perdi a minha segunda via do registro e preciso fazer. Também procurei a plastificação de documentos e a foto 3×4. Isso aqui é muito bom porque a gente economiza. Quero deixar o meu abraço e agradecer à primeira-dama, dona Virginia, por sempre trabalhar pelas famílias carentes”, disse.![]()
Outra morada de Rosário Oeste, Cláudia Maria Nunes ficou satisfeita com as orientações que recebeu durante o mutirão. “Foi muito bom. Graças a Deus que vocês vieram aqui para trazer informações e orientações sobre a violência doméstica. Já passei pela médica e vou passar pelo atendimento no Procon”, contou.
Já a Joêmia de Oliveira buscou atendimento no Sistema Nacional de Emprego (Sine-MT) para tirar dúvidas referente ao Seguro Desemprego e a Carteira de Trabalho Digital.![]()
“Fui muito bem atendida e, para não perder a viagem, vou passar pelo exame de vista. Estou gostando da ação porque são serviços gratuitos e tudo em um só lugar”.
O Mutirão de Cidadania do Governo de Mato Grosso estará, nesta sexta-feira (24), no município de Nobres, realizando os mesmos serviços gratuitos aos moradores. O atendimento será na Rua Miranda, s/n, no Bairro Ponte de ferro, Feira do Produtor Rural, das 8 às 17 horas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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